Devem ter reparado que o X hoje esteve mais parado. Culpa de mudanças no sistema e também uma purga massiva de boots. Isto é importante e está ligado a uma revolução que gradualmente está a substituir a imprensa mainstream pela informação sem barreiras e o chamado citizen journalism. Depois de algumas tentativas, não direi falhadas mas que ficaram aquém do esperado, o X aprendeu com os erros e refinou a estratégia. Primeiro levantaram muitas das barreiras de censura que o Twitter tinha mas originou exageros, a certa altura isto parecia uma selva. Depois decidiram pagar pelos conteúdos, quanto maior a interação mais as contas ganhavam, mas o sistema foi rapidamente aldrabado e a plataforma foi inundada de contas com muita interacção mas baixo nível de qualidade de conteúdo. Avaliaram, aprenderam e voltaram a disparar. Agora passou a existir dois níveis de conta e só as de conteúdo válido aparecem no feed. Qualquer conta que pratique spam, que se limite a repetir uma grunhice qualquer como ‘free palestine’ ou ‘a tua tia é que é’, passa para o patamar da invisibilidade. Há mais umas questões relevantes sobre o que consideram conteúdo de qualidade, mas fica para explicar noutras núpcias. Interessa isto – os bots e contas anónimas não estão em extinção mas o peso será mínimo na plataforma. Também ajudam as purgas regulares do sistema, como a de hoje, só na minha conta desapareceram perto de cem followers nas últimas horas. Também ajuda muito bloquear esses parasitas, recordam que recentemente marquei todos os bots que publicaram comentários na minha conta? Avisei para que os bloqueassem mas vossas excelências não ouviram. É que agora também conta a qualidade de quem vos segue e comenta, se só tiverem contas dessas a interagir significa que também a vossa conta, mais cedo ou mais tarde, será engolida pelo vácuo. Até podem escrever coisas lindas e eruditas mas se só aparece o Alziro a berrar ‘morte aos fascistas’ ou ‘a enxada é de quem a apanhar’, estão lixados. O sistema ajustou-se para manter a qualidade da informação e o ambiente de interacção e adivinhem quem começa por sobreviver? Quem bloqueou todas essas contas que achavam que estavam a fazer um trabalho incrível nas redes sociais a manipular a informação e resultados como das eleições, etc. Prevejo muitos no desemprego. É que se o X, a plataforma número um mundial, segue este caminho, os outros vão atrás. Sabem quem é que não percebeu nada disto? A imprensa. Já estavam a cair a pique com o ‘go woke, go broke’ que ignoraram. Agora perderam a corrida contra as redes. Há pouco, ao fim da tarde do último dia de campanha, recebi a newsletter do Expresso com o título ‘A razão para irmos votar’. Atentem nos bolds, a instruirem o povo, a explicarem aos pobrezinhos porque deviam ir votar no domingo e as eleições não devem ser adiadas. Sabem o que não mencionaram uma única vez no texto? As 13 vítimas mortais da(s) tempestade(s). Os mortos ainda por descobrir, as aldeias isoladas sem luz e comunicações há mais de uma semana onde ainda ninguém lá foi, os idosos abandonados à sorte, as empresas destruídas e os postos de trabalho em risco, todos os que perderam tudo. Mas o que se destacou no texto? Já vendem a edição semanal a €1. Um euro. Ainda não perceberam nada.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Purga massiva de boots no X
Devem ter reparado que o X hoje esteve mais parado. Culpa de mudanças no sistema e também uma purga massiva de boots. Isto é importante e está ligado a uma revolução que gradualmente está a substituir a imprensa mainstream pela informação sem barreiras e o chamado citizen journalism. Depois de algumas tentativas, não direi falhadas mas que ficaram aquém do esperado, o X aprendeu com os erros e refinou a estratégia. Primeiro levantaram muitas das barreiras de censura que o Twitter tinha mas originou exageros, a certa altura isto parecia uma selva. Depois decidiram pagar pelos conteúdos, quanto maior a interação mais as contas ganhavam, mas o sistema foi rapidamente aldrabado e a plataforma foi inundada de contas com muita interacção mas baixo nível de qualidade de conteúdo. Avaliaram, aprenderam e voltaram a disparar. Agora passou a existir dois níveis de conta e só as de conteúdo válido aparecem no feed. Qualquer conta que pratique spam, que se limite a repetir uma grunhice qualquer como ‘free palestine’ ou ‘a tua tia é que é’, passa para o patamar da invisibilidade. Há mais umas questões relevantes sobre o que consideram conteúdo de qualidade, mas fica para explicar noutras núpcias. Interessa isto – os bots e contas anónimas não estão em extinção mas o peso será mínimo na plataforma. Também ajudam as purgas regulares do sistema, como a de hoje, só na minha conta desapareceram perto de cem followers nas últimas horas. Também ajuda muito bloquear esses parasitas, recordam que recentemente marquei todos os bots que publicaram comentários na minha conta? Avisei para que os bloqueassem mas vossas excelências não ouviram. É que agora também conta a qualidade de quem vos segue e comenta, se só tiverem contas dessas a interagir significa que também a vossa conta, mais cedo ou mais tarde, será engolida pelo vácuo. Até podem escrever coisas lindas e eruditas mas se só aparece o Alziro a berrar ‘morte aos fascistas’ ou ‘a enxada é de quem a apanhar’, estão lixados. O sistema ajustou-se para manter a qualidade da informação e o ambiente de interacção e adivinhem quem começa por sobreviver? Quem bloqueou todas essas contas que achavam que estavam a fazer um trabalho incrível nas redes sociais a manipular a informação e resultados como das eleições, etc. Prevejo muitos no desemprego. É que se o X, a plataforma número um mundial, segue este caminho, os outros vão atrás. Sabem quem é que não percebeu nada disto? A imprensa. Já estavam a cair a pique com o ‘go woke, go broke’ que ignoraram. Agora perderam a corrida contra as redes. Há pouco, ao fim da tarde do último dia de campanha, recebi a newsletter do Expresso com o título ‘A razão para irmos votar’. Atentem nos bolds, a instruirem o povo, a explicarem aos pobrezinhos porque deviam ir votar no domingo e as eleições não devem ser adiadas. Sabem o que não mencionaram uma única vez no texto? As 13 vítimas mortais da(s) tempestade(s). Os mortos ainda por descobrir, as aldeias isoladas sem luz e comunicações há mais de uma semana onde ainda ninguém lá foi, os idosos abandonados à sorte, as empresas destruídas e os postos de trabalho em risco, todos os que perderam tudo. Mas o que se destacou no texto? Já vendem a edição semanal a €1. Um euro. Ainda não perceberam nada.
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