Quando o Doutor Salazar chegou ao poder em
33 do século passado, o país estava numa situação idêntica ao que a Coligação
de “direita” encontrou em 2011. As causas foram várias, mas a principal e mais
recente foram os 16 anos da Primeira República, período de anarquia total, de
intriga politica, de coligações execráveis, assassinatos políticos (os próprios
fundadores da república foram perseguidos e assassinados pelos seus parceiros) e
por aí adiante.
O doutor Salazar teve, à altura, os meios
(que exigiu para governar) fundamentais para executar um programa de governo.
Os militares que lhe cobriam as costas, a desvalorização da moeda, e a
seriedade dele próprio como o demonstram as publicações que depois surgiram.
Atacando o problema de fundo, evitando
empréstimos exteriores, a receita que seguiu foi a do “empobrecimento”. Por
alguma razão o fez. Doutorado em Finanças e Economia sabia do que tratava. Além
do mais, conhecia os clássicos – os modernos e os da Antiguidade.
A estratégia (técnica) por ele seguida
(que ninguém ainda hoje discute), resultou no empobrecimento das pessoas (e do
próprio pais). Só passados 23 anos o país conseguiu crescer e prosperar. Na
década de 60 (embora com elevados défices de desenvolvimento) era o país que
mais crescia na Europa. Cerca de 6% ao ano, ultrapassando o crescimento da
China actualmente!
Porque razão pretendiam as vozes criticas
à coligação de “direita” que o país crescesse, como na década de 60 do século
passado, em quatro anos! Depois de uma bancarrota execrável, provocada pelos
mesmos que querem arregaçar as mangas na conquista do poder através de uma
golpada parlamentar?
Por ganância pura e dura e para salvar o
lombo de alguns. Só por isto, mais nada.
O que é normal para um cidadão comum que
aufere um vencimento de 1500 euros, tem de ser anormal para um privilegiado que
aufere, 10 vezes mais (ou vinte) e por aí fora.
Armando Palavras
Post-scriptum
Aconselhamos a essa gente, a quem a
empurra, e a quem se deleita em apoiar, a leitura dos modernos, porque a dos
clássicos já a não entenderiam: Dissertação
sobre o Governo (Calhoun), O Contrato
Social (Rousseau), Defesa da
Sociedade Natural (Edmund Burke), O
que é o Terceiro Estado (Sieyes), Testamento
Politico (Richelieu), O Principe
(Maquiavel). Dos clássicos, Tratado da
República (Cícero).

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