Ainda me
recordo de o meu pai e o meu irmão mais velho usarem um relógio com um cordão
semelhante. Porém, eles, para além do cordão tinham uma bolsinha em crochet de
algodão sobre o escuro, feito pela minha mãe ou pela minha irmã mais velha,
para melhor aguentar qualquer choque, embora os relógios fossem resistentes e
tivessem já uma capa protectora de metal.
As demais
pessoas da aldeia perguntavam, aos poucos que tinham relógio de bolso, ainda
não havia lá relógios de pulso, as horas do dia. Outros guiavam-se pela altura
do sol e pelas sombras que se projectavam na rua principal da minha aldeia.
Um tempo
rural mágico que já passou.
Ando desassossegado para visitar o Museu e os vários milhares de peças que tem... Memórias e mais memórias de um antanho que se está a perder.
Jorge Lage.

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