Lindo
passeio
Aqui,
junto ao Gier, lindo passeio…
Campos
a florir em cor de Primavera!
Calmamente,
com os pulmões de ar cheio,
Sentimos
este novo tempo, nova era,
Que
acolhemos na beleza deste dia…
A
neve no nosso caminho, e muita alegria! (1)
Caminhamos
junto ao Gier, em suas margens,
Sentindo
a frescura das águas no seu correr…
À
nossa frente, as mais lindas paisagens
Que
os olhos, bem abertos, não se cansam de ver.
Estar
nesta terra das origens: como é bom!
Aqui
sentimos Champagnat e o seu dom! (2)
Pelos
caminhos internos subimos ao cemitério,
Também
por entre lindas cerejeiras em flor…
Saúdam-nos
como se este fosse o seu império,
Com
os frutos a colher em maio: cerejas, um amor!
No
cemitério, recolhidos, balbuciamos uma oração.
Tantos
Irmãos, ali, desde os inícios da Congregação! (3)
Continuamos
depois, entre mais alguns penedos…
O
rochedo de L’Hermitage, que Champagnat trabalhou.
Na
sua grandeza, enche-nos quase de inteiros medos…
Mas
foi aqui que a nossa história marista se forjou.
Escutamos:
“Esta é a rocha de que fomos talhados!”
Com
esta rocha todos nós estamos hoje identificados! (4)
Nós
estamos hoje, nas pegadas de Champagnat,
A
estudar e rever o “Projeto Educativo Marista!”.
Queremos
colher o melhor para hoje e para amanhã,
Para
que com a Boa-Nova de Jesus que se avista,
O
Educador marista ajude a transformar o mundo,
Semeando
esperança em gesto evangélico, profundo! (5)
Teófilo Minga
L’Hermitage
(Saint Chamond), 05 de abril de 2022.
1) Um
daqueles passeios simples de todos os dias, depois do almoço. “Para fazer a
digestão” como dizemos. De facto, para nos alegrarmos um pouco juntos,
acolhendo este linfo sol de Primavera, depois de temos chegado a L’Hermitage
(Saint Chamond) com muita neve à nossa volta. Ainda se veem alguns restos desta
neve. Talvez uma derradeira presença de Inverno por estas terras. A temperatura
subiu de menos 2 graus, quando chegamos há três dias, a 7 graus, temperatura a
que nos encontramos agora. Nota-se, essa mudança de temperatura. No passeio
participam os Irmãos Facchi e Teófilo (que escreve estas linhas de memória do
passeio) e a Adriana e a Cecilianey, leigas maristas brasileiras onde,
juntamente com outros membros da Comissão, trabalham na revisão do documento
MISSÃO EDUCATIVA MARISTA. A ideia é entregar ao capítulo de 2025 a nova versão
desse documento para ser aprovada e apresentada ao Instituto.
2) Estamos
nas terras de Fundação da Congregação dos Irmãos Maristas. Em Lavalla, a 6
quilómetxtors daqui fundou a Padre Champagnat a Congregação dos Irmãos
Maristas, em 2 de janeiro de 1817. Em 1825 deslocava-se com os primeiros Irmãos
para L’Hermitge. Um dos primeiros elementos que encontramos ao chegar a
L’Hermitage é o rio Gier (a ÁGUA). O segundo a que faço referência na estofe 4
é o ROCHEDO ou a ROCHA que Champagnat trabalhou com os primeiros Irmãos. Tão
importante são esses dois elementos desde as origens do Instituto, que em 2006
foi publicado um livro sobre a Espiritualidade da Congregação com o título que
põe esses dois elementos em conjunto: ÁGUA DA ROCHA – ESPIRITUALIDAIDE MARISTA
QUE BROTA DA TRADICÇÃO DE MARCELINO CHAMPAGNAT. São esses dois elementos que
descobrimos no nosso passeio.
3) Continuamos
o nosso passeio pelo interior da propriedade de L’Hermitage. Não é difícil
neste momento do ano encontrar várias árvores em flor anunciando já o fruto a
ser colhido, posteriormente. As que mais sobressaem aos nossos olhos são as
cerejeiras, cujos cerejas devem estar bem madurinhas e apetitosas em maio. Mas
há outras árvores de fruto, mais atrasadas na floração, como as pereiras e as
macieiras. L’Hermitage é terá de bons
fruitos. Ao fim de um dos caminhos se encontra o cemitério onde repousam muitos
Irmãos, ali sepultados, desde o início da Congregação. E onde repousaram também
o Padre Champagnat e o Irmão Francisco. Hoje os seus restos mortais foram
deslocados para a Capela principal de L’Hermitage. Ali dizemos uma breve oração
por estes Irmãos, autênticos “rochedos” do Instituto ao longo dos tempos.
4) Aqui
a referência ao segundo elemento sobre visível em L’Hermitage. A ROCHA:
est´ominipr4sente por too o lado. Tanto assim, que se tornou um dos símbolos
mais poderosos do Instituto. Há uma canção em espanhol precisamente com esse
título: A ROCHA DE QUE FOMOS TALHADOS. Isto é de que foi talhado o Instituto
nascente dos Irmãos Maristas. Aqui o Padre Champagnat e os primeiros Irmãos
deixaram muitas horas de trabalho talhando precisamente a rocha para construir
a casa de L’Hermitage, quando os Irmãos mudaram de La Valla para L’Hermitage.
Aida hoje ao contemplarmos esta ROCHA imponente que se continua muito para além
da construção da casa, ficamos simplesmente admirados: como foi possível uma
construção assim no meio de tanta pedra? A verdade é que a casa surgiu para a
admiração de todos. E de elemento de trabalho a ROCHA (assim como a ÁGUA do
Gier) transformou-se também em elemento de oração.
5) Já
fiz referência, logo na primeira nota de uma Comissão estabelecida pela
Administração geral para rever o documento, com mais de 20 anos de existência
com o nome de MISSÃO EDUCATIVA MARISTA. Esse documento me inglês ficou com o
título NAS PEGADAS DE MARCELINO CHAMPAGNAT. Este título que eventualmente
poderia ficar o titulo oficial do novo documento depois da revisão e
atualização ser feitas dos conteúdos. E algumas ideias que podem aparecer na
visão do novo documento: o Educador marista torna-se discípulo de Jesus, nos
passos de Champagnat, ao estilo de Maria. É um semeador de esperança, na
esperança de que o mundo de amanhã possa ser melhor do que o mundo que hoje
trilhamos. A educação é, sem duvido, um poderoso elemento de transformação do
mundo… para melhor. O Educador Marista, através do seu trabalho traz a sua gota
de água para esse mundo melhor que todos sonhamos.
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