| Silvio Teixeira |
REGIONALIZAÇÃO
Estão novamente paradas as vozes
sobre a regionalização.
Nós continuamos crentes de que a
regionalização seria um bem para o país.
Não uma regionalização
regionalizada por Lisboa, mas sim pré-estudada por cada agrupamento de
localidades que formem um grande espaço, de modo a que se justifique a sua
criação.
Outrora, tínhamos o país dividido
por províncias.
No norte-nordeste existia a
província de Trás-os-Montes e Alto Douro que abrangia os atuais distritos de
Vila Real e Bragança e ainda alguns concelhos dos distritos da Guarda e de
Viseu.
Ora, estão unidas as cidades de
Vila Real, Peso da Régua e Lamego, que formam a grande cidade “DOURO”.
O grande norte de Portugal, em
vez de bairrismos doentios a que nada conduzem, deveria estabelecer uma grande
união, de modo a que os seus habitantes pudessem, em lugar das divergências a
que nada conduzem, mentalizarem-se que o progresso contribuiria para o desenvolvimento das terras, de maneira
a que os seus habitantes viessem a usufruir de melhor bem estar, e, assim,
evitarem a emigração, com o contributo da mão-de-obra, que se fixaria nas suas
terras.
As divergências políticas longe
de contribuirem para a união dos povos, contribuem mais para divisões
ideológicas, dividindo os povos em vez de originarem a sua união.
Já em tempo ventilámos a ideia de
como seriam as eleições para as autarquias e para as juntas regionais:
1º - Atendendo a que as
Freguesias estão mais próximas das populações, os seus representantes seriam
votados nas suas próprias terras. Essas eleições serviriam para a criação das
Assembleias de Freguesia e Juntas de Freguesia;
2º - As Juntas de Freguesia
elegeriam os membros para as Assembleias Municipais e para as Câmaras
Municipais. Assim, o povo deixaria de intervir, porquanto, o poder estaria
concentrado legitimamente, pelos habitantes dos concelhos, que o transfeririam
para os municípios;
3º- De igual forma, mas agora os
municípios votariam para as Assembleias Regionais e consequentes Juntas
Regionais. Se estas não cumprissem o programado, seriam as Juntas de Freguesia
com maior poder para dissolverem os membros destas Instituições.
Não foi dito, porventura, que “o
povo é quem mais ordena?”
Sairmos da utopia e entrarmos na
realidade, será uma forma de as populações agirem com uma forte mentalidade e consciência,
porquanto, a responsabilidade de uma nação seria mais sentida pelo povo, que
saberia com ânimo enfrentar as crises que pudessem advir. Um exemplo de união
está a verificar-se, precisamente, na
concretização da Metrópole “Douro”, formada pelos municípios de Lamego, Peso da
Régua e Vila Real.
Um bem haja a estes municípios.
Não se pode olvidar a intervenção
contínua, no tocante à “Douro Alliance”, de que é Presidente o Dr. Manuel
Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.
Mas também não se pode esquecer a ação exercida
pelo Dr. António Martinho, antes deputado
na Assembleia da República e hoje Presidente do Turismo “Douro”, que foi
e é um grande paladino, na defesa das terras
que formam a Região Demarcada do “Douro” pelo Marquês de Pombal.
No que diz respeito à cidade
“Douro”, as portagens não têm razão de existir e deveriam ser eliminadas para
progresso desta grande Metrópole.
A Empresa Corgo Bus, deveria com
o acordo dos municípios de Peso da Régua, Lamego e Vila Real. estabelecer
carreiras urbanas regulares na cidade “Douro”, para a contribuição de um
progresso rápido da grande Metrópole “Douro”.
Sílvio Teixeira
LAR IMACULADA CONCEIÇÃO
LORDELO - VILA REAL
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