sexta-feira, 26 de junho de 2015

MIRANDELA - soneto de Cláudio Carneiro


MIRANDELA *

Orgulhosa e bairrista, Mirandela
Nascida sobre o plaino, terra funda,
Banhada pelo Tua, que a fecunda,
É mãe de gente honrada e digna dela.

Sonho sem fim, visão fulgente e bela,
De todas as demais a mais jucunda,
Raiada de esplendor o mundo inunda
Como a luz cintilante de uma estrela.

Metade sou de ti por minha mãe,
Que aqui nasceu, fizera-se mulher
Para me conceber e ser quem sou.

És o mito mais alto e mais além
Que do nada te fez para te haver,
Arquétipo de Deus que te criou.

* Soneto de Cláudio Carneiro, enviado por Jorge Sales Golias


Nota: Cláudio Carneiro, nasceu em Chacim – Macedo de Cavaleiros, mas a mãe era de Carvalhais – Mirandela. Daí o seu amor e encantamento a Mirandela manifestado no soneto acima. Fez a 4.ª classe regimental, foi 1.º cabo na ex-Índia Portuguesa, servindo o Governador. Lá se iniciou no jornalismo e de regresso a Portugal fez o curso liceal e frequentou o curso de Direito, que não terminou. Tem livros publicados sobre a nossa região, Serra de Bornes, Chacim, Balsemão e está fichado no Dicionário dos mais ilustres trasmontanos, organizado por Barroso da Fonte e consta da Bibliografia do Distrito de Bragança, de Hirondino Fernandes. (Jorge Lage).

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