Braga, 6 de abril de 2024, ao estimado amigo
Dr. Jorge Lage:
Vai devagar não te
apresses
Nem mesmo para a ventura
Quem mais corre mais
encurta
O atalho pra sepultura.
A minha saudosa avó
Dizia com certa graça
Tornamo-nos muito mais
sábios
Cada ano que por nós
passa.
Quando cá já não
estivermos
Não poderemos contar
Podem lembrar-se de nós
Mas ninguém nos vem saudar.
Com toda a maior estima
Venho dar-lhe parabéns
E desejar felicidades
Pelos anos que agora tem
Um abraço de amizade.
Nos anos dizemos sempre
É o que diz toda a gente
Parabéns, felicidades
Mas a pura realidade
É o aumento
crescente
Dos anos da nossa idade.
Enquanto recebermos a
saudação dos amigos, é sinal de que ainda cá estamos. Diz-se que por sardinha
cansou o burro, mas não é mais um ano que faz a diferença; um dia li algures,
que os anos que pesam, não são os que vêm, mas os que cá estão.
O relógio conta cada vez
mais uma hora no tempo, mas é menos uma hora no nosso ciclo de vida.
Um grande abraço de
parabéns, do amigo Júlio de Barros.

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