Leonel Dias
(El)Miro Barbeiro, lagoaceiro, filho de António “Cinco”, em boa hora, decidiu oferecer-me os dois volumes da Obra “LAGOAÇA – LOISAS E OUTRAS COISAS” que li, com enorme agrado, e das quais venho aqui deixar testemunho.
O autor, nas duas obras, respetivamente, publicadas em 2019 e 2021, faz a descrição de histórias locais, lendas, costumes e tradições de Lagoaça, não ignorando suas gentes, tendo tão bem sabido transportar as mesmas para a escrita.
Importa deixar expresso
que o legado dos que nos procederam constitui contributo importante, nunca
desprezível, para o conhecimento do passado e de enorme valor para preservar a
memória coletiva e a identificação desta aldeia transmontana, procurando
impedir que desapareçam a lembrança da comunidade construída.
Ambas as Obras funcionam
como uma espécie de arquivo da identidade lagoacense e denotam a preocupação do
autor com o progressivo desaparecimento da vida rural e das tradições de
Lagoaça, bem como o forte processo de emigração e êxodo rural, registado a
partir da segunda metade do Século XX.
Em suma, “LAGOAÇA – LOISAS
E COISAS”, Volumes I e II, retrata a aldeia de Lagoaça com enfoque nas suas
pessoas, as suas memórias, os seus costumes e identidade, numa reunião de
testemunhos e lembranças, tão bem trazidas para o papel, procurando conservar
uma parte relevante do património cultural e imaterial da aldeia de Lagoaça;
razão pela qual leva a tornar imperdível a leitura deste magnífico contributo
de José Veríssimo, por parte dos membros do Grupo “Amigos de Lagoaça”, para
melhor conhecimento da terra que, apesar de ali não ter nascido, José Veríssimo
tanto ama.


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