O governo ontem
empossado não trás novidade alguma. Três ou quatro dinossauros da era Sócrates
(o que por si só deixa adivinhar uma escassa liberdade social); um primo deste,
uma filha daquele, o tio desta, e por aí adiante. As famílias do costume. “Recomendáveis”.
Como Sócrates (que levou
o país à bancarrota), Costa vai secar tudo à volta. Rei e senhor de uma corte
sustentada por uma farsa, delineada por três forças politicas que,
universalmente pouco disseram às liberdades individuais (e à liberdade), e num partido que
levou o país à bancarrota, à instalação (e promoção) de um caciquismo corrupto nas instituições do Estado e à despromoção de pessoas de mérito que poderiam promover dinâmicas sociais de desenvolvimento.
A memória é curta, talvez o povo precise aprender de vez sobre o inferno que se adivinha.
A memória é curta, talvez o povo precise aprender de vez sobre o inferno que se adivinha.

A escolha dos srs.
ministros, das senhoras ministras, dos 42 Secretários de Estado (e das Sras.
Secretárias, claro) obedece a um luminoso critério: são, sem faltar um ou uma,
criaturas de Costa. Trabalharam com ele na Justiça, na Administração Interna ou
na Câmara de Lisboa; ou foram pescados na província ou no estrangeiro e,
tirando um par de “seguristas” e quatro ou cinco antigos protegidos de
Sócrates, não têm qualquer ligação aos “notáveis”, nem aos corrilhos do
partido. É um grupo pequeno, que serviu para a Assembleia da República, que
serve neste momento para nos pastorear e servirá pouco a pouco para transformar
o partido socialista no partido costista. Ou seja, num partido mais radical,
mais disciplinado e com escasso respeito pela liberdade e pelas liberdades”
(Jornal Público, 27/11/2015).

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