Reflexões
JBM _Fevereiro_2022 _”Uso do DIGITAL »Inteligente Artificial (3)
J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da
Universidade do Minho
Mas há muitos outros aspectos, esses positivos; que o uso do Digital permite. Por
exemplo »MP, um Missionário Católico Português na fronteira do Ganda com países
vizinho cheios de terroristas; que é meu amigo, me dizer, em resposta a mail
que mandei minutos antes, como vão as coisas na Missão dele, quanto a saúde,
roubos e muito outros aspectos Curiosamente MP dá-se bem com o clérigo da a
Mesquita que existe no terreno ao lado e o padre Protestante da Igreja
Protestante que MP permitiu que se implantasse no terreno da Missão, ataca-o ferozmente.
Mas, há outras maravilhas no uso da “Inteligência
Artificial”:
O meu filho JM em dias de Festa de anos de um dos
Familiares que temos no Rio de Janeiro, JM combinando com o outro Familiar do
Rio o dia e a hora, usando um telemóvel, consegue que eu, a minha Esposa, e
familiares aqui no meu apartamento de Braga, vermos, como se lá estivéssemos,
as Festividades realizadas no Rio de Janeiro. Usa-se uma “Aplicação” que se
chama de nome TeamViewer, que o meu filho JM, prof de Electrónica Industrial na
UMinho, sabe implementar no meu PC e não só. Com essa Aplicação, JM estando em
casa dele frente ao PC dele e eu em minha casa frente ao meu PC consegue ver-rme
e dizer-me onde é que eu estou a cometer
um erro e a forma de corrigir.
A “Aplicação” TeamViewer até permite em Audiências Reais
num dado Tribunal, uma testemunha a milhares de Kms de distância, ser vista, ouvida.
e assinar as declarações dela registadas pelo “tabelião” do Tribunal ali presente.
Tudo em segurança.
Há anos que quis ver qualquer coisa na Internet e
apareceu-me logo o “Facebook” a pedir que me registasse. Então; tentei “registar-me”.
A certa altura dessa operação pediram-me o nome dos bancos onde eu tinha conta.
Claro que fugi logo. Agora, TODOS
os dias ao abrir o meu PC o 1º email que aparece é o do Facebook a pedir que eu
complete o meu registo. Claro que que vai logo para o para Lixo.
O que mais me admira é haver muitos milhares de pessoas a usarem o Facebook
quando
Público é bem sabido que qualquer mensagem que se escreva na nossa página
do Facebook vai ser lida por milhões de outras pessoas, o que já deu origem a problemas
tratados em tribunal por pessoas que foram lesadas em vários aspectos.
O dono do Facebook, hoje, talvez o homem mais rico do mundo, usa vários “ardis”
para
obrigar as pessoas a inscrever-se no Facebook. Qualquer coisa que se
queira saber pelo Google, tal como o câmbio do Real, aparece um “informador”
que, aberto se vê que ´ o Facebook, o qual logo pede o código e pergunta “se não
está inscrito, inscreva-se” Portanto, a pessoa, como eu que não está inscrita,
deve fugir logo.
Também não estou inscrito no Twitter pelas mesmas razões. Mas, há até
altos responsáveis Governamentais que usam o Twitter. Até o Cavaco Silva usa o Twitter
e já o usava quando era Ministro e PR!!
Vale a pena citar caso de um jovem familiar nosso, residente em São Paulo, que por uma troca de email foi aliciado para encontro com um suposto colega num café das redondezas da casa onde morava. Chegado ao local, o suposto colega roubou-lhe a carteira o relógio e o telemóvel, e fugiu. Choroso, esse familiar voltou para casa e a Mãe teve de tirar os pequenos PCs e o telemóvel para ele não cair em nova cilada.
O mau uso do DIGITAL não leva a redução do uso da papelada para muitos problemas usuais
Por exemplo: o caso da mudança de
inquilino de um apartamento.
Figurantes: -O dono do apartamento;
-A Imobiliária; -As Finanças; -A Operadora de Luz; -A Operadora de Água; - A
Junta de Freguesia - A confusão e sobreposição de Operações e o amontoado de trabalhos.
Com a “Inteligência Artificial”
não seria possível resolver tudo isso de uma só vez, à beira de um computador
(PC)? Neste caso os PCs (e agora os Iphones) e a Inteligência Artificial para
NADA servem. Continua a serem precisos dúzias de papeis!!! Será assim, hoje, em
todos os países da Europa e do Mundo? Temos grandes dúvidas. O novo inquilino sofre.
