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| Barroso da Fonte |
Em 28 de Novembro de 1990
defendeu a tese de doutoramento, em Direito Civil e, em 5 de Junho de 2003,
foi aprovado por unanimidade como Professor Catedrático.
Fez parte do IX governo Constitucional, como Secretário de
Estado Adjunto do Vice-Primeiro Ministro, Mota Pinto. Foi deputado da
Assembleia da República, desde 1 de
Outubro de 1995 até Outubro de 1999. Foi ainda membro do Conselho Superior de
Magistratura, eleito pela Assembleia da República, entre Maio de 2005 e 2009. Desempenhou outras
importantes funções em cargos de relevo na Banca, nos Seguros e em organizações comerciais e industriais.
Presentemente é dos raros Professores
catedráticos do concelho de Montalegre. E por isso é uma agradável notícia para
qualquer Transmontano de Barroso.
Desagradavelmente esta nomeação coincidiu com a
rocambolesca, patética e carnavalesca farsa política que um homem só, para mais
derrotado, desorientado e aos ziguezagues, congeminou para sobreviver a esta
inédita pirueta da vida nacional.
Esta paranoia
coletiva que o pais atravessa, demonstra que a política descarrilou para palco
de confrontos, de assaltos e do vale tudo. Que os partidos da extrema esquerda
e esquerda convencional, aproveitassem o grito do Ipiranga do tal líder
derrotado, caluniado, oprimido pelos próprios correligionários que ele
rasteirou para que, pela primeira vez na vida democrática, consigam chegar ao
poder,compreende-se. Mas que introduza na vida democrática Portuguesa, por vias
rocambolescas, demoníacas, totalitárias e inimagináveis, métodos estonteantes e
fraudulentos à luz da tradição e da forma freudiana como decorreu a campanha eleitoral,
é postura que desmonta a hipocrisia política de quem não olha a meios para
atingir os fins. Quem perdeu os escrúpulos, o decoro, a ética e se comportou,
para com alguns dos seus próprios camaradas e com a força que venceu as
eleições, como um intruso, não pode, não deve e não tem legitimidade popular,
para gerir o país. Teria essa legitimidade se durante a campanha eleitoral, ele
e os dois partidos que aceitaram esta escapatória tivessem esclarecido os
eleitores, dessa possibilidade. Pelo contrário: esses partidos ao longo da
campanha sempre disseram que o PS era «farinha do mesmo saco». O ganancioso
«chefe do governo revolucionário» que
arquitetou, na noite das eleições, esta tramoia, inverteu os valores que
geriram o país durante 40 anos. E, não tendo a humildade de aceitar as regras
do jogo, optou por confrontar e afrontar os eleitores, passando-lhes um
certificado de atrasados mentais. Nem
Salazar foi capaz de tanto. Tal político cavou um abismo entre os
portugueses. E, embora António Costa, não tenha sequer capacidade intelectual,
nem cívica para medir a gravidade dos prejuízos morais e materiais que provocou
à sociedade portuguesa, a verdade é que, depois do caos em que o governo do seu
partido deixou o país, em 2011, com estas cambalhotas, piruetas e e ziguezagues
que encenou, a economia ressentiu-se. Os sacrifícios que os portugueses fizeram
durante quatro anos de nada valeram. Tudo para sobrevivência política de
António Costa que dividiu o PS, a meio, traiu António José Seguro e semeou a discórdia,
o ódio e a perseguição entre cidadãos que votariam de maneira bem diferente,
se, durante a campanha eleitoral Costa tivesse a coragem de explicar o destino
do voto.
O governo legítimo
vai ser empossado no dia em que escrevo esta crónica. Desse governo fazem parte
muitos cidadãos que aceitaram o convite de quem tem plena legitimidade. O que
vai seguir-se é da inteira responsabilidade daqueles que alinharem com o
desespero de António Costa. O BE e o PCP apenas aceitaram um convite
envenenado. Nenhuma culpa têm porque aumentaram a votação. O único que perdeu
foi o PS, tendo obrigação de ganhar. Se não tivesse feito o que fez ao camarada
A.J. Seguro, o PS podia ter ganho as eleições. Nessa condição podia contar com
o apoio do PSD e do CDS. Foi-lhe prometido, cara a cara, por Passos Coelho.
Tinha evitado esta salada russa que envolveu todos os Portugueses e o mais que
se verá.
No meio desta
jagunçada, desta peixeirada e deste mau perder, espera-se que o bom senso dos
deputados prevaleça, sobre a senilidade antecipada de alguns políticos de meia
tigela que nada de novo produziram para o progresso da humanidade.
Volto a saudar o
Barrosão, João Calvão da Silva, pela sua ascensão a ministro de uma pasta muito
sensível à convivência social. Foi de Barroso para Coimbra, onde não se ficou
pela mera licenciatura em direito. Nem optou pelo mero ato de ser jurista. Quis
progredir e conseguiu chegar ao topo da carreira. É isso o que diverge entre
cidadãos. Quem nasce na cidade e por lá fica, não conhece a austeridade que se
experimenta na «província». Os «provincianos» quando lá chegam, em equidade de condições, habitualmente são
melhores, porque conhecem o rigor da vida. E lutam, honestamente, pela
superação das barreiras que protagonizaram nos primeiros anos.
Ainda não sei se mais algum governante deste totoloto,
nasceu em Trás-os-Montes. Na pessoa do novo Ministro da Administração Interna
cumprimento-o e a todos os seus pares.




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