É a segunda obra deste autor que se
publica nesta editora. A primeira: el Puerco de Erimanto y otras fábulas é o
número um da editora e foi eleita dado a editora visar a divulgação da
literatura da Raia e ser este o autor que junto com Camilo Castelo Branco e Torga
soube interpretar magistralmente a realidade de Trás-os-Montes.
“Singularidades”. Neste título os
críticos viram uma ligação com Eça de Queirós através do conto Singularidades
de uma rapariga Loira. O conto do Eça esteve presente no momento da escolha do
título?
Eça é um dos autores da literatura
contemporánea mais lidos em Espanha. Que importância representa o Eça na sua
formação?
Para ser honesto, direi que muito
pouca. Li uma dúzia de livros de Eça, e não posso deixar de considerar que se
trata de um grande artista da palavra. Mas, aparte isso, é um escritor a que não
reajo com muita intensidade. Parece-me que há um défice de portugalidade na
prosa de Eça. Ler um romance de Eça dá-me sempre a sensação de que estou a ler
um romance francês em tradução portuguesa.


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