Mensagempor sol
Durão Barroso, o presidente da Comissão
Europeia, afirmou hoje, em conferência de imprensa, que vê, agora, a "luz
ao fundo do túnel" da crise financeira, destacando a actuação conjunta dos
governos da Zona Euro perante uma crise criada "do outro lado do
Atlântico".
“Este é e continua a ser um
processo em desenvolvimento. Vemos uma luz ao fundo do túnel, mas ainda não
chegámos lá”, afirmou Barroso, em Bruxelas, numa conferência de imprensa citada
pela agência Bloomberg. “Tivemos de improvisar à medida que fomos avançando”.
Os chefes de Estado e de Governo
da Zona Euro concordaram, este Domingo, em dar garantias às operações de
financiamento dos bancos, comprar acções preferenciais das instituições
financeiras que enfrentem problemas, e em impedir a falência de instituições
financeiras relevantes através de medidas apropriadas de recapitalização.
As medidas surtiram efeito. Os
mercados accionistas aplaudiram com valorizações superiores a 10%, ganhos
recorde, enquanto as taxas interbancárias começaram a dar sinais de quebra.
Hoje a Euribor voltou a perder. Um sinal de que o objectivo dos líderes
europeus de devolver confiança aos mercados de crédito está a ser conseguido.
No entanto, Durão Barroso lamenta
que “mesmo após a actual crise há alguns governos que se opõem a uma resposta
mais coordenada”, sem identificar quais os estados-membros que se revelaram
mais reticentes a responder a uma só voz a esta crise que dura já há 14 meses.
Barroso defendeu, ainda, que teria sido um “erro fatal” se cada país europeu
enfrentasse a crise sozinho.
Barroso manifestou o seu “total
apoio” à política que têm sido seguida pelo Banco Central Europeu (BCE),
instituição que, em coordenação com outros dos bancos centrais mundiais,
anunciou na semana passada um corte de juros de emergência de 0,5%.
“Estamos a atravessar tempos
difíceis para a economia mas há bons sinais que indicam que as coisas podem
começar a mudar”, disse Barroso. O presidente da CE acredita mesmo que a Europa
pode “regressar mais fortalecida” após esta crise, apesar de se perspectivar um
aumento dos défices dos vários países, em resultado dos salvamentos das
instituições financeiras.
Durão Barroso referiu que o Pacto
de Estabilidade e Crescimento (PEC) tem “flexibilidade”. “As regras do PEC
permitem flexibilidade em circunstâncias excepcionais, como a actual crise
financeira”, referiu. “Se há esforços especiais relacionados com estas
circunstâncias, acredito que isso tem de ser tido em consideração”.
Fonte: www.bpionline.pt

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