19/11/2015 - in: Jornal Público
Não
são organizações: são indivíduos que arranjam maneira de unir esforços contra
quem só não os cala porque não pode. E não sabe.
Se
alguém duvida da habilidade, inteligência, coragem e teimosia dos activistas da
Anonymous basta ir ao site da revista Foreign Policy e ler o artigo de
E.T.Brooking chamado Anonymous Vs. The Islamic State.
A
recente chamada às armas internéticas da Anonymous contra os assassinos da
Daesh/ISIS/Estado Islâmico levou muita gente a pensar que se trata de uma nova
campanha destes heróis contrariados. Qual quê. A campanha já tem quase um ano.
Os membros da Ghost Security Group ("GhostSec" para os amigos)
trabalham "16 horas por dia, 7 dias por semana, sem parar".
Os
chamados hactivistas da Anonymous, quando Brooking escreveu a reportagem,
diziam que já tinham deitado abaixo 149 websites, 101000 contas Twitter e 5900
videos de propaganda ligados à Daesh.
Tudo
isso foi antes deles anunciarem, em francês, uma intensificação de ataques
informáticos depois do massacre de Paris. A resposta dos assassinos, ao chamar
idiotas aos activistas, mostrou que ficaram nervosos. Numa mensagem mal
redigida apelavam aos camaradas para seguir um regime de segurança tão pífio
que deve ter arrancado boas gargalhadas aos activistas mais velhos, que ainda
se lembram como elas mordiam no ano de 2001.
Não
são apenas membros da Anonymous. Há outros grupos, como a #OpISIS, envolvidos
no mesmo combate. Não são organizações: são indivíduos que arranjam maneira de
unir esforços contra quem só não os cala porque não pode. E não sabe.
Ninguém sabe. Ainda bem.


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