sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É ser português ingrato


Por: Costa Pereira
          
Portugal, minha terra.

Numa deslocação  fiz para os lados da zona que no tempo da Antiga Feira Popular era muito frequentada e visitada por todos quantos forasteiros não, faziam gosto ser clientes daquele famoso recinto de lazer e animação,  fiquei surpreendido, quando a caminho da Estação do Metro de Entrecampos, vejo ao inicio da Av. das Forças Armadas, uma das antigas entradas da Feira toda iluminada, e o mesmo sucedendo com uma gigante Roda de Girassol a fazer lembrar outros tempos…A imagem que tenho do recinto após as cúpulas autárquicas da capital ter dali ordenado a saída dos feirantes que tinham ali negocio e emprego é de lixeira e abandono. Interesses de mais “valias”, com trocas e baldrocas deu nisso, e lá se foi a Feira, como já tinha ido o SECULO que a fundou. Culpas do Zé povinho que não sabemos votar…. Uma vez ali detive-me por alguns momentos na contemplação do ambiente que envolve aquelas artérias, e com ajuda de Maria Bispo em post fazer a narração:
          Na que foi inicialmente designada por Praça Mouzinho de Albuquerque, hoje identificada como Rotunda de Entrecampos têm os alfacinhas um dos seus monumentos públicos, mais belos e também mais ignorado. Ao contrário do Marquês de Pombal cuja rotunda foi arranjada à medida do patrono, o Monumento ao Povo e aos Heróis da Guerra Peninsular ( 1908 – 1933) ficou-se pelo simples monumento que diga-se não carece de publicidade pois pela arte e simbologia vale por muitos. Fica no topo da Av. da Republica e no inicio do Campo Grande, ao lançamento da primeira pedra presidiu o Rei D. Manuel II, a 15 de Setembro de 1908. Mas só a 08 de Janeiro de 1933 é que foi inaugurado com a presença das mais altas individualidades de então. Claro que Salazar já estava no poder, e negar patriotismo e honestidade ao “António da Calçada” é ser português ingrato.
Tem 12 metros de altura, e é formado por dois patamares, unidos entre si pela base comum. A sua composição sugere uma leitura épica que não é constante em todas as sua faces. Na face frontal ressai o tumulo de Vasco da Gama, sobre o qual se encontra um grupo de frades, populares e militares. Na face nascente aparece um pórtico, encontrando-se na extremidade o tumulo de Camões, coroado com diversos versos de Os Lusíadas. Na face poente apresenta um grupo, onde se vê uma jovem ajoelhada aos pés de uma figura masculina. Em cima para além dos 12 escudos das povoações intervenientes na guerra, observa-se o grupo de bronze, onde se destaca a figura da Pátria, de cinco metros de altura, para além de soldados, de espingardas em riste ameaçando a águia napoleónica. Foram seus autores os irmãos Francisco e José de Oliveira Ferreira, arquitecto e escultor portuenses respectivamente. E o objectivo foi invocar o centenário da vitoria de Portugal sobre as tropas napoleónicas, prestando homenagem a todo um povo que se manifestou arduamente contra os ataques de França, nas três invasões em que fora derrotada. Merce se visitado, mas cuidado com o movimento motorizado que é muito e a toda a hora.



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