Do
alto deste serro,
onde
o vento me revolve
a
memória e as palavras,
olho
a minha morte
que
o será simplesmente
por
rasurar-me desta paisagem.
Trigos
que resistem
por
entre fenos e mato,
os
freixos cercando a memória
dos
gados e dos prados. Telhados
ocres
que me trazem impressões
sem
os olhos de Manet.
E
a caminhada vagarosa
de
um avô e de um neto
rumorejando
na pele
como
dedadas de Além.
Entre
carrascos corroídos
por
fungos e Invernos
vou-me
vendo
cada
vez mais ao longe.
O Autor
Fernando de Castro Branco (Duas Igrejas, 1959). Professor, poeta e
ensaísta. Publicou Poética do Sensível
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