NOVOS DADOS SOBRE A TERRA NATAL DE JOÃO RODRIGUES CABRILHO
Dr. João Soares TavaresINTRODUÇÃO
Uma parcela da vida de João Rodrigues Cabrilho permanece
misteriosa. Desconhece-se o dia preciso do seu nascimento. A morte levou-o a 3
de Janeiro de 1543. Repousa em local desconhecido de uma ilha do Pacífico.
Deixou um legado notável: descobrimento da Costa da Califórnia.
Nos meus
últimos estudos publicados em diferentes meios, registei, apoiado
em documentação histórica fiável, provas irrecusáveis em
defesa da sua nacionalidade portuguesa.(1) Segundo creio, dúvidas que
permaneciam dissiparam-se. Quanto à terra que o viu nascer é mais complexo.
A tradição oral inclina-o para Lapela, aldeia raiana
do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde existe uma velha casa em granito
designada desde há séculos “casa do galego”, que, segundo a convicção
popular foi o berço de Cabrilho.
Neste
artigo revelo indícios adormecidos em documentação
estrangeira insuspeita, sobre a verossímil terra natal de Cabrilho. (2)
Recordá-lo aqui pelo 483º aniversário da sua morte – 3 de
Janeiro de 2026 –, é, também, o meu contributo para não deixar cair o valoroso
navegador na memória do esquecimento.
DESCOBRIMENTO DO
PORTO DE JUAN GALLEGO
Fig. 1 – Num mapa moderno está identificado por uma linha vermelha o percurso do barco de Cabrilho no descobrimento do porto de Juan Gallego ou porto de Navidad, in Tavares, João Soares, Montalegre e o descobrimento da Costa da Califórnia, 2009.
Em Dezembro
de 1540, o Vice-Rei do México Antonio Mendoza e o
governador da Guatemala Pedro de Alvarado incumbiram
Cabrilho de descobrir nas costas do México, (Nova Espanha) um porto que reunisse
condições de abrigo para os barcos e possibilitasse a preparação de viagens de
descobrimento e de exploração no Pacífico. Cabrilho separou-se da armada que
estava fundeada no porto de Santiago de Buena Esperanza,
(Manzanillo na actualidade) e partiu no seu barco para norte.
Poucos dias depois regressou ao porto de Santiago tinha descoberto o porto
adequado na costa mexicana de Colima do actual estado
de Jalisco. (Fig. 1)
O feito
ficou registado num processo judicial (1542-1568) que se processou
na Guatemala, então território espanhol.(3) Embora pouco conhecido
reveste-se de notória importância porque ajuda a decifrar, ou, pelo menos a
sugerir, a terra que viu nascer Cabrilho.
Don Francisco Marroquín,
bispo da Guatemala, testemunha nesse processo, forneceu em 19 de
Abril de 1560 o seguinte depoimento
(tradução do original): “Pedro de Alvarado e
o vice-Rei Antonio Mendoza encarregaram
Rodriguez Cabrillo de descobrir um novo porto na costa do Mar do Sul da
Nova Espanha, é verdade que ele descobriu o porto…” (4)
A presença do
Bispo Marroquín quando Cabrilho
fez o descobrimento é confirmada pelo próprio Prelado no processo citado
ao depor (tradução do original) : “…partiu na armada (desde a
Guatemala) como conselheiro de Alvarado e com o seu bom amigo Juan Rodriguez”.
(5)
Fig. 2 - Porto de Juan Gallego. No mapa de Domingo del Castillo (1541) está sinalizado por uma seta o local onde se localizava porto Santo (porto de Juan Gallego ou porto de Navidad), cerca de 19,2º latitude N.
O porto
situado junto da povoação de Cihuatlán, passou a ser
conhecido: Puerto
de Juan Gallego. (6) A povoação mantém o mesmo topónimo na
actualidade. (Veja-se a localização de Cihuatlán no mapa da
figura 1).
