As bruxas de todo
o mundo e as águas da mijareta convergiram em Montalegre
A capital de Montalegre voltou a encher-se de magia, mistério e animação com mais uma edição da Sexta 13 – Noite das Bruxas. O evento destaca-se como um dos maiores momentos de animação cultural e turística da região. Milhares de visitantes passaram pela vila nesta última sexta-feira, para vivenciarem o ambiente único desta celebração, marcada por animação de rua, com espetáculos temáticos, música ao vivo e encenações inspiradas no imaginário das bruxas e do misticismo popular.
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| Padre Fontes ladeado por, a
contar da esquerda: Vereador da Câmara de Montalegre, o irmão Joaquim Fontes, e a vice-presidente da Câmara |
Contudo,
neste mês de Março, em nome do fundador dessa feitiçaria económica ou por artes
do diabo, nesta ultima sexta-feira, que calhou de novo a 13, as bruxas voltaram
a invadir Montalegre.
Fosse pelo
instinto de belzebu, pela magia da mijareta, ou da crença inspirada do reitor
de Vilar de Perdizes, o calendário meteorológico da trindade apiedou-se dessa
satânica miscelânea e, embora alguma pouca chuva santificada, frio sem vento e
o milagreiro abade, de carrinho, ali reinou, dia e noite, para consolo da
bruxaria que mexeu e remexecheu no octogenário criançoulo, até à meia noite,
para bebericar a esconjurada queimada da praxe.
«O
ambiente festivo voltou a transformar o centro da vila num cenário único, onde
bruxas, criaturas fantásticas e personagens do imaginário popular, deram vida à
celebração. A Sexta 13 reafirma-se como um evento emblemático de Montalegre e
um importante atrativo turístico da região», lê-se no site da Câmara.
Apetece-me perguntar ao ex-presidente da República cessante, porque não medalhou o Padre Fontes, satisfazendo - com inteira justiça - a proposta que os simpatizantes de todo o mundo lusitano lhe formularam quando souberam dessa nega. Ele que teve a coragem de quase suspirar por já não poder atribuir um lugar no Panteão ao escritor António Lobo Antunes. Talvez ainda tenha eu alguma lucidez, para ressuscitar uma série de crónicas que assinei sobre esse tenente miliciano que foi, como médico da sua companhia, para Angola, quando eu de lá vim.
Padre Fontes, ladeado pelos mesmos,
mais a presidente da Câmara,
de casaco avermelhado.
Barroso
da Fonte

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