Celebrações
dos 900 anos do nascimento de Portugal
Primeiro passo será dado em Zamora, dia 8 deste mês
A
Associação Grã Ordem Afonsina (GOA) nasceu em Guimarães, com propósitos locais
e nacionais. Não é contra ninguém. E, nascendo de uma polémica provocada pelos
erros históricos, pretende, acima de tudo, aprofundar a verdade histórica,
privilegiando, a ciência à luz dos factos. À falta deles, seguir a tradição,
mas sem ziguezaguear em função de interesses ocultos.
A
GOA nasceu com três objetivos: celebrar o dia Um de Portugal em 24 de Junho; o aniversário
de D. Afonso Henriques, em 25 de Julho; e o dia da Lusofonia, em 5 de Maio
de cada ano.
Finalmente,
o poder local centrou em S. Mamede os holofotes do nono centenário do nascimento
de Portugal, fixando a data geracional: 24 de Junho de 1128. Daqui até
1179 foram 51 anos sazonados, em lume brando, mas todos eles importantes para o
reconhecimento da Nação completa, sem atropelos e com créditos, em todos os
quadrantes da Lusofonia.
Nos
quase seis anos de personalidade jurídica, a Grã Ordem Afonsina sempre
dialogou, em termos institucionais, com o poder político. Em 24 de Junho de
2020, perante a presença da Vice- Presidente da autarquia vimaranense, doze
instituições do concelho assinaram um protocolo no qual se comprometeram a «apoiar
a Câmara, na criação de uma estrutura de missão que junte personalidades e
instituições, públicas e privadas, associações culturais e demais forças vivas
de Guimarães, de Portugal e do Espaço Lusófono, com vista a estruturar e a
implementar,em Guimarães, o grande farol da cultura Lusíada para futuramente
iluminar e mover a defesa e divulgação da paideia lusa por todo o mundo».
As razões deste projeto foram contemporâneas do Covid 19. Mas os seus promotores não tolheram a criança. Pelo contrário, sendo o seu principal objetivo acertar a cronologia histórica oficial. O dia 24 de junho fixou a data da batalha de S. Mamede; o aniversário do nascimento de Afonso Henriques fixou- se em 25 de julho; e a 5 de maio passou a celebrar-se o dia mundial da Língua Portuguesa. Esta tríade de datas, com que Portugal passou a simbolizar o pódio dos jogos olímpicos da Lusofonia, vão ser reconhecidas, como tais, no dia 24 de junho de 2028.
900
portugueses rumam a Zamora este fim de semana
A
Grã Ordem Afonsina leva avante este projeto, sempre em parceria com entidades
do poder político e com dois artistas que, desde há dois anos, ligaram as duas
cidades, quando esculpiram em granito de S. Torcato o busto do nosso primeiro
Rei, enquanto jovem, Afonso Henriques, que está colocado em Zamora, junto da Sé
Catedral onde, em 8 de Junho de 1125 o nosso primeiro Rei se armou Cavaleiro,
condição essencial para legitimar, em 24 de Junho de 1128, a vitória sobre as
tropas da própria Mãe, D. Teresa.
A
iniciativa começa sexta-feira, dia 6, no Centro Histórico de Guimarães. A
partir das 18h concentrar-se-ão representantes das instituições que irão
enfileirar-se, ao longo do percurso de 900 cidadãos, em todo o tipo de
transportes, os 288 km, ida e volta até à Sé Catedral de Zamora, para assinalar
os 900 anos certos em que Afonso Henriques se armou cavaleiro nesse templo
Histórico. Um primeiro passo para, em 24 de junho de 2028, celebrarmos os 9
séculos da Nação Portuguesa.
João
Miranda
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