É já antiga a mania dos
comentadores (do costume) e afins deambularem pelos debates políticos como se
de uma conversa de tasca se tratasse. Foi o que sucedeu com os dois últimos
onde participou o Primeiro-ministro. Primeiro com o líder socialista e depois
com a líder do Bloco de Esquerda.
Entendiam os cavalheiros que essa
conversa se limitasse a uns sorrisos iniciais, a dois brancos ou tintos, uns
fados e umas guitarradas, e a seguir se insultassem, cada um berrando mais
alto, gesticulando como macacos.
Ora o que se passou não foi isso,
e os especialistas da matéria não tiveram dúvidas. Para essa gente encartada o
Costa e a Catarina venceram.
Ora o que se passou não foi o que
essa gente esperava. E o resultado também não. Costa foi carregado de papéis,
apresentou uns gráficos e procurou inverter verdades hoje aceites por todos os
portugueses (ressalvando os acólitos) - que o PS levou o país à bancarrota.
Quanto às perguntas que lhe foram dirigidas não respondeu a nenhuma. Todavia
não deixou de dar uns murros na mesa, gesticular em abundância e berrar alto e
bem. Catarina não foi muito diferente. Propostas não apresentou nenhuma,
procurou culpar a maioria dos erros da governação socialista. Não berrou, mas
gesticulou e apontou. Á boa maneira das mulheres de esquerda.
Quanto a Pedro Passos Coelho,
mostrou-se genuíno, no trato e nas respostas (às quais procurou responder
esclarecendo); manteve-se sereno, correcto e transparente.
Quanto ao resto, bem podem os
especialistas arranhar-se. Quem viu os debates sabe bem de onde partiram as
respostas mais esclarecedoras. Porque houve sempre alguém a evitar o ambiente
tasqueiro.
Armando Palavras

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