quarta-feira, 4 de maio de 2022

NOTAS DE RODAPÉ (226) - As Visitações de Alijó e Alguns Documentos Dispersos

JORGE  LAGE
As Visitações de Alijó e Alguns Documentos Dispersos – Documentos para o seu estudo Vol. III – O Doutor, Armando Manuel Gomes Palavras, na sequência de dois trabalhos publicados anteriormente, editou mais um conjunto de documentos, sobre as visitações ao edificado religioso nos séc. XVII e XVIII. Este trabalho de 200 páginas, que a editora «5 Livros» publicou em 2022, com uma bela capa aqui reproduzimos, foi algum material documental que serviu de suporte científico às teses de mestrado (2001) e doutoramento (2011) do seu autor. 

Para além do interesse que os velhos documentos encerram em si, este trabalho assume-se como um caminho artístico a seguir por outros estudiosos sobre a grande valorização que as instituições proprietárias coevas colocavam no seu património edificado religioso. Neste caso as «igrejas setecentistas do Património Novo da Universidade de Coimbra – Bispado de Lamego». Este trabalho de divulgação incide sobre as Igrejas de Alijó e inclui a visitação às igrejas:  de Goães (Vila Verde), capela de Nossa Senhora da Conceição (Santo Tirso). Contempla «documentos dispersos» referentes aos concelhos: Sta. Marta de Penaguião, Vila Real, V. P. de Aguiar, Macedo de Cavaleiros e Freixo de Espada-à-Cinta. Também se pode ver que qualquer diligência ordenada tinha de ser cumprida porque as coimas eram executadas. Nesta obra vem exposto o périplo ordenado ao arcebispo de Braga, Dom José de Bragança, pela diocese, a fim de se evitar turbulências na sede do arcebispado. Este trabalho ganha assim uma nova vida bem como as instituições e trabalhos em causa. É um trabalho pedagógico sob o ponto de vista dos métodos e rigor então usados. Hoje mais do que nunca os trabalhos de restauro dos bens móveis e imóveis devem ter sempre o apoio e anuência dos serviços diocesanos e municipais e nos casos de elevado valor da própria Direcção-Geral do Património Cultural. Parabéns ao Doutor Armando Palavras por trazer a público tão singular e interessante obra.

Jorge Lage

 

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