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| CUSTÓDIO MONTES |
Manto
Também vesti o manto que me cobre
Desde o momento chave em que nasci
Desde então não há nada que me sobre
Deixei tudo fugir do que vivi
O manto que me sobra ficou pobre
Pois dia a dia andei, tudo perdi
E nada recupero até ao dobre
Do repicar do sino sobre mim
Irei refugiado na palavra
Que ficará indemne após a lavra
Harmoniosa e firme no seu canto
Do resto nada fica e o que ficar
É apenas o trajo a relembrar
Fica de testamento este meu manto
Custódio Montes
11.8.2022
in: REGRESSO


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