Poeta, dramaturgo prosador e
tradutor, nascido em Praga (na altura integrada no Império Austro-Húngaro) a
4.12.1875 e falecido no Sanatório de Valmont na Suiça, a 29.12.1926, é um poeta
de língua alemã de projecção universal. Conheceu as figuras mais marcantes da
sua época, da Literatura à Música, da Pintura ao Ballet, da Filosofia ao
Teatro, da Escultura à Arquitectura. Fez inúmeras viagens na Europa e fora
dela, integrando na sua poesia o que via. O seu estilo vai evoluindo para um
modo cada vezmais objectivo do dizer poético. Rilke foi o último Poeta a viver
como tal, sendo amiúde convidado para permanência em vários castelos que
pertenciam aos aristocratas que mais o apreciavam e ao mesmo tempo eram seus
mecenas. Mas Rilke sabia conviver e ser próximo desses seus mais fervorosos
admiradores, confiava na sua generosidade e compreensão da sua Obra. Mas também
era admirado por pessoas mais novas que, no entusiasmo de leitura dos seus
poemas, os copiavam e divulgavam nos seus círculos.
terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Os sonetos a Orfeu seguidos de Poemas à noite
Comemorando os 100 anos passados desde a publicação de Os Sonetos a Orfeu (1923), esta publicação dá ainda a conhecer o misterioso ciclo Poemas à Noite (1913-16). Se o primeiro é reconhecidamente uma das maiores obras de Rainer Maria Rilke, escrita como um memorial à recém- -falecida bailarina Wera Knoop, durante a famosa estadia do autor no castelo de Muzot, a segunda revela-nos em traços claros como o substantivo «noite» é central na poesia de Rilke: a seguir a «vida», é a palavra mais frequente no seu vocabulário. Um ciclo de poemas escritos como balanço, esboço, preparação para as duas grandes obras do autor: As Elegias de Duíno e Os Sonetos a Orfeu.
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