1º tem de assinar um complicado “Contracto de Arrendamento” perante a
Imobiliária e esta, para salvaguarda dos interesses do seu cliente, exige uma
série de papeis: -a-papeis com os vencimentos dos três últimos meses do novo inquilino,
passados pela entidade processadora desses vencimentos, a qual, se não for
Entidade Pública, tem de ser Empresa de grande cotação Nacional ou
Internacional.
-b-Papel passado pelas Finanças com o Nº de Contribuinte
do novo Inquilino.
-c- Papel com o vencimento de um fiador
idóneo, passado pela Entidade Pública, ou Empresa de grande cotação Nacional ou
Internacional. (O fiador tem de estar presente no acto de assinatura do Contracto
de Arrendamento e assinar em conjunto com o novo inquilino). Com várias cópias
do Contracto de Arrendamento em papel, e depois de ter pago três meses de renda
de adiantados, o novo inquilino tem de ir à Junta de Freguesia local, entregar
uma dessas cópias e pedir que lhe passem mais três cópias autenticadas com prova
de que o novo inquilino mora mesmo naquele exacto apartamento. A seguir o
inquilino, com o Contracto de Arrendamento e o papel da Junta de Freguesia em
mãos, tem de ir ao representante local da Operadora de Luz e assinar contracto.
Trabalho igual para a Operadora de Gás, se não for a mesma da Operadora de Luz.
(Se fôr a representante da mais famosa Operadora do País em Braga, o paciente inquilino
terá de passar uma manhã ou uma tarde no balcão da dita na Loja do Cidadão).
Entretanto, o dono do apartamento
tem de ir às Finanças declarar a mudança de inquilino, entregando cópia em
papel do Contracto de Arrendamento. Depois disso, e só depois disso, o novo
inquilino pode ir (tem de ir) às Finanças para mudar a sua morada fiscal da sua
antiga morada para a nova morada.
Se tudo o que acima se refere
tiver corrido bem, ao fim de uma semana, pelo menos, o novo inquilino terá de
estar na sua nova morada de “atalaia” à espera que lhe vão ligar a luz e, depois
disso (só depois disso) terá de esperar que lhe façam as ligações de TV e
telefones, tendo antes assinado os respectivos contractos. Mas, o paciente novo
inquilino ainda terá de esperar pelo Gás, pois é preciso antes irem lá técnicos
da Operadora do Gás verificar que o esquentador, fogão de gás e circuitos
cumprem as regras regulamentares…
Se o novo inquilino, por ventura,
for um Português de “torna viagem” do Brasil, ainda que tenha BI Português, válido
para toda a vida, não pode registar nas Finanças a sua morada provisória em
casa de familiares, com residência em Braga e as respectivas contribuições e
impostos em dia, declarando esses familiares que esse seu parente, idoso, desde
que regressou do Brasil está a residir com eles. O idoso tem de ter um do Contracto
de Arrendamento. Dizem as Finanças que as leis actuais portuguesas para um Português
de “torna viagem” do Brasil, para mudar a residência do Rio de Janeiro para
Portugal, não pode ir morar para uma Casa de Saúde; tem de ter um Contracto de
Arrendamento!...
O autor do 1º Simplex dizia que
com esse seu Simplex a papelada ia acabar, mas o que verificou o paciente novo
inquilino quando pacientemente esperava nas Finanças, foi que, na dúzia de balcões
dessa Repartição, o número de papeis impressos passou muito da centena…
Um outro exemplo das tremendas
“burrocracias” que ainda existem é o da legalização de um barraco num terreno
agrícola para guardar ferramentas, equipamento de rega, etc. para se cultivar
umas leiras de mirtilos. O agricultor compra o barraco que é pré-fabricado. A
vendedora implanta no terreno o barraco e requisita na Câmara Municipal respectiva
a legalização. Para isso deposita cópia do projecto do barraco assinado por uma
Arquitecta inscrita em todas as câmaras municipais do País. Depois começa o
“martírio” do agricultor: ele tem de apresentar uma planta topográfica de pormenor
do terreno com a posição exacta do barraco, executada por um topógrafo
credenciado pela Câmara Municipal. Segue-se uma autorização provisória da
Câmara Municipal para a implantação do barraco. Depois o paciente agricultor
tem de apresentar a declaração de um engenheiro civil inscrito na Câmara
Municipal relativa à Fiscalização (!) da execução do barraco. O mesmo
engenheiro civil inscrito, ou outro, terá de assinar o “termo de conclusão da
Obra” existente no “Livro da Obra” existente na Câmara Municipal. A seguir ainda
há umas peripécias e mais pagamentos que só terminam com um fiscal da Câmara Municipal
que vai ao local e declara que o barraco está pronto a ser utilizado.
