domingo, 19 de julho de 2026

Ainda a propósito das verbas para a construção da nova sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA

JORGE  LAGE


Ainda sobre a confusão da CTMAD em Lisboa, o conseguir verbas para a nova sede, houve esclarecimentos e afinal as possíveis contribuições não passaram de intensões de momento e a seguir negações.

Depois, só alguém distraído pode estar contra o muito trabalho levado a cabo pelo Presidente Hirondino, que espero que não se canse e tenha sempre boa saúde.

Parece ter havido uma ou outra dúvida sobre o que penso da nossa Casa. Não sou um indivíduo de ventadas, mas pragmático na defesa do ambiente.

Falou-se ao longo da vida em prol do ambiente. Trabalhou-se, planeou-se, executou-se, formou-se e escreveu-se ao longo de mais de 20 anos, pro bono, com a Universidade de Coimbra. Deram-se, ao longo de mais de 20 anos, milhares de horas de trabalho, formaram-se muitas centenas de Professores e ensinaram-se milhares de Alunos na área da floresta, do ambiente e da cidadania. Foi um trabalho em que todos crescemos. Nos grandes Encontros Nacionais sempre aceitamos apoios/colaboração de empresas produtoras de papel.



Tivemos os maiores defensores do ambiente e da floresta connosco, em acções de formação com Professores. Sigo (sou amigo) e os seus ensinamentos são para nós como uma bíblia do ambiente, do maior Botânico/Biólogo nacional de todos os tempos.

Pelo que aprendi, preocupam-me muito mais as acácias invasoras em especial as mimosas que estão a dizimar a biodiversidade em Portugal, do que algumas causas da moda. 

O Professor, Jorge Paiva, foi peremptório: Portugal vai, dentro de anos numa floresta de acácias, porque os políticos não querem saber do que aflige a nossa biodiversidade. 

O que eu penso é que as mimosas são mais devastadoras do que os incêndios. A Natureza regenera-se com os incêndios, mas com as mimosas não.

Estes vegetais emigrantes e invasores vão destruir o nosso manto vegetal nacional. Ciente desta fatalidade, procurei uma palavra que traduzisse esta negra realidade. Após meses de busca incessante criei a palavra «fogo-verde» para classificar o fenómeno e que as missionárias desta causa, as irmãs Professoras da Universidade de Coimbra, Elizabete e Hélia Marchante adoptaram.

Mas, o importante para os agitadores são as causas da moda em vez de se tomarem compromissos que diminuam o impacto ambiental.


Nunca toleramos extremismos porque é melhor haver cedências do que roturas. Dizem os causídicos que «vale mais um ruim acordo do que uma boa sentença».

Depois, nos meus escritos sempre fui pelas causas ambientais, em especial a arbórea.

Portanto, não defendo o Doutor Hirondino por defender, mas por que vejo nele, e não noutros, a pessoa capaz de conseguir levar a grande tarefa a bom porto.

A CTMAD de Lisboa poder aceitar verbas de empresas do litium, celuloses ou outras não vejo mal nenhum. O que eu veria mal era uma subserviência a estes ou aqueles interesses mineiros. Era bem melhor, em vez de roturas, que em tribunais internacionais pouco ou nada adiantam, que houvesse compromissos sérios e calendarizados para que as boas intenções não se fiquem só pelo papel e os impactos negativos sejam menorizados.

Então esta gente deixa fazer galambadas e concessões e agora querem que uma agremiação regionalista se arme em mítico gaulês contra os «romanos» do nosso tempo que por cá temos?

O fim último da CTMAD de Lisboa é congregar, apoiar e ajudar os associados e residentes na área metropolitana de Lisboa, unindo-os e apoiando-os, onde todos caibam sejam moderados, de direta ou de esquerda. 

É meu entendimento que já há vários partidos e associações ambientalistas onde essa gente fogosa de momento se deve perfilar e aí fazer-se ouvir. Aos transmontanos com a diversidade que nos diverge deve ser a nossa Casa que nos une e nos proporciona momentos felizes de convívio. Quem não entender assim tem outras opções que não as nossas.

Na Casa de Trás-os-Montes temos de caber todos e respeitarmo-nos todos, uns aos outros, sem enveredarmos por ruídos que só nos prejudicam e levam outros a mofar de nós.

Este momento é porventura o mais delicado que a CTMAD de Lisboa vive e nunca teria manifestado a minha opinião se não tivesse consciência pela experiência de vida.

Seja quem for que escreva o que quiser eu só lerei a primeira mensagem porque, a seguir, nem mais uma abrirei.

Como dizia o meu Pai: quem maldiz ou diz o que não deve sua boca suja. É este o conselho para o Doutor Hirondino e para os restantes órgãos da nossa Casa.

Bom domingo,

 

Jorge Lage.

 



Em sáb., 18 de jul. de 2026 às 07:37, Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa <geral@ctmad.pt> escreveu:

Estimada(o) Consócia(o),

A Direção do NTMAD vem por este meio divulgar a edição do mês de Julho de 2026.

Saudações Transmontanas e Alto Durienses
         O Diretor do NTMAD,
          -Hirondino Isaías-

**************************************************

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

http://ctmad.pt/

 

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