domingo, 1 de novembro de 2015

O caminho do descalabro da sociedade portuguesa


Quando o Doutor Salazar chegou ao poder em 33 do século passado, o país estava numa situação idêntica ao que a Coligação de “direita” encontrou em 2011. As causas foram várias, mas a principal e mais recente foram os 16 anos da Primeira República, período de anarquia total, de intriga politica, de coligações execráveis, assassinatos políticos (os próprios fundadores da república foram perseguidos e assassinados pelos seus parceiros) e por aí adiante.
O doutor Salazar teve, à altura, os meios (que exigiu para governar) fundamentais para executar um programa de governo. Os militares que lhe cobriam as costas, a desvalorização da moeda, e a seriedade dele próprio como o demonstram as publicações que depois surgiram.
Atacando o problema de fundo, evitando empréstimos exteriores, a receita que seguiu foi a do “empobrecimento”. Por alguma razão o fez. Doutorado em Finanças e Economia sabia do que tratava. Além do mais, conhecia os clássicos – os modernos e os da Antiguidade.
A estratégia (técnica) por ele seguida (que ninguém ainda hoje discute), resultou no empobrecimento das pessoas (e do próprio pais). Só passados 23 anos o país conseguiu crescer e prosperar. Na década de 60 (embora com elevados défices de desenvolvimento) era o país que mais crescia na Europa. Cerca de 6% ao ano, ultrapassando o crescimento da China actualmente!
Porque razão pretendiam as vozes criticas à coligação de “direita” que o país crescesse, como na década de 60 do século passado, em quatro anos! Depois de uma bancarrota execrável, provocada pelos mesmos que querem arregaçar as mangas na conquista do poder através de uma golpada parlamentar?
Por ganância pura e dura e para salvar o lombo de alguns. Só por isto, mais nada.
O que é normal para um cidadão comum que aufere um vencimento de 1500 euros, tem de ser anormal para um privilegiado que aufere, 10 vezes mais (ou vinte) e por aí fora.
Armando Palavras


Post-scriptum

Aconselhamos a essa gente, a quem a empurra, e a quem se deleita em apoiar, a leitura dos modernos, porque a dos clássicos já a não entenderiam: Dissertação sobre o Governo (Calhoun), O Contrato Social (Rousseau), Defesa da Sociedade Natural (Edmund Burke), O que é o Terceiro Estado (Sieyes), Testamento Politico (Richelieu), O Principe (Maquiavel). Dos clássicos, Tratado da República (Cícero).



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