Os jornais falam de decisões dos
governos para “autorizações na hora” para instalação de empresas. Porém, as
burocracias são tais e tantas que importantes empresas internacionais desistem de
se instalar em Portugal.
Note-se que apesar de nas TVs nacionais e Europeia aparecer como decisão
comum de Bruxelas que TODOS os países da EU devem aumentar muito o uso do
digital, o próprio portal das Finanças do Governo Português:
(https://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/apoio_contribuinte).
tem um mau sistema informático. Por exemplo, com alguma dificuldade
consigo entrar na minha conta das Finanças e ver se tenho algo em dívida.
Mas, embora eu disponha da Pass word da minha Esposa, não consigo de modo
algum entrar na conta dela. Por exemplo, um dos meus carros está em nome dela e
não sei quando (e como) tenho de pagar o respectivo imposto.
O Digital também permite maravilhas no funcionamento das Bolsa de Valores
nas grandes cidades europeias, Frankfurt (Alemanha, Paris, Londres e Wall Stret
dos EUA. Um broker (funcionário da bolsa encarregado da compra e venda de acções
e obrigações de todas as Empresas registadas na Bolsa
Pode instantaneamente realizar as operações de compra e venda que tem em mãos
aos melhores preços.
Acontece que para o mesmo efeito existem na sala de funcionamento da
Bolsa representantes de donos
de Edge Funds que são pessoas que querem, em cada dia de Bolsa comprarem grande
quantidade de títulos de empesas internacionais
que esperam irem subir de preço nos dias seguintes, para ganharem, com isso,
muitos milhões de US dólares, ou descartarem-se
de grande quantidade de títulos de
empesas internacionais que esperam irem descer de preço nos dias seguintes,
para não perderem muitos milhões de US dólares.
Ora; estes movimentos Bruscos nos valores dos títulos disponíveis nas referidas
bolsas podem darem origem a graves prejuízos na Economia não só dos EUA mas de
todos os países europeus.
Em 2012 tal aconteceu com a falência do Bandc de sede nos EUA Lehman Brothers Holdings e o então Presidente dos EUA, Barack Obama teve de “lançar mão” desse Banco,
garantindo o Estado os depósitos de pessoas e empresas sediadas nos EUA, até para não se dar o caso de uma “reacção
em cadeia”, isto é a falência de muitas pequenas empresas dos E UA (e não só).
Aconteceu que muito dinheiro e ouro de ofertas dos peregrinos
que iam a Fátima, foi depositado pelo Bispo de Leiria e Fátima no Lehman Brothers dos EUA, que dava bons
juros e se previa estar aí mais seguro. Ora, aconteceu exactamente o contrário,
porque Barack Obama
só protegeu os interesses
de pessoas e
empresas dos EUA. Portanto, o Bispo de Leiria e Fátima perdeu tudo:
Esses actos dos donos de
Edge Funds deram origem a
perturbações da economia mundial noutros casos:
Por exemplo, a compra em bolsa de milhares de barris de
Petróleo para serem entregues do prazo de seis meses por donos de Edge Funds e
outros, quando a capacidade de produção instalada nas principais empresas produtoras
de Petróleo no mundo inteiro durante seis meses, era inferir aos milhares de barris de Petróleo “arrematados”
nas Bolsas de Valores, deu origem a sérias perturbações da economia mundial, pois foi uma um acto “absurdo” e a
Economia é uma Ciência que trata de actos Reais e não de Actos Absurdos.
Há muitos outros tipos de actos Absurdos praticados por Especuladores que querem ganhar um “montão” de dinheiro num minuto, com grande prejuízo dos consumidores. E hoje, a necessidade de “Proteger o Ambiente” e, para isso, fugir ao uso da “Energia Fóssil”, diesel e gasolina, é um bom campo para os Especuladores actuarem (e estão a actuar ).
Por hoje fico por aqui.
Braga, Fevereiro_2022
J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do
Minho
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