E convém que se ouçam estes dois comentadores porque são os únicos que comentam a coisa a sério. Com verdade!
O resto é conversa fiada.
Os homens verdes de que estes comentadores falam, são os mesmos descritos em Sol dos mortos de Ivan Chmeliov. Parece mentira mas é verdade.
Ivan Chmeliov (1873-1950) nasceu e foi criado em Moscovo, onde se formou em Direito. Em 1918 instalou-se na Crimeia. Foram anos de fome, medo e humilhação. Em 1920, o filho único do escritor, ex-oficial do Exército Branco, foi preso no hospital e fuzilado.
Emigrou em 1922 para França. A sua obra-prima, onde conta a história da Crimeia do pós-guerra, um testemunho vivo da pavorosa concretização da “grande experiência de transformação” politica e social da Rússia levada a cabo pelo partido bolchevique, foi saudada por Thomas Mann.
Em Março de 1922, 400 mil pessoas passavam fome; 75 mil morreram. Até ao Verão de 1923, 100 mil pessoas morreram de fome.
É sobre esta tragédia que Chmeliov se debruça em O Sol dos mortos.

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