quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A golpada dos do costume


São sempre os mesmos. Em 2005 pressionaram o então presidente da república Jorge Sampaio para que destituísse Santana Lopes que liderava um governo de maioria, e legitimamente eleito. Na sua comunicação ao país, a declaração do Dr. Jorge Sampaio deixa numerosas duvidas sobre a sua constitucionalidade: “ Como o país bem sabe…”! Que país? O do costume! O que veio a seguir? José Sócrates e a bancarrota, para a qual nos atiraram os do costume.
Em 2009, já José Sócrates não correspondia aos seus interesses. Empurraram-no para fora. Revejam-se as declarações dessa gente em 2005 e 2009!
Como a Coligação de “direita” lhes foi ao bolso, como nunca ninguém lhes fora (porque sempre se consideraram intocáveis – a crise que a pagasse os do costume, ou seja, o povo), reúnem-se agora em torno de uma “Frente Unida de Esquerda” (dizendo melhor: das esquerdas).
Pertencem a “famílias ideológicas diferentes”, mas o seu denominador comum é a classe social.
O pior disto tudo nem é manipularem a governação. O pior é que manipulam a Administração Pública, colocando nos lugares de chefia um conjunto de caciques, a verdadeira origem do atraso do país!
O que se passou depois de quatro de Outubro é isto. Uma determinada classe social favorecida por todos os meios a pretender dar uma golpada de poder, desprezando o voto popular que apenas sufragou (para governar) nas urnas uma determinada força politica: a Coligação de “direita”.
Qualquer solução que não tenha em conta este sufrágio, é totalitária: fascista, nazista e estalinista! Porque nunca será uma solução de "legitimidade". Será legal, mas nunca "legitima". E o próximo Presidente da República terá de convocar, de novo, eleições antecipadas.
António Costa é um chico esperto (como são os que acompanham a golpada) que aproveitou o momento de o Presidente da República ter os seus poderes limitados, por não poder convocar eleições antecipadas. Mas que tem toda a legitimidade para tomar as atitudes que entender e pensar pela sua cabeça.
Costa torna-se assim, perante o povo, um dissimulado, a quem o Presidente da República com a sabedoria de quem tem o interesse nacional acima do umbigo, respondeu como Cícero o fez com a coragem necessária a Catilina. E fê-lo na altura certa, no momento correcto e nas circunstâncias adequadas.
Está na hora de ler os clássicos, coisa que essa gente nunca fez. E só por essa razão procuram a golpada, eticamente reprovável porque não é autêntica. Não foi ganhadora de eleições, nem essa Coligação frentista se formou antes do acto eleitoral.

Armando Palavras


Actualizado a 29 de Outubro

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