80% dos portugueses quando votaram até ao
dia quatro de Outubro, votaram sempre para o primeiro-ministro. E sempre para
que a força politica vencedora governasse. Fosse em maioria, fosse em minoria.
Só 20% o faziam para os 230 deputados. Portugal não é, na sua maioria, uma
burguesia urbana. É um país de periferia e de litoral. E o Partido Comunista
Português sabe disso, pela História que tem. Foi fundado em 1921, e não na década de 90 do século passado!. Como sabe que se assinar o “acordo” como querem o PS e o Bloco,
cometerá um “erro que não tem desculpa”, como disse Vasco Pulido Valente, ou
como nós dizemos, cometerá um erro a pagar o seu preço. Um preço caro diga-se.
Esta “nova realidade” foi, portanto,
inventada por António Costa e por quem o empurra. Sobre os governos de
coligação europeus, já dissemos o que tínhamos a dizer neste espaço. E quem a
defende para Portugal, está simplesmente a defender interesses e não o bem
geral. O bem comum.
Assim sendo, andar com “rodriguinhos”
sobre o “acordo” das esquerdas, é defender um usurpador de cargo (em relação a
Seguro), e um golpista parlamentar que apenas assumiu esta posição para
sobreviver politicamente. Se o PS tivesse ganho as legislativas de quatro de
Outubro, por um voto que fosse, Costa nunca assumiria esta deriva. João Proença quase o disse em entrevista à RTP 360 a 3 de Outubro.
O país está a pagar cara a deriva, mas
Costa vai pagar mais caro. O “acordo” das esquerda apenas serve dois
perdedores, o Bloco e o PS. O PCP que não perdeu nem ganhou (manteve o seu
eleitorado) só tem a perder. Jerónimo sabe-o, como o sabe o Comité.
Armando Palavras

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