São sempre os mesmos. Em 2005 pressionaram
o então presidente da república Jorge Sampaio para que destituísse Santana Lopes
que liderava um governo de maioria, e legitimamente eleito. Na sua comunicação
ao país, a declaração do Dr. Jorge Sampaio deixa numerosas duvidas sobre a sua
constitucionalidade: “ Como o país bem sabe…”! Que país? O do costume! O que
veio a seguir? José Sócrates e a bancarrota, para a qual nos atiraram os do
costume.
Em 2009, já José Sócrates não correspondia
aos seus interesses. Empurraram-no para fora. Revejam-se as declarações dessa
gente em 2005 e 2009!
Como a Coligação de “direita” lhes foi ao
bolso, como nunca ninguém lhes fora (porque sempre se consideraram intocáveis –
a crise que a pagasse os do costume, ou seja, o povo), reúnem-se agora em torno
de uma “Frente Unida de Esquerda” (dizendo melhor: das esquerdas).
Pertencem a “famílias ideológicas
diferentes”, mas o seu denominador comum é a classe social.
O pior disto tudo nem é manipularem a
governação. O pior é que manipulam a Administração Pública, colocando nos
lugares de chefia um conjunto de caciques, a verdadeira origem do atraso do
país!
O que se passou depois de quatro de
Outubro é isto. Uma determinada classe social favorecida por todos os meios a
pretender dar uma golpada de poder, desprezando o voto popular que apenas
sufragou (para governar) nas urnas uma determinada força politica: a Coligação de “direita”.
Qualquer solução que não tenha em conta
este sufrágio, é totalitária: fascista, nazista e estalinista! Porque nunca
será uma solução de "legitimidade". Será legal, mas nunca "legitima". E o próximo
Presidente da República terá de convocar, de novo, eleições antecipadas.
António Costa é um chico esperto (como são
os que acompanham a golpada) que aproveitou o momento de o Presidente da
República ter os seus poderes limitados, por não poder convocar eleições
antecipadas. Mas que tem toda a legitimidade para tomar as atitudes que entender e pensar pela sua cabeça.
Costa torna-se assim, perante o povo, um
dissimulado, a quem o Presidente da República com a sabedoria de quem tem o
interesse nacional acima do umbigo, respondeu como Cícero o fez com a coragem
necessária a Catilina. E fê-lo na altura certa, no momento correcto e nas circunstâncias adequadas.
Está na hora de ler os clássicos, coisa
que essa gente nunca fez. E só por essa razão procuram a golpada, eticamente
reprovável porque não é autêntica. Não foi ganhadora de eleições, nem essa Coligação frentista se formou antes do acto eleitoral.
Armando Palavras
Actualizado a 29 de Outubro
Actualizado a 29 de Outubro

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