segunda-feira, 1 de junho de 2015

Da escuridão à luz


Regisnaldo foi sempre um homem pacato, educado, trabalhador, honesto, bondoso.
Apesar de tais qualidades, havia sempre indivíduos que o contrariavam nos seus propósitos, fazendo por vezes alguns senti-lo diminuído.
Num ambiente hostil, que por vezes lhe foi criado, , lutou com dificuldades, apoiando sempre as tradições, como uma escalada para a evolução, não permitindo jamais, que os valores históricos fossem rasgados, como uma simples folha de papel.
Contra as desordens e as intrigas; contra aqueles que provocam as guerras, com intenção do aumento do seu território, ferindo os que amam a sua terra, a sua pátria, a sua nação, a sua família, procurando intencionalmente, a sua divisão.
Os anos foram passando e as cãs viam-se, verificando, surgindo no princípio, algumas madeixas e finalmente a cabeça encheu-se de cabelos brancos, bem como a sua barba e bigode.
Esperando um dia completar a sua ou suas missões, que lhe foram destinadas, dentro de um final feliz, jamais aconteceu tal!
Com alguns amigos apenas, lá passava os seus dias , uns melhores e outros nem tanto.
Com os anos vai perdendo o movimento, ms ainda com o cérebro saudável, mas já sem forças, por estas lhe faltarem.
Entrementes, da fraqueza fazia força, devido à vontade de transpor os obstáculos que lhe iam surgindo, no seu dia-a dia.
Sem procurar inimizades, seguiu caminhos que por vezes eram difíceis de trilhar.
Insistiu sempre nesse propósito, lamentando sempre aqueles que seguiram para a viagem final.
Regisnaldo nunca desejou o mal a quem quer que fosse.
Somente Deus tem poder para julgar os vivos e os mortos.
Alguns vivos julgam, dentro de uma fação, que o seu preponderar na subjugação de outros, é a ação primordial, não se preocupando com feridas não cicratizáveis, que marcam para sempre o desgosto e a adversidade  de tantos.
Regisnaldo deambulando nos seus pensamentos e caminhando por lugares nunca vistos, subiu uma escadaria onde encontrou um grande portão.
Ao aproximar-se um guardião, com uma capa vermelha, fina e brilhante, reconhecendo-o disse-lhe:
- Eu conheço-te Regisnaldo!
Conheço o teu passado, os teus exemplos em vida e por tais, mereces estar entre os bons.
- Por isso, vou dar-te estes conselhos:
Segues sempre por esta estrada principal, que vai para o norte.
Para Leste há um rio e para Oeste há outro rio, ambos ladeados por caminhos que se encontram inferiores à estrada principal e, por esse facto inacessíveis à via mais importante. Muitas pessoas encontras nesses dois caminhos, ouvindo tu as suas vozes, sendo algumas do teu conhecimento e que te chamam.
Não te deves aproximar delas, pois, caso contrário, ficarás lá preso para todo o sempre!
Assim sucedeu e Regisnaldo olhou para o lado direito e lado esquerdo, conhecendo algumas pessoasa que pediram a Regisnaldo que se aproximasse.
Porém, Regisnaldo olhndo para um lado e para outro viu os  dois  rios que terminavam à entrada do portão e desciam por desfiladeiros a toda a velocidade, indo, lá bem ao fundo por duas cavernas entrando no subsolo.
Mais surpreendeu Regisnaldo que em cada lado se encontravam fogos e que o excesso de calor, aquecia os dois rios que provocavam vapores que prejudicavam a visão, pois a visibilidade era curta.
Porém, Regisnaldo não fez caso e seguiu o caminho que o guardião, que se chamava Iterias lhe havia indicado.
Assim chegou a um portão todo dourado que se abriu de par em par, para receber Regisnaldo.
Anjos cercaram Regisnaldo e disseram-lhe:
- Chegaste à Eternidade, pois ultrapassaste os óbices que surgiram na tua vida, até à tua morte!

Sílvio Teixeira

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