quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Calvão da Silva ministro Barrosão - Barroso da Fonte


Barroso da Fonte
Tomou posse no dia 30 de Outubro como Ministro da Administração Interna, o Prof. Doutor João Calvão da Silva, natural de Solveira, (Montalegre). Veio ao mundo dia 20 de Fevereiro de 1952. Ingressou na Faculdade de Direito em Coimbra no ano lectivo de 1975, concluindo a sua formação com 17 valores. Em 1986 concluiu o curso de Pós-graduação em Ciências Jurídicas com 18 valores.
Em 28 de Novembro de 1990  defendeu a tese de doutoramento, em Direito Civil e, em 5 de Junho de 2003, foi aprovado por unanimidade como Professor Catedrático.
Fez parte do IX governo Constitucional, como Secretário de Estado Adjunto do Vice-Primeiro Ministro, Mota Pinto. Foi deputado da Assembleia da República, desde  1 de Outubro de 1995 até Outubro de 1999. Foi ainda membro do Conselho Superior de Magistratura, eleito pela Assembleia da República, entre  Maio de 2005 e 2009. Desempenhou outras importantes funções em cargos de relevo na Banca, nos Seguros e em organizações  comerciais e industriais.
 Presentemente é dos raros Professores catedráticos do concelho de Montalegre. E por isso é uma agradável notícia para qualquer Transmontano de Barroso.
Desagradavelmente esta nomeação coincidiu com a rocambolesca, patética e carnavalesca farsa política que um homem só, para mais derrotado, desorientado e aos ziguezagues, congeminou para sobreviver a esta inédita pirueta da vida nacional.
 Esta paranoia coletiva que o pais atravessa, demonstra que a política descarrilou para palco de confrontos, de assaltos e do vale tudo. Que os partidos da extrema esquerda e esquerda convencional, aproveitassem o grito do Ipiranga do tal líder derrotado, caluniado, oprimido pelos próprios correligionários que ele rasteirou para que, pela primeira vez na vida democrática, consigam chegar ao poder,compreende-se. Mas que introduza na vida democrática Portuguesa, por vias rocambolescas, demoníacas, totalitárias e inimagináveis, métodos estonteantes e fraudulentos à luz da tradição e da forma freudiana como decorreu a campanha eleitoral, é postura que desmonta a hipocrisia política de quem não olha a meios para atingir os fins. Quem perdeu os escrúpulos, o decoro, a ética e se comportou, para com alguns dos seus próprios camaradas e com a força que venceu as eleições, como um intruso, não pode, não deve e não tem legitimidade popular, para gerir o país. Teria essa legitimidade se durante a campanha eleitoral, ele e os dois partidos que aceitaram esta escapatória tivessem esclarecido os eleitores, dessa possibilidade. Pelo contrário: esses partidos ao longo da campanha sempre disseram que o PS era «farinha do mesmo saco». O ganancioso «chefe do  governo revolucionário» que arquitetou, na noite das eleições, esta tramoia, inverteu os valores que geriram o país durante 40 anos. E, não tendo a humildade de aceitar as regras do jogo, optou por confrontar e afrontar os eleitores, passando-lhes um certificado de atrasados mentais. Nem  Salazar foi capaz de tanto. Tal político cavou um abismo entre os portugueses. E, embora António Costa, não tenha sequer capacidade intelectual, nem cívica para medir a gravidade dos prejuízos morais e materiais que provocou à sociedade portuguesa, a verdade é que, depois do caos em que o governo do seu partido deixou o país, em 2011, com estas cambalhotas, piruetas e e ziguezagues que encenou, a economia ressentiu-se. Os sacrifícios que os portugueses fizeram durante quatro anos de nada valeram. Tudo para sobrevivência política de António Costa que dividiu o PS, a meio, traiu António José Seguro e semeou a discórdia, o ódio e a perseguição entre cidadãos que votariam de maneira bem diferente, se, durante a campanha eleitoral Costa tivesse a coragem de explicar o destino do voto.
  O governo legítimo vai ser empossado no dia em que escrevo esta crónica. Desse governo fazem parte muitos cidadãos que aceitaram o convite de quem tem plena legitimidade. O que vai seguir-se é da inteira responsabilidade daqueles que alinharem com o desespero de António Costa. O BE e o PCP apenas aceitaram um convite envenenado. Nenhuma culpa têm porque aumentaram a votação. O único que perdeu foi o PS, tendo obrigação de ganhar. Se não tivesse feito o que fez ao camarada A.J. Seguro, o PS podia ter ganho as eleições. Nessa condição podia contar com o apoio do PSD e do CDS. Foi-lhe prometido, cara a cara, por Passos Coelho. Tinha evitado esta salada russa que envolveu todos os Portugueses e o mais que se verá.
 No meio desta jagunçada, desta peixeirada e deste mau perder, espera-se que o bom senso dos deputados prevaleça, sobre a senilidade antecipada de alguns políticos de meia tigela que nada de novo produziram para o progresso da humanidade.
 Volto a saudar o Barrosão, João Calvão da Silva, pela sua ascensão a ministro de uma pasta muito sensível à convivência social. Foi de Barroso para Coimbra, onde não se ficou pela mera licenciatura em direito. Nem optou pelo mero ato de ser jurista. Quis progredir e conseguiu chegar ao topo da carreira. É isso o que diverge entre cidadãos. Quem nasce na cidade e por lá fica, não conhece a austeridade que se experimenta na «província». Os «provincianos» quando lá chegam,  em equidade de condições, habitualmente são melhores, porque conhecem o rigor da vida. E lutam, honestamente, pela superação das barreiras que protagonizaram nos primeiros anos.
Ainda não sei se mais algum governante deste totoloto, nasceu em Trás-os-Montes. Na pessoa do novo Ministro da Administração Interna cumprimento-o e a todos os seus pares.


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