https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs
Na realidade, o que mais não falta são ex-colónias portuguesas desconhecidas dos portugueses – por vários motivos, importância histórica, reconhecimento formal e longevidade do domínio português, etc.
Importa também lembrar que em muitos casos, Portugal detinha
pequenas colónias / regiões de países atuais, e como tal a presença portuguesa
acaba por ser lembrada pelos habitantes desses países / regiões de forma mais
frequente do que os próprios portugueses.
Dos territórios menos conhecidos, eu listaria:
Em África Em Marrocos, além de Ceuta, as
cidades de Tânger (1415-1640), Casablanca (1515-1755), El Jadida (1502-1769),
Agadir (1505-1541), Safi (1488-1541), Asilah (1471–1508 e 1577–1589) e a vila
de Azemmour (1513-1541); No Senegal, a ilha de Gorée (1444-1536); Na
Mauritânia, a ilha de Arguim (1445-1633); Na Gambia, a ilha de James e Albreda
(1456-1458); Na Serra Leoa, o atual distrito de Port Loko (1462-1651); No Gana,
dois fortes costeiros, Fortaleza de Elmina (1482-1637) e Forte de Santo António
em Axim (1515-1642); No Benin, Ouidah (1721-1961); Na Guine Equatorial, as
ilhas de Annobón e Bioko (desde os 1470s até 1778); Na Tanzânia, as ilhas de
Zanzibar, Pemba e Mafia bem como a cidade de Kilwa (1505-1512); No Quenia,
Mombasa (1593-1698); Em Madagascar, povoado costeiro de Matatana (1508-1613),
inicialmente como colónia portuguesa e depois como missão jesuíta.
A juntar aos acima mencionados, apesar de nunca ter
exercido controlo sobre, podemos também incluir os Reino do Benin (Nigeria) e
do Kongo (República do Congo e Angola) sob o qual Portugal exercia bastante
poder político e diplomático – influenciado e exercendo bastante poder sobre
territórios como Lagos.
No Médio Oriente Em Omã, sobre as cidades
de Muscat, Sohar e Khasab (1507-1650); No Irão, controlou as ilhas de Ormuz e
Qeshm (1507-1622) e uma parte substancial do distrito de Bandar Abbas
(1514-1622); Controlo sobre o Bahrein (1521-1602); Nos Emirados Arabes Unidos,
as cidades de Khor Fakkan (1507-1623), Dibba (1620-1650) e Ras Al Khaimah
(cerca 1570-1623); No Yemen, ilha de Socotra (1507-1511); Na Eritreia, a cidade
de Massawa (1540-1541);
No Indico e no subcontinente Indiano Controlo
total sobre o Sri Lanka (1505-1658); Controlo sobre as Maldivas (1558-1573); Na
India, Chaul (1521-1740), Vasai (1534-1739), Mumbai (1534-1661) & Ilha de
Salsette (1534-1737), Dadra & Nagar Haveli (1779-1954), Kochi (1503-1663),
Kannur (1502-1663), Kollam (1502-1661), Kodungallur (1536-1662), Nagapattinam
(1507-1658), Chennai (1523-1749), Hoogly (1579-1632); No Bangladesh, Chittagong
(1528-1666).
A estas junta-se ainda as descobertas das Ilhas
Seychelles, e a descoberta e exploração das ilhas Mauricias e de Reunião
Na Asia & Oceania Na Indonésia, as Ilhas
de Ternate (1522-1575), Ambon (1512-1605), Solor (1520-1613) e Flores
(1511-1859) Controlo sobre Malásia, incluindo Singapura (1511-1641); No Japão,
semi-enclave portuário de Dejima, na cidade de Nagasaki (1580-1587); Na China,
Ningbo (1542-1548), ilha de Tunmen (perto de Shenzhen) (1518-1521); Na
Tailandia, um povoado semiautónomo Baan Portuget, em Ayutthaya (1516-1767). A
juntar a estes, apesar de nunca ter formalmente exercido controlo sobre,
podemos também incluir Tailândia (nas províncias de Patani e Phuket), Vietname
(Hoi An), Camboja (onde Portugal chega mesmo a controlar indiretamente a corte
deste pais).
Nas Américas No Uruguai, Cisplatina
(1680-1820) - pouco conhecido para os Portugueses (e muito pelos Brasileiros),
importa definir que a área controlada por Portugal mudou bastante sendo o seu
pico em 1815; No Canadá, Newfoundland (1501-1583(?)) e Nova Scotia
(1521-1583(?)) Controlo sob as ilhas Barbados (1500s-1620) No que toca as
Américas importa mencionar que: As colónias no Canadá tinham um caráter
sazonal, há exceção da da ilha de Cape Breton (1521-1525) - mas esta fracassou
devido ao inverno e a dificuldade em recrutar colonos; Os Barbados eram usados
como ponto de reabastecimento, não se conhecendo registos de colónias
portuguesas. Contudo, é assumido como possível que um pequeno contingente
militar e/ou mesmo uma aldeia existisse na ilha – uma vez que os barcos
portugueses consistentemente paravam na Baia de Carlisle para reabastecer e
levar a cabo reparações sem aparenta motivo maior. O esquecimento. A maioria
destas colónias acabaram por cair no esquecimento por várias razoes, sendo que
na maioria dos casos ficaram apenas uma a duas gerações sob domínio português.
Vários destes territórios são também hoje relativamente conhecidos (exemplo, Ras
Al Khaimah, Tangier, etc.) mas durante o período de domínio português não
passavam de pequenas vilas / cidades junto à costa que vieram a perder a sua
importância estratégica com o estabelecimento de novas rotas comerciais.
O modelo colonialista português – baseado no
estabelecimento de colónias / entrepostos comerciais junto à costa – ajuda
também a que muitas destas caiam no esquecimento – sendo a sua menção histórica
eclipsada pelas colónias de maiores dimensões que todos aprendemos na escola.
Artigo interessante ... afinal também dominamos a Ilha de Ormuz e Qeshm (1507-1622).
Texto enviado por António Aresta

Sem comentários:
Enviar um comentário