Nascida Patricia Lee Smith, a artista que fez a ligação entre a
poesia da geração beat da década de 50 e a energia do punk
rock dos anos 70, celebrará em breve 8 décadas de vida, mas o seu
poder de fascínio sobre leitores e fãs continua a resistir à passagem do
tempo: Pão de Anjos é a
mais recente prova.
Mergulhámos na narrativa de vida de Patti Smith pela primeira vez no
célebre Apenas Miúdos, vencedor
do National Book Award nos EUA: escrito por promessa a Robert Maplethorpe, este
livro aborda a juventude em Nova Iorque e a relação de amizade vitalícia com o
fotógrafo e artista (responsável por muitas das mais icónicas imagens da
autora). Já em M Train, as recordações
surgem sob a forma de livro de viagem, e podemos ver a Guiana, o México, Berlim
e muitos mais lugares através dos olhos de Smith. Já O Ano do Macaco restringe-se
temporalmente ao ano de 2016, aquele em que a cantora celebrou o seu
septuagésimo aniversário, filtrando as memórias deste ano pelo filtro onírico e
surrealista da alternância entre o sono e a vigília.
Em 2025, Patti Smith oferece-nos mais um volume da sua vida, desta vez regressando à infância e à memória familiar. Pão de Anjos é assim talvez o mais intimista de todos os títulos, mantendo no entando, a aura mística que rodeia esta figura. O Los Angeles Times afirma que esta obra “apenas aprofunda o mistério de quem é esta icónica artista e de onde a sua singular visão originou”.
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