domingo, 5 de junho de 2016

O Congresso dos da mãozinha

 
A Pátria anda toda catita. A Pátria de uma certa esquerda, diga-se. Com pompa e circunstância, este fim de semana a "seita" dos da mãozinha reuniu na capital do reino.
Foi bonito, sim senhor. Gostámos. Principalmente daqueles discursos de garrafão do costume! A direta isto, a direita aquilo. Aqueles malandros que tiraram o país da bancarrota a que os da mãozinha levaram em 2011, que permitiram aos funcionários do privado e do Estado receberem os vencimentos a partir de Julho de 2011, que não corrigiram, como devia ser, as patifarias dos da mãozinha e do seu chefe José Sócrates, que puseram o país a respirar liberdade, que procuraram dar alguma qualidade à escola do Estado (pública, como eles dizem), que deram crédito ao país, colocando-o, de novo, a ser financiado pelos mercados, que afastaram a troyca, que colocaram os lugares de chefia em concurso (e que agora os da mãozinha oferecem a amigos, como no tempo daquele que nos levou à bancarrota) e por aí adiante.
Foi bonito, sim senhor. Ver António Guterres fazer um favor à "seita".
Foi bonito, sim senhor. Ver aquela mesa redonda de convidados comandada pelo Silva Pereira, braço direito de quem levou o país à bancarrota em 2011.
Foi bonito, sim senhor. Ver aqueles convidados lançar a verborreia do costume como o socialista Pacheco Pereira, disfarçado de profeta do Antigo Testamento.
Foi bonito, sim senhor. Ver o Costa (agora chefe de uma "seita" mais para os lados estalinistas/leninistas) disfarçado de chefe da governança, com aquelas graçolas do “virar de página”. Não faltou o paleio da reversão para os funcionários elevados como ele e a dona Catarina; a reversão de 50 cêntimos para as reformas mais pequenas. Sim, porque isso é que é a verdadeira politica desta governança de “esquerda” comandada pelas donas do Bloco e pelas manas (com o cavalheiro Jerónimo apenas como Major).
E foi bonito ver o Costa discursar sobre a estagnação da economia (estando o preço do petróleo a níveis históricos!), da falta de investimento e da subida do desemprego. Honra lhe seja feita. Atacou as migalhas que o Estado dá aos 2% dos colégios privados, que nada representam para a economia do país. E também referiu os 4 mil milhões do buraco da Caixa. E dos crimes que aí se praticaram ao nível das diretorias e administração, maculando o trabalho de excelência dos seus funcionários.
O dr. Assis (de raiz social-democrata), o único com um discurso lúcido, veio estragar o repasto. Para a próxima deve ficar em casa, porque os da mãozinha não querem tipos lúcidos. Querem tipos (e tipas) alienados. Assim é que dá gozo.


Mas houve uma falha grave na organização. Não gostámos. E vamos usar este espaço para mostrar a nossa indignação. A dona Catarina, a dona Marisa e as manas não foram convidadas para a reunião magna da seita. Isto não foi bonito. O povão até está a pensar numa petição online para mostrar o seu desagrado. Então o Costa não sabe que quem comanda as tropas é a dona Catarina? Coadjuvada pela dona Marisa e pelas manas? Podem não gostar de Gramática (cada um é como é, gostos não se discutem) e não saber a tabuada (pois andaram para aí a dizer que os técnicos da OCDE se tinham enganado nas contas!), mas comandam as tropas. Elas que têm um plano bolchevique (que deu origem aos Gulak e à ruina de alma de gigantes como Sakharov)  para o país, com o Estado a controlar os cérebros dos cidadãos (lavagem de cérebros), uma policia a controlar as instituições e as liberdades, uma escola tipo a dos rapazes do comité do Komsomol, dependente do conselho de comissários do povo, descrita no conto de Soljenitsin, onde se destaca a camarada professora Lídia Gueórguievna. Claro, elas conhecem bem o camarada Lenine. Quem delas não leu “Que fazer”?
Mas elas (e eles) lá andam. Em festa, mas o povo afunda-se.    Armando Palavras



Actualizado a 6 de Junho

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