![]() |
| Jorge Lage |
1-
Murça uma terra com história, teve há escassos anos uma «revolução criativa» –.
Havia alguns anos que não passava por Murça e fi-lo numa vinda a um convívio da
minha aldeia (Chelas). A surpresa foi grande e cada vez me parece mais bela,
pelo que aconselho quem passa na A4 a visitar uma vila acolhedora muito bem
qualificado o seu «Centro Histórico» e alargada com boas rotundas e vias
envolventes, dando-lhe um aspecto airoso e aprazível. A vila que o ex-autarca,
João Luís Fernandes, deixou nada tem a ver com a Murça da EN 15, que conduzia
às famosas e irritantes «Curvas de Murça». Famosos são o vinho da Adega
Cooperativa e o azeite da Cooperativa de Olivicultores, como o ainda são alguns
doces. Quem passa na A4 e abranda ou faz um desvio à «Vila da Porca», eu diria,
à «Vila de Berroa», símbolo da fertilidade e da abundância, vê os vinhedos
primorosamente bem ajardinados. Ajardinados? As vinhas de Murça são tratadas
melhor que jardins. E as oliveiras? Bem rodadas e arejadas, para que delas
brote no Outono o perfumado «ouro da terra». Os «deuses do progresso» e do
alindamento desta pérola trasmontana não esqueceram de imortalizar a vareja e a
apanha em rotunda que conduz a todos os lugares do «Reino Maravilhoso». Também
a vinha para se libar no Olimpo aparece noutra rotunda. O azeite e o vinho
ajardinam o belo quadro do perpianho do casco velho da histórica e lendária
vila. Nos meses de inferno é preciso repousar e as frondosas tílias, crescidas
em liberdade, dão-nos a sombra refrescante, que qualquer deus anseia e este
pequeno parque de lazer em liberdade eleva-se para o divino. Os druidas dos
nossos antepassados celtas ali ergueriam as suas preces, com mais fervor do que
o fizeram nos locais altaneiros em que os cristãos erguemos as capelinhas.
Visite Murça e surpreenda-se com o que os seus olhos ainda não lhe mostraram,
numa revolução criativa do João Luís Fernandes, comendado no 10 de Junho
último!
Sem comentários:
Enviar um comentário