quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Cretinice dos apoiantes de Sócrates


Américo Paulino Brigas (Coronel)
 É abusivo e até ofensivo à memória da figura de humanista e de estadista mundial que foi Nelson Mandela, combatente pela liberdade, contra um sistema, anacrónico e de extrema injustiça, que era o “apartheid”, comparar a sua prisão à prisão preventiva do sr. Pinto de Sousa! Quem serão os rostos invisíveis, dos poderosos, nos bastidores, que instrumentalizam tais “manifestantes”? Quem pagou ou paga os voos de avionetas, os outdoors, os cartazes e outros elementos de propaganda? Foi mandado instaurar algum inquérito, pela entidade oficial competente, ao voo e ao lançamento de panfletos sobre uma infraestrutura sensível, em termos de segurança, como é o caso do estabelecimento prisional de Évora? Há alguém interessado em transformar o País numa “República das Bananas”, em que o Estado de Direito sejam palavras vãs! Slogan do tipo “se comi um bocado de pão, foi porque ele me deu a pensão”, ostentado nas camisolas por alguns dos “manifestantes” é um sintoma grave de iliteracia política e de caciquismo político, que há muito deviam estar erradicados!

Do mesmo modo, é abusivo a associação, dos símbolos da revolução do 25 de Abril, à referida situação. A esse propósito recorda-se que, o documento que instituiu o regime, o programa do Movimento das Forças Armadas, referia “o combate eficaz à corrupção" como um dos objectivos de IMPLEMENTAÇÃO IMEDIATA. Todos aqueles que pactuaram com a corrupção, a permitiram e não a combateram militantemente, traíram esse objectivo fundacional do 25 de Abril. Já passaram 41 anos sobre esse programa, pouco foi feito, nesse âmbito, devido principalmente à inexistência de leis eficazes de combate a essa chaga, como seria uma lei sobre o enriquecimento ilícito com o ónus da prova atribuído ao suspeito! É o princípio de “quem não deve, não teme”.
Campos e Cunha
O sr. Pinto de Sousa, não nega que pediu dinheiro emprestado ao amigo e que desconhece o montante pedido até à data!! Independentemente do resultado do processo judicial que decorre, é normal que o um governante ou ex-governante, que têm ou teve responsabilidades primárias na gestão dos recursos financeiros do País, provenientes em larga medida dos impostos pagos pelos cidadãos, trate o dinheiro com essa leviandade?? Mais estranho é, ter pedido dinheiro emprestado a um amigo, antigo administrador do Grupo Lena, com quem o governo, do qual era primeiro-ministro, tinha feito contratos de obras públicas!!
Teixeira dos Santos homenageado pelo
Presidente da República no Dia de portugal,
10 de Junho
Outro elemento estranho, neste caso, foi a relação, fora do comum, que a personagem teve com os seus ministros das finanças: O primeiro, no XVII governo constitucional, o senhor professor Campos e Cunha, docente universitário com créditos firmados no ensino superior e uma referência em matéria de cidadania, demitiu-se ao fim de 4 meses e 9 dias!! O segundo, ministro das finanças, nos XVII e XVIII governos constitucionais, o senhor professor Teixeira dos Santos, teve que aturar, de 2005 a 2011, as megalomanias e os desvarios em matéria de gestão, do chefe. Na altura que o país estava a atingir a pré-bancarrota, o prof. Teixeira dos Santos teve a noção da realidade e da lealdade, com que tinha prometido desempenhar as suas funções, que era devida ao País e não ao chefe, declarando por isso a necessidade do pedido de ajuda externa.


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