Um país onde perdura o nepotismo
endémico, em todas as áreas, desde a educação, à saúde, à política …
Fomos ultrapassados por todos os
países de Leste e estamos estagnados há 21 anos.
Entre 1960-1972 e 1986-1992, houve
uma trajectória ascendente do Produto Interno Bruto per capita, o que gerou,
nestes períodos, uma convergência real com a Europa.
O nosso modelo económico acaba por
sustentar o predomínio da pobreza, com excepção de algumas elites: empresariais
e políticas.
Portugal tem ordenados de miséria
e fiscalidade de muito ricos. Somos os que ganhamos menos e pagamos mais.
Portugal é, também no presente, a maior tributação da Europa para empresas
(31,05%). Todos os produtos como electricidade e gás são dos mais caros da EU.
Ou seja, os portugueses, com este modelo económico empobrece há três décadas.
Em 1994, 30% da população estava em risco de pobreza, em 2020, esse risco é de
43,5% que, com as transferências sociais, passa para 50%.
Isto é um cheirinho das primeiras
10 páginas deste livro. Aborda ainda os prognósticos como o texto de Antero de
Quental, tratado neste blogue, durante esta semana, por Jorge
Sales Golias.
Isto tem sido ao longo dos anos
referido neste blogue. Muita gente como Medina Carreira ou Pulido Valente
disseram-no. João Maurício Brás tem a particularidade de trazer o assunto para
livro, bem consolidado nos vários estudos realizados. Agregou um conjunto de
elementos que nos ajudam a perceber o país onde vivemos, e por quem somos
“governados”.

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