quarta-feira, 27 de abril de 2016

Os anos fazem-nos destas partidas

Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra

Não sei ao certo o ano em que fui pela primeira vez a Lourdes, é uma vergonha mas esqueci-me. Tenho presente um postal que de lá dirigi a minha esposa e filhota, a 10/05/92, mas certamente não corresponde à primeira visita que fiz a este famoso santuário mariano.
Mas recordo-me de ter pernoitado em Irura-Tolosa, no hotel Lasquibar, um espaço acolhedor que muito apreciei e passei parte da noite no bar, em ameno bate-papo com ferrenhos “bascos” que conheciam Portugal bem melhor do que eu. Irura é um município da provincia de Guipúzcoa, que fica entre Tolosa e São Sebastião.
Quipúzcoa é uma provincia espanhola do País Basco, que tem por capital San Sebastián (em espanhol) ou Donostia (em basco) é uma provincia autonoma. A comunidade Guipúzcoa, limita com o departamento francês dos Pireneus Atlânticos. Aqui o parque de Alderdi-Eder e Ayuntamento.
Atravessada a fronteira para o lado de França, vamos pelas margens do Gave, um pequeno rio francês, ao encontro de Lourdes, cidade situada no departamento dos Altos Piríneus, onde se situa um dos maiores centros de peregrinação do mundo cristão. Ali, como mais tarde em Fátima aos três pastorinhos, apareceu Nossa Senhora a Santa Bernadette Soubirous, em 1858.
Deixamos Lourdes e vamos de regresso a Portugal, agora passando por Andorra, um Principado que tem por capital Andorra-a-Velha. Situado na cordilheira pirenaica, entre a Espanha e a França, este pequeno país europeu é o único onde oficialmente se fala o catalão. País muito prospero graças ao turismo e pelo seu estatuto de paraíso fiscal.
 Saindo de Andorra entramos em território espanhol, Huesca, com destino a mais outro famoso santuário que fica na rota dos santuários marianos, aqui entre o Pilar e Lourdes.
É do santuário de Torreciudad que se trata, um templo em honra da Virgem Maria e cuja construção foi impulsionada por São Josemaria Escrivá, um sacerdote catalão louco por Nossa Senhora que nos conduz ao seu amado Filho. Sobranceiro à represa de El Grado, entre as comarcas de la Ribagorza, Somontano e Sobrarbe, é cercado pelo Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido. Lugar de sonho para visitar e repousar em contemplação. Fala quem já experimentou por mais que uma vez.
E continuando em peregrinação e passeio cultural, quem em Huesca tomar a estrada de Barcelona-Madrid, vai encontrar após cerca de 180 km, um paraíso escondido que só visto, e não contado, dele se pode fallar. Quem vier neste sentido, na Autovia A-2, sai ao km. 231 (Nuévalos-Monasterio de Piedra). Além do Mosteiro Cistercense (ano 1195), com visita guiada, o parque é uma verdadeira jóia da natureza, onde a flora e a fauna regional e ibérica se mostra e deixa admirar, regaladamente. Ir com tempo, porque pelo menos uma tarde é forçoso gastar. Fica a 229km. de Madrid, e a 105 km. de Saragoça. Nunca me canso de visitar aquele monumental espaço turístico .
 Encerro este post com um postal enviado por um celoricense, António Teixeira Marinho, que mo endossou de Valladolid, em 08/04/71. Nunca mais soube deste amigo que foi colaborador do Noticias de Basto. Os anos fazem-nos destas partidas.


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