quarta-feira, 27 de abril de 2016

O país aproxima-se perigosamente de nova bancarrota!


Os dados económicos ontem (26 de Abril) conhecidos originaram de imediato aquilo que era previsto por parte do PCP. Jerónimo de Sousa, no dia anterior afirmara que, embora as várias contradições, estavam ali para derrotar o PSD e o CDS, agora dizia que, embora não concordasse com o Programa de Estabilidade, a culpa era da Europa. Na verdade, a realidade trouxe-lhe algum bom senso. Afinal a culpa já não é de Passos e Portas, é da Europa!
Foi logo secundado pela dona Catarina. Para esta senhora não se pode voltar ao passado! Pensávamos que era o passado do estudo da Gramática, mas não. É o tempo de Passos e Portas. O tempo em que se procurou tirar o país da bancarrota, local para onde o atiraram os socialistas em 2011.
É claro que os comentários destes figurões nada de novo trazem ao país. Nem os dos comentadores do costume que comem e bebem à custa do regime implantado via golpe a partir de quatro de Outubro de 2015.
De novo traz o comentário do Presidente da República que se viu na obrigação de hoje ( 27) comunicar com o país via televisão. Depois de no discurso de 25 de Abril ter afirmado que o país não podia andar constantemente em eleições e que tinha estabilidade politica (deixando as esquerdas folclóricas em êxtase), agora, conhecidos os dados, procurou acalmar as hostes. Os dados, ainda se referiam, em parte, ao Orçamento do ano anterior. Na verdade assim é, mas se o processo não fosse interrompido da forma como foi a 4 de Outubro, seriam outros. Bem melhores.
O Presidente fez bem, cumpriu o seu papel de harmonizador. Veremos se poderá harmonizar por muito tempo, conhecidas as decisões de Bruxelas já em Maio (que não irá levantar problemas, mas dará indicações). Veremos melhor lá para o Verão, quando os dados forem da inteira responsabilidade desta governança.
Uma coisa é certa, para o presidente se ver obrigado a esta intervenção é porque a coisa está preta, mas preta torrada!
No programa do Dr. Medina Carreira na TVi 24 (o único programa decente de comentário politico), a 26 (terça-feira), o seu convidado, Dr. João Salgueiro fez uma afirmação que deixa a decência em alerta. Depois de conhecer os dados da economia portuguesa destes últimos seis meses, a Europa teria interpolado a governança pátria e interrogava-se se não teria havido alguma gralha! Já o Dr. Medina Carreira, no mesmo programa, extremamente irritado, mostrava um gráfico e desafiava os conhecedores desses dados (os técnicos competentes) a denunciar a situação. E qual é a situação? Aquilo que muitos continuam a esconder com rodriguinhos porque lhes interessa pessoalmente, mas não interessa ao país e à grande maioria dos cidadãos. Segundo esse gráfico, até 2014, 20% dos impostos iam para pensões (cerca de 3,5 milhões de portugueses – com pensões miseráveis). Hoje, passados 15 anos, para as mesmas pensões, retiram-se 40% dos Impostos! Uma situação insustentável, para quem conhece os números.
Isto quer dizer que se esta governança (que não ganhou eleições) insiste no périplo, dentro de dois anos estamos como em 2011 – BANCARROTA!
Estamos de pantanas, não nos livramos dos sacrifícios em três décadas. É claro que os do costume, sustentados por uma classe politica medíocre (que não promove leis com espirito universal), lá conseguem as vigarices (através da corrupção da Administração Pública) e a boa vida que levam.  Armando Palavras

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