domingo, 6 de setembro de 2026

REVISTA MEMÓRIAS DE LAGOAÇA

Por Leonel Dias


Acabou de chegar à minha mão, por gentileza do lagoaceiro e Amigo Elmiro Barbeiro, ainda com aquele agradável cheiro do prelo, a Revista “Memórias de Lagoaça”, da responsabilidade da Comissão das Festas em honra da Nossa Senhora das Graças - 2026, e que conta com interessantíssimos textos de 11 colaboradores.

 


Servida em bom papel, com manifestações poéticas e muitas fotos ilustrativas, a Revista visa angariar fundos para a grande Festa do mês de setembro e uma oportunidade para falar da aldeia, dos seus costumes, tradições, das origens e das suas gentes.

As Festas em honra de Nª Sª das Graças fiquei a saber, eu que sou sulista, graças ao texto de José Manuel Pinto Marcos, Presidente da União de Freguesias de Lagoaça e Fornos, é uma Festa popular, rica de acontecimentos que têm o seu ponto alto na Procissão, oportunidade de devoção, de agradecimento de graças recebidas, cumprimento de promessas e, sobretudo, de reencontro da grande Família de Lagoaça que as condições da vida levou à dispersão por vários países e continentes e por diversas regiões de Portugal. É, assim, uma oportunidade maravilhosa para a união de uma comunidade que a Vida separou mas que foi incapaz de matar o profundo sentimento de pertença à aldeia e à identificação com o meio constituído por gente lutadora, com espírito de sacrifício, de imenso valor e conhecedora e praticante dos valores da Amizade, da Solidariedade, da Cooperação e da Interajuda.

Recomendo vivamente a aquisição da Revista pelas razões supra aludidas e permitam-me a liberdade de destacar da mesma o poema, escrito com o coração, da pequena Leonor Rodrigues, com nove anos, que faz uma declaração de sentido e profundo amor a Lagoaça. Gostei de saber, pelo texto de Vitor Barros, que “lagoaças”, foi a designação encontrada para os mictórios da cidade do Porto, no Séc. XVIII, quando era Presidente da Câmara Municipal da Invicta Cidade o lagoaceiro António José Antunes Navarro, 1º Visconde de Lagoaça. Interessante, ainda, a ligação de Lagoaça à Columbofilia, feita pelo referido Vitor Barros. De muito valor histórico, o levantamento do conjunto de Serviços, Comércio e Indústria, existente em Lagoaça, nos idos anos das décadas de 50, 60 e 70 do século findo, na narração de Hirondino Isaías, extraordinariamente bem documentada com diversas fotos. A justificar destaque, a dedicação e fé a Santo António, por parte do saudoso Amigo António Cinco, lagoaceiro, assentador de primeira categoria dos Caminhos de Ferro Portugueses, no relato de seu filho o, igualmente, filho de Lagoaça, Elmiro Barbeiro. Por fim, pela grande importância cultural e histórica, não posso deixar de referir as brilhantes participações de Armando Manuel Gomes Palavras, numa abordagem ao povoamento romano de Trás-os-Montes Oriental e a participação de Teresa Almeida Subtil que, através da sua Poesia, empresta à Revista, uma qualidade cultural merecedora de destaque.

No último parágrafo quero deixar expressa uma palavra de enorme incentivo ao Presidente da Comissão de Festas, António Ramalho, que se revelou um bom Poeta na Revista, bem como à Tesoureira Odete Conde, formulando-lhes os melhores votos que as Festas de Nª Sª das Graças de 2026 exceda em muito as melhores expetativas que na mesma depositaram com o vosso trabalho de há vários meses a esta parte. Bom êxito e bem hajam, voto extensivo a todos aqueles que vão tornar a Festa de 2026 algo de inesquecível. E, Caros Amigos e Companheiros deste Grupo de “Amigos de Lagoaça”, adquiram a Revista que vale bem a pena o dinheiro despendido.

 

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