Numa deslocação fiz para os lados
da zona que no tempo da Antiga Feira Popular era muito frequentada e visitada
por todos quantos forasteiros não, faziam gosto ser clientes daquele famoso
recinto de lazer e animação, fiquei
surpreendido, quando a caminho da Estação do Metro de Entrecampos, vejo ao
inicio da Av. das Forças Armadas, uma das antigas entradas da Feira toda
iluminada, e o mesmo sucedendo com uma gigante Roda de Girassol a fazer lembrar
outros tempos…A imagem que tenho do recinto após as cúpulas autárquicas da
capital ter dali ordenado a saída dos feirantes que tinham ali negocio e
emprego é de lixeira e abandono. Interesses de mais “valias”, com trocas e
baldrocas deu nisso, e lá se foi a Feira, como já tinha ido o SECULO que a
fundou. Culpas do Zé povinho que não sabemos votar…. Uma vez ali detive-me por
alguns momentos na contemplação do ambiente que envolve aquelas artérias, e com
ajuda de Maria Bispo em post fazer a narração:
Na que foi inicialmente designada por Praça Mouzinho de Albuquerque, hoje
identificada como Rotunda de Entrecampos têm os alfacinhas um dos seus
monumentos públicos, mais belos e também mais ignorado. Ao contrário do Marquês
de Pombal cuja rotunda foi arranjada à medida do patrono, o Monumento ao Povo e
aos Heróis da Guerra Peninsular ( 1908 – 1933) ficou-se pelo simples monumento
que diga-se não carece de publicidade pois pela arte e simbologia vale por
muitos. Fica no topo da Av. da Republica e no inicio do Campo Grande, ao
lançamento da primeira pedra presidiu o Rei D. Manuel II, a 15 de Setembro de
1908. Mas só a 08 de Janeiro de 1933 é que foi inaugurado com a presença das
mais altas individualidades de então. Claro que Salazar já estava no poder, e
negar patriotismo e honestidade ao “António da Calçada” é ser português
ingrato.
Tem 12 metros de altura, e é formado por
dois patamares, unidos entre si pela base comum. A sua composição sugere uma
leitura épica que não é constante em todas as sua faces. Na face frontal ressai
o tumulo de Vasco da Gama, sobre o qual se encontra um grupo de frades,
populares e militares. Na face nascente aparece um pórtico, encontrando-se na
extremidade o tumulo de Camões, coroado com diversos versos de Os Lusíadas. Na
face poente apresenta um grupo, onde se vê uma jovem ajoelhada aos pés de uma
figura masculina. Em cima para além dos 12 escudos das povoações intervenientes
na guerra, observa-se o grupo de bronze, onde se destaca a figura da Pátria, de
cinco metros de altura, para além de soldados, de espingardas em riste
ameaçando a águia napoleónica. Foram seus autores os irmãos Francisco e José de
Oliveira Ferreira, arquitecto e escultor portuenses respectivamente. E
o objectivo foi invocar o centenário da vitoria de Portugal sobre as
tropas napoleónicas, prestando homenagem a todo um povo que se manifestou
arduamente contra os ataques de França, nas três invasões em que fora
derrotada. Merce se visitado, mas cuidado com o movimento motorizado que é
muito e a toda a hora.
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