Rangel,
Moedas e Passos Coelho na apresentação de livro de Pinto Luz
Também figuras
ligadas ao PSD como Luís Filipe Menezes, Pedro Santana Lopes, Maria Luís
Albuquerque ou Matos Rosa estiveram presentes. Do CDS-PP esteve o antigo
dirigente Luís Pedro Mota Soares e também marcaram presença figuras do PS como
Rui Paulo Figueiredo ou José Conde Rodrigues.
Oeurodeputado Paulo Rangel, o ex-primeiro-ministro
Pedro Passos Coelho e o presidente eleito da Câmara de Lisboa assistiram esta
terça-feira na primeira fila à apresentação do livro do autarca Miguel Pinto
Luz, sem comentários para a vida interna do PSD.
À chegada, Paulo Rangel, