sexta-feira, 12 de abril de 2024

A.M. Pires Cabral: «Não há um português-tipo, mas vários portugueses»

A editora Sabaria acaba de publicar Singularidades de A.M.Pires Cabral.

É a segunda obra deste autor que se publica nesta editora. A primeira: el Puerco de Erimanto y otras fábulas é o número um da editora e foi eleita dado a editora visar a divulgação da literatura da Raia e ser este o autor que junto com Camilo Castelo Branco e Torga soube interpretar magistralmente a realidade de Trás-os-Montes.

“Singularidades”. Neste título os críticos viram uma ligação com Eça de Queirós através do conto Singularidades de uma rapariga Loira. O conto do Eça esteve presente no momento da escolha do título?

De modo nenhum. O facto de a palavra ‘singularidades’ aparecer no título de um conto de Eça e no título do meu livro é pura coincidencia. De resto, creio que nunca li esse conto de Eça.

Eça é um dos autores da literatura contemporánea mais lidos em Espanha. Que importância representa o Eça na sua formação?

Para ser honesto, direi que muito pouca. Li uma dúzia de livros de Eça, e não posso deixar de considerar que se trata de um grande artista da palavra. Mas, aparte isso, é um escritor a que não reajo com muita intensidade. Parece-me que há um défice de portugalidade na prosa de Eça. Ler um romance de Eça dá-me sempre a sensação de que estou a ler um romance francês em tradução portuguesa.

 

FONTE: https://www.diariodetrasosmontes.com/entrevista/am-pires-cabral-nao-ha-um-portugues-tipo-mas-varios-portugueses

 

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