Os documentos
coevos registam o Puerto de Juan Gallego, mas,
não fornecem uma explicação para a origem desse topónimo. Porém, a Toponímia é
um auxiliar valioso da História quando os documentos são
imprecisos. Assim, não será despiciente admitir: a
designação do porto sugere o seu descobridor, Cabrilho, que, segundo
parece, seria vulgarmente identificado pelos companheiros mais chegados,
mormente pelos tripulantes do seu barco que o acompanharam nesse descobrimento,
por Juan Gallego/João Galego. Portanto,
com base neste pressuposto, é admissível deduzir: a alcunha “galego”
relaciona-o com a designada “casa do galego” na referida aldeia de
Lapela, onde segundo a tradição terá nascido. Haverá outra explicação
para a alcunha de Cabrilho? Haverá outra explicação para o topónimo do porto?
JUAN GALLEGO E NAVIDAD
DOIS TOPÓNIMOS DO MESMO PORTO
Em 25 de
Dezembro de 1540 atracou no porto de Juan Gallego, a primeira
armada com o Vice-Rei Mendoza e o Governador Alvarado, mais
o bispo Marroquin e Cabrilho,
conforme se confirma em diversos documentos. Cito de um documento mexicano: “El
Virrey don Antonio de Mendoza llegó con su armada al proprio puerto, el 25 de
diciembre de 1540. Precisamente por ser día de Navidad, se le impuso ese nombre
al antiguo Puerto de Cihuatlán o de Juan Gallego” (7). Este
documento atesta as diferentes designações para o mesmo porto:Cihuatlán, Juan
Gallego e Navidad.
O depoimento juramentado do Bispo da Guatemala transcrito atrás
é confiável, pois foi prestado durante o processo judicial referenciado,
por uma testemunha que assistiu ao descobrimento do porto.
Em abono da
verdade devo salientar, depois da conquista de Tenochtitlán, capital do império
asteca, a região mexicana onde se localizava o
porto foi conquistada a partir do interior durante diferentes expedições
terrestres iniciadas em 1523. Em 1535 ainda continuava a conquista dessa
região depois designada Nueva Galicia. Eventualmente,
o porto poderá ter sido avistado por um ou mais conquistadores vindos do
interior, em data anterior ao descobrimento marítimo pelo nosso compatriota.
Todavia, foi Cabrilho que aportou pela primeira vez com o seu barco em Dezembro
de 1540 nesse porto, numa viagem marítima com finalidade descobridora, porto
que passou a ser conhecido pelo topónimo Puerto de Juan
Gallego. Somente em 25 de Dezembro
de 1540, alguns dias após o descobrimento, com a ancoragem da primeira
armada – de Alvarado-Mendoza –,
o porto recebeu o topónimo Navidad.
Diversas obras referenciam as designações do porto. Seguem-se
algumas citações:
“El 1 de noviembre de 1542,
Ruy López de Villalobos, al mando de una flota de seis barcos, se hizo a la
vela en Navidad, llamado entonces Puerto de Juan Gallego” (8);
“Las naves de Villalobos
zarparon el 1 de noviembre de 1542 del puerto de Juan Gallego, en Bahía
Navidad, en el actual estado mexicano de Jalisco”. (9);
“Navidad fue un antiquísimo e
importante puerto en el pasado. (…) Primitivamente se le conoció con los
nombres de, Puerto de Cihuatlán, Puerto Santo, Puerto de Juan Gallego,
Puerto de la Navidad y Puerto de Xalisco.” (10)
DISCORDANTE
O historiador
norte-americano Harrry Kelsey no seu
livro, “Juan Rodriguez Cabrillo, Huntington
Library, San Marino”, fundamenta a sua discordância em narrações
ambíguas da viagem de Ruy
López de Villalobos atrás referida, e conclui serem
dois portos distintos, que, a ser verdade iria apagar uma
página relevante da vida do navegador. Mas, não é verdade, conforme irei
provar. Analisemos:
Na página
101 escreveu (tradução do original): “o roteiro
original da expedição diz que Villalobos saiu do Puerto de Juan Gallego…”.
