sábado, 12 de setembro de 2015

A tasca

 
É já antiga a mania dos comentadores (do costume) e afins deambularem pelos debates políticos como se de uma conversa de tasca se tratasse. Foi o que sucedeu com os dois últimos onde participou o Primeiro-ministro. Primeiro com o líder socialista e depois com a líder do Bloco de Esquerda.
Entendiam os cavalheiros que essa conversa se limitasse a uns sorrisos iniciais, a dois brancos ou tintos, uns fados e umas guitarradas, e a seguir se insultassem, cada um berrando mais alto, gesticulando como macacos.
Ora o que se passou não foi isso, e os especialistas da matéria não tiveram dúvidas. Para essa gente encartada o Costa e a Catarina venceram.
Ora o que se passou não foi o que essa gente esperava. E o resultado também não. Costa foi carregado de papéis, apresentou uns gráficos e procurou inverter verdades hoje aceites por todos os portugueses (ressalvando os acólitos) - que o PS levou o país à bancarrota. Quanto às perguntas que lhe foram dirigidas não respondeu a nenhuma. Todavia não deixou de dar uns murros na mesa, gesticular em abundância e berrar alto e bem. Catarina não foi muito diferente. Propostas não apresentou nenhuma, procurou culpar a maioria dos erros da governação socialista. Não berrou, mas gesticulou e apontou. Á boa maneira das mulheres de esquerda.
Quanto a Pedro Passos Coelho, mostrou-se genuíno, no trato e nas respostas (às quais procurou responder esclarecendo); manteve-se sereno, correcto e transparente.
Quanto ao resto, bem podem os especialistas arranhar-se. Quem viu os debates sabe bem de onde partiram as respostas mais esclarecedoras. Porque houve sempre alguém a evitar o ambiente tasqueiro.
Armando Palavras



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