domingo, 29 de maio de 2022

O atraso português – Modo de ser ou modo de estar?

 O Portugal de hoje é o país da propaganda (paga); das televisões. A OCDE diz que Portugal vai ser o país da OCDE com maior crescimento económico. Ora a coisa dita assim, não passa de propaganda porque é uma situação conjuntural e não estrutural. Como foi o que mais caiu na fase pandémica, é natural que agora recupere (este ano) mais do que os outros. É um país atrasado e medíocre. Falhado, fracassado. Altamente estatal, com salários baixos (miseráveis se comparados com os outros vizinhos europeus), educação sem qualidade alguma (apenas funciona para estatística – e propaganda) e altamente corrupto. Segundo Maria José Morgado, um país com uma “Cultura de impunidade, nepotismo e amiguismo” têm “feito de Portugal um país pobre e atrasado”.

Um país onde perdura o nepotismo endémico, em todas as áreas, desde a educação, à saúde, à política …

Fomos ultrapassados por todos os países de Leste e estamos estagnados há 21 anos.

Entre 1960-1972 e 1986-1992, houve uma trajectória ascendente do Produto Interno Bruto per capita, o que gerou, nestes períodos, uma convergência real com a Europa.

O nosso modelo económico acaba por sustentar o predomínio da pobreza, com excepção de algumas elites: empresariais e políticas.

Portugal tem ordenados de miséria e fiscalidade de muito ricos. Somos os que ganhamos menos e pagamos mais. Portugal é, também no presente, a maior tributação da Europa para empresas (31,05%). Todos os produtos como electricidade e gás são dos mais caros da EU. Ou seja, os portugueses, com este modelo económico empobrece há três décadas. Em 1994, 30% da população estava em risco de pobreza, em 2020, esse risco é de 43,5% que, com as transferências sociais, passa para 50%.

Isto é um cheirinho das primeiras 10 páginas deste livro. Aborda ainda os prognósticos como o texto de Antero de Quental, tratado neste blogue, durante esta semana, por Jorge Sales Golias.

Isto tem sido ao longo dos anos referido neste blogue. Muita gente como Medina Carreira ou Pulido Valente disseram-no. João Maurício Brás tem a particularidade de trazer o assunto para livro, bem consolidado nos vários estudos realizados. Agregou um conjunto de elementos que nos ajudam a perceber o país onde vivemos, e por quem somos “governados”.


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