Da página 102
transcrevo (tradução do original): “O cosmógrafo real Alonso de Santa
Cruz, escrevendo alguns anos depois da viagem, dá informação adicional que
ajuda a clarificar o assunto. Santa Cruz disse que Villalobos não partiu
directamente de Navidad, pelo menos não directamente. De acordo com a sua
descrição, Villalobos partiu do porto de Navidad, que é na costa da Nova
Espanha no Mar do Sul. Ele foi depois para o Porto Santo de onde largou para a
sua viagem no dia de Todos os Santos de 1542.” Então,
Kelsey deduziu, e, acrescento eu, deduziu bem (tradução do
original): “Santo é sem dúvida outro nome para Juan
Gallego…”. (Pág. 102). Porém, não deduziu
que Santo também era outro
nome para Navidad, conforme
prova o documento referenciado na nota 10, e outros documentos a seguir
apresentados:
O mapa do
piloto e cartógrafo Domingo del Castillo de
1541 (Figs. 2 e 4) tem gravado o porto em questão com o
topónimo Santo, e a obra “Apuntes
para la Historia de la Geografía de México”, por don Manuel Orozco y Berra,Tomo
11, Núm.1, México, regista ser Porto
Santo e Porto de Navidad designações do mesmo
porto. Transcrevo: “… Puerto Santo, como lo dice
Domingo del Castillo, es el mismo puerto de Navidad, e idéntico al Cihuatlán…»(11).
Kelsey, parece ser influenciado por uma descrição de um obscuro
participante na viagem de Villalobos, ficando
conhecida por “descrição anónima da viagem”. Com efeito, na página 103 do livro
referindo-se à “descrição anónima”, Kelsey escreveu (tradução
do original): “Esta descrição diz que depois de sairem de
Navidad, Villalobos descobriu que a carga estava arrumada de forma
imprópria. Em vez de regressar para Navidad, direcionou a frota para o
porto de Juan Gallego para descarregar e acondicionar a carga.” A
confusão terá surgido em consequência do desconhecimento dos diferentes
topónimos do mesmo porto.
Esclareça-se:
o porto de Navidad, porto de Juan
Gallego, ou porto Santo, tinha uma
largura e um comprimento consideráveis, com diversas baías e ilhotas até, na
grande “boca do porto”, conforme se observa na interessante Carta
geográfica del Obispado de Nueva Galicia de 1550. (Fig. 3);
num mapa de Colima de 1553 (in, Colima of the Newspain, in the
Sixteenth Century, de Carl Sauer, Berkeley); entre outros mapas
coevos. Provavelmente, a frota de Villalobos fez uma paragem
num local distinto do ponto de partida, porventura em uma das baías do porto,
para “acondicionar a carga”. É a inferência
mais lógica, pois segundo se prova, o mesmo porto teve designações
diferentes, iludindo os narradores ao escreverem as suas descrições em
datas diferentes, algumas anos depois da viagem deVillalobos,
e, segundo parece, também iludiram Kelsey.
No livro
citado, Kelsey refere um
mapa da costa da Nova Espanha de 1580, dito mapa de Cavendish,
o qual, segundo afirma (tradução do original): “mostra Juan
Gallego um porto na costa de Colima alguma distância a norte de Navidad”.
(Pág. 102) A afirmação vinculada a Kelsey oferece-me
dúvidas, porque os documentos coevos, datados de anos próximos após o
descobrimento do porto em 1540, assinalam na costa de Colima dois
únicos portos, um é o porto de Navidad, podendo estar
registado com outro dos topónimos: Juan
Gallego ou Santo, e, o segundo é o porto
de Santiago. Confirma-se
nomeadamente no mapa de Domingo del Castillo de 1541 que
tem registado o porto de Navidad com o
topónimo Santo, e a sul deste o porto de
Santiago (Fig. 4); no mapa do português António Pereira de 1545 que
repete a mesma nomenclatura. Saliento a “Relación Breve y Sumaria de la visita
hecha por el Lic. Lorenzo Lebrón de Quiñones, oidor del Nuevo Reino de Galicia
por Mandado de Su Alteza”, datada de 1553 do qual
se transcreve: “ En esta provincia de Colima hay dos
puertos del Mar del Sur, y el uno es el puerto
de Navidad, junto a la provincia de Cihuatlán. (…) Hay
otro puerto que se llama el de Santiago, está a nueve leguas
del de Navidad…” ( 12 ). Mais uma prova: carta geográfica de 1567 da
costa de Colima reproduzida do livro “Fray Juan
Larios, defensor de los indios y Fundador de Coamnila”, regista o
porto de Navidad e, a sul o porto de Santiago, assinalados na figura 5 com
setas vermelhas.
