quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Um pacote …

 

Entre o socialismo e a social democracia, existem diferenças. E grandes. Em Portugal, nunca os sociais democratas (ressalvando uma ou outra excepção) se interessaram em as colocar na mesa. Uma delas, talvez a mais importante, é a defesa da igualdade de oportunidades. Coisa que esteve sempre fora do horizonte socialista, porque a única razão de ser socialista é o empobrecimento dos cidadãos, com o fito apenas da manutenção do poder. Por essa razão distribuem migalhas, e nelas são incluídos os de sempre, os do costume.

O pacote anunciado pelo dr. Costa, que alguns caracterizam de falta de verdade, de truques ou ilusões, não passa de mais uma manhosice. 

Não nos vamos esticar no comentário, mas daremos um exemplo.

Um pensionista com 5000 euros de reforma, vai receber uma ajuda de 2500 euros, um pensionista com 300 euros de pensão receberá 150 euros. As ajudas, como se vê, vão sempre para os do costume! Um pobre, com os socialistas, há-de continuar sempre pobre. Não foi por acaso que um especialista português, num estudo realizado há uns tempos, indicava que em Portugal, uma família pobre demorava mais de cem anos a ultrapassar a situação dramática da pobreza!

Mas utilizemos ainda o pensionista com 5000 euros de reforma. Este individuo, se for saudável, vive como um rei, se comparado com 80% da população portuguesa. Vive muito melhor do que um cidadão no activo que receba em bruto 3000 euros (que em tempos era da classe média). Esse cidadão não vai receber um cêntimo porque o dr. Costa entende que é um cidadão rico! E, sendo rico, o dr. Costa entendeu que, neste caso, só iria ajudar os cidadãos com vencimentos brutos de 2.700 euros (nunca se diz que são vencimentos brutos. Aos 2700 euros retirem os 40% que o “Estado” lhes rouba e verifiquem quanto recebem).

Para se perceber o que são salários brutos e  salários líquidos, recorremos ao exemplo dado por Manuel Loureiro na sua página no Twitter:


Lições de economia para totós 1ª lição:


Não temos especializações de economia nem de finanças, mas sabemos fazer contas e, culturalmente, entendemos os trocadilhos dos números. Por essa razão, e ficamos por aqui, julgamos que a melhor forma de ajudar as famílias, numa situação de igualdade de oportunidades, seria baixar os impostos e a seguir produzir um pacote de ajuda para os mais necessitados, diferenciando as ajudas.

Mas nem o dr. Costa, nem os socialistas, querem. Porque os impostos vão pagar esta ilusão, ou seja, esta aldrabice.

Rematamos com este comentário de António Nogueira Leite na sua página do twitter:


A inflação permite a Costa fazer cortes salariais sem precisar de lhes chamar cortes. Em 1983 a inflação permitiu ao dr Soares fazer cortes de 10% (reais) com aumentos de 20% (nominais). Sócrates foi o azarado q n conseguiu cortar e ao mesmo tempo poder falar q estava a aumentar

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