sexta-feira, 18 de setembro de 2026

LAGOAÇA – LOISAS E OUTRAS COISAS (Volumes I e II)


Leonel Dias


(El)Miro Barbeiro, lagoaceiro, filho de António “Cinco”, em boa hora, decidiu oferecer-me os dois volumes da Obra “LAGOAÇA – LOISAS E OUTRAS COISAS” que li, com enorme agrado, e das quais venho aqui deixar testemunho.


José Veríssimo passou a escrito fragmentos da tradição oral local, pela transmissão de memórias dos mais antigos, a par da utilização da sua memória, numa simbiose perfeita entre memória coletiva da comunidade e memória individual, resultando daí a importância inegável desta obra literária. Digno de registo e de aplauso a recolha e a investigação exaustiva do legado histórico, patrimonial e cultural da aldeia, por parte do autor com forte ligação à aldeia de Lagoaça.

O autor, nas duas obras, respetivamente, publicadas em 2019 e 2021, faz a descrição de histórias locais, lendas, costumes e tradições de Lagoaça, não ignorando suas gentes, tendo tão bem sabido transportar as mesmas para a escrita.

Importa deixar expresso que o legado dos que nos procederam constitui contributo importante, nunca desprezível, para o conhecimento do passado e de enorme valor para preservar a memória coletiva e a identificação desta aldeia transmontana, procurando impedir que desapareçam a lembrança da comunidade construída.

Ambas as Obras funcionam como uma espécie de arquivo da identidade lagoacense e denotam a preocupação do autor com o progressivo desaparecimento da vida rural e das tradições de Lagoaça, bem como o forte processo de emigração e êxodo rural, registado a partir da segunda metade do Século XX.

Em suma, “LAGOAÇA – LOISAS E COISAS”, Volumes I e II, retrata a aldeia de Lagoaça com enfoque nas suas pessoas, as suas memórias, os seus costumes e identidade, numa reunião de testemunhos e lembranças, tão bem trazidas para o papel, procurando conservar uma parte relevante do património cultural e imaterial da aldeia de Lagoaça; razão pela qual leva a tornar imperdível a leitura deste magnífico contributo de José Veríssimo, por parte dos membros do Grupo “Amigos de Lagoaça”, para melhor conhecimento da terra que, apesar de ali não ter nascido, José Veríssimo tanto ama.


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