BARRA DE NAVIDAD
Os
mapas modernos do México não registam o porto com o topónimo
Navidad ou Juan Gallego, à
mesma latitude está inscrito: Barra de
Navidad. (Ver fig. 1) Como explicar esta
designação que substituiu os topónimos anteriores?
Solicitei à
Embaixada do México em Lisboa informação sobre documentos relacionados com o
assunto, como já fizera anteriormente para fins semelhantes. Facultaram-me
a direcção do Governo do Estado de Jalisco e da Secretaria de Cultura de
Jalisco, a quem manifesto a minha gratidão, em particular à historiadora
responsável do Centro Documental de Artes de Jalisco, pelo envio de informação
e de documentação preservada nos seus arquivos.
Em jeito de epílogo transcrevo a seguir o Despacho Titular da
Secretaria de Cultura de Jalisco enviado:
« DESPACHO TITULAR
DE LA SECRETARÍA DE CULTURA JALISCO
Buenas tardes Dr. João Soares
Tavares, agradecemos haberse acercado a Secretaría de Cultura para apoyarlo en
su investigación, para poderle dar una mejor respuesta nos acercamos a la
Licenciada Carmen Pedraza Rodríguez Encargada del Centro Documental de las
Artes de Jalisco la cual pongo en copia en este correo, haciéndonos llegar
información esperando le sea de utilidad:
Dando respuesta a su
cuestionamiento sobre la existencia del Puerto de Juan
Gallego que estaba ubicado en la costa de Jalisco en el siglo XVI y no
se puede localizar en mapas modernos:
Ya no existe el Puerto de Juan
Gallego, mejor conocido con el nombre “Puerto de la Navidad” de acuerdo la
publicación Historia Mexicana del Colegio de México, vol. 14 núm. 5
octubre-diciembre 1964.
“Tan pronto murió el virrey
don Luis de Velasco, la Audiencia de México ordenó destruir el astillero de
Navidad. Para 1564, esto ya había sucedido. Al informar de esto Juan Pablo
Carrión al rey de España el 11 de septiembre, sugería la conveniencia de
construir otro astillero em Te-huantepec o em Acapulco. Por suerte,
pues, se alcanzó a terminar la construcción de los navíos que fueron a la
conquista y pacificación del archipiélago de Filipinas. Destruido el astillero
de Navidad, se extinguió la vida de ese antiguo y legendario puerto de
Xalisco.”
…El antiguo Puerto de la Navidad estuvo ubicado en el lugar en
que ahora se halla el poblado o balneario denominado Barra de Navidad,
en la costa del Estado de Jalisco, como lo comprueban cartas geográficas y
documentos del siglo xvi publicados junto con este trabajo.
“Todavía en 1912,
a principios de este siglo, era conocido el Puerto de la Navidad con este
nombre, habiéndose formado la Barra debido a los acarreos del río
Chacala o Maravasco.” …
Efectivamente el Puerto de la
Navidad durante su historia llevo el nombre de Puerto de Juan Gallego, cito:“. DE
LA EXISTENCIA del puerto de la Navidad en el siglo xvi,
existen numerosas pruebas documentales y testimoniales, mismas que confirman
que efectivamente existió cuando se construyeron las naves y éstas partieron a
la conquista de las Islas Filipinas, en 1564.
Navidad fue un antiquísimo e
importante puerto en el pasado. En realidad, puede decirse que tiene una
historia muy antigua, interesante y poco conocida. Primitivamente
se le conoció con los nombres de Puerto de Cihuatlán, Puerto Santo,
Puerto de Juan Gallego, Puerto de la Natividad y Puerto de Xalisco.”
Espero que le sea de utilidad
la información.
Saludos
Lic. Carmen Pedraza Rodríguez
Dirección de Patrimonio Cultural, Secretaría de Cultura, Jalisco
CONCLUSÕES
1 – O
Despacho Titular da Secretaria de Cultura de Jalisco, confirma o
resultado da minha pesquisa expresso neste artigo: existência de um porto na
costa mexicana do actual estado de Jalisco (porto descoberto
por Cabrilho), que teve diferentes topónimos entre os quais Juan
Gallego e Navidad, localizado
no mesmo espaço geográfico onde se formou a Barra de Navidad, em
consequência do assoreamento do rio Chacala ou Maravasco.
2 – O topónimo Puerto de Juan Gallego perdeu-se
prevalecendo o topónimo Puerto de Navidad até
ao início do séc. XX.
3 – Cabrilho foi o descobridor do porto que ficou conhecido
por Puerto de Juan Gallego.
4 – Existe
uma similitude entre Cabrilho e Juan Gallego que permite
relacioná-lo com a “casa do galego” de Lapela, e reforçar o verossímil
nascimento do navegador nessa aldeia, onde existe uma tradição oral de referência.
(João Soares Tavares
escreve segundo o anterior acordo ortográfico)
NOTAS
(1)
Nomeadamente: “João Rodrigues Cabrilho um português entre
Lapela, Tulha Nova e Palma del Rio”, in Revista Aquae Flaviae nº 66
de Junho de 2023; “A verdadeira nacionalidade de João
Rodrigues Cabrilho”, in Ecos de Barroso de 5 de Janeiro de
2024; “Afinal qual é a verdadeira nacionalidade
de João Rodrigues Cabrilho? – Análise do livro de Wendy Kramer que desviou a
nacionalidade de Cabrilho para Espanha”, in Suplemento CULTURA do Diário
do Minho de 17 de Janeiro de 2024 e de 31 de Janeiro de 2024, trabalhos do
autor deste artigo.
(2) Para os
interessados num conhecimento mais pormenorizado do assunto veja-se, Tavares,
João Soares,“O porto de Navidad e a terra natal de João
Rodrigues Cabrilho”, in Revista Aquae Flaviae nº 69 (pág. 97 à
pág. 138), Dezembro de 2025.
(3) Probança
hecha por parte de Joam Rodriguez Cabrillo nel pleyto que tracta com don
Franscisco de la Cueva, sobre los pueblos de Tacuba y Jumaytepeque,
Archivo General de Indias, Sevilha, cit. em Tavares, João Soares, João
Rodrigues Cabrilho um Homem do Barroso?, 1998.
(4) Méritos Y servicios de Juan Rodriguez
Cabrillo, in Anales de la Sociedad de Geografia e Historia, Archivo
General da Guatemala.
(5) Méritos Y servicios de Juan Rodriguez
Cabrillo, idem
(6) Pizano y Saucedo, Carlos, El
Puerto de la Navidad y la expedición de Legazpi, México, 1964
(7) Pizano y Saucedo, Carlos, idem
(8) Alvarez, José Rogelio, Puerto de Navidad, la costa de
Jalisco y la navegación del Pacífico, 1957
(9)
Alvarado, García de Escalante, (1516?-1556) Relación
del Viaje que hizo desde Nueva España a las Islas del Poniente, después
Filipinas, Ruy López de Villalobos, de orden del Virrey de Nueva España
Don Antonio de Mendoza, est. prelim. de Carlos Martínez Shaw,
Santander, Servicio de Publicaciones de la Universidad de Cantabria, 1999.
(10) Pizano y Saucedo, Carlos, ob. cit.
(11) Orozco Y Berra, Manuel, Los
Conquistadores de México. México, 1938; “Apuntes para la Historia
de la geografía en México”; Año IV, Tomo 11, Núni. 1, México, 1873.
(12)
Quiñones, Lorenzo Lebrón de, “Relación Breve y Sumaria de la visita
hecha por el oidor del Nuevo Reino de Galicia por Mandado de Su Alteza,
1553”, Boletín de la Junta Auciliar Jaliscience de la Sociedad Mexicana de
Geografia e estadística, ed. 1952
FONTE: SUPLEMENTO CULTURA DO DIÁRIO DO MINHO DE 31/12/2025
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