segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Regionalização de Silvio Teixeira


Silvio Teixeira
REGIONALIZAÇÃO

Estão novamente paradas as vozes sobre a regionalização.
Nós continuamos crentes de que a regionalização seria um bem para o país.
Não uma regionalização regionalizada por Lisboa, mas sim pré-estudada por cada agrupamento de localidades que formem um grande espaço, de modo a que se justifique a sua criação.
Outrora, tínhamos o país dividido por províncias.
No norte-nordeste existia a província de Trás-os-Montes e Alto Douro que abrangia os atuais distritos de Vila Real e Bragança e ainda alguns concelhos dos distritos da Guarda e de Viseu.
Ora, estão unidas as cidades de Vila Real, Peso da Régua e Lamego, que formam a grande cidade “DOURO”.
O grande norte de Portugal, em vez de bairrismos doentios a que nada conduzem, deveria estabelecer uma grande união, de modo a que os seus habitantes pudessem, em lugar das divergências a que nada conduzem, mentalizarem-se que o progresso contribuiria  para o desenvolvimento das terras, de maneira a que os seus habitantes viessem a usufruir de melhor bem estar, e, assim, evitarem a emigração, com o contributo da mão-de-obra, que se fixaria nas suas terras.
As divergências políticas longe de contribuirem para a união dos povos, contribuem mais para divisões ideológicas, dividindo os povos em vez de originarem a sua união.
Já em tempo ventilámos a ideia de como seriam as eleições para as autarquias e para as juntas regionais:
1º - Atendendo a que as Freguesias estão mais próximas das populações, os seus representantes seriam votados nas suas próprias terras. Essas eleições serviriam para a criação das Assembleias de Freguesia e Juntas de Freguesia;
2º - As Juntas de Freguesia elegeriam os membros para as Assembleias Municipais e para as Câmaras Municipais. Assim, o povo deixaria de intervir, porquanto, o poder estaria concentrado legitimamente, pelos habitantes dos concelhos, que o transfeririam para os municípios;
3º- De igual forma, mas agora os municípios votariam para as Assembleias Regionais e consequentes Juntas Regionais. Se estas não cumprissem o programado, seriam as Juntas de Freguesia com maior poder para dissolverem os membros destas Instituições.
Não foi dito, porventura, que “o povo é quem mais ordena?”
Então deixemo-nos de “fitas” e de “populismos gratuítos” para que os “slogans”  passem a ser fatos e menos linguarejar de políticos.
Sairmos da utopia e entrarmos na realidade, será uma forma de as populações agirem com  uma forte mentalidade e consciência, porquanto, a responsabilidade de uma nação seria mais sentida pelo povo, que saberia com ânimo enfrentar as crises que pudessem advir. Um exemplo de união está a verificar-se,  precisamente, na concretização da Metrópole “Douro”, formada pelos municípios de Lamego, Peso da Régua e Vila Real.
Um bem haja a estes municípios.
Não se pode olvidar a intervenção contínua, no tocante à “Douro Alliance”, de que é Presidente o Dr. Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.
Mas  também não se pode esquecer a ação exercida pelo Dr. António Martinho, antes deputado  na Assembleia da República e hoje Presidente do Turismo “Douro”, que foi e é um grande paladino, na defesa das terras  que formam a Região Demarcada do “Douro” pelo Marquês de Pombal.
No que diz respeito à cidade “Douro”, as portagens não têm razão de existir e deveriam ser eliminadas para progresso desta grande Metrópole.
A Empresa Corgo Bus, deveria com o acordo dos municípios de Peso da Régua, Lamego e Vila Real. estabelecer carreiras urbanas regulares na cidade “Douro”, para a contribuição de um progresso rápido da grande Metrópole “Douro”.


                Sílvio Teixeira
LAR IMACULADA CONCEIÇÃO
       LORDELO - VILA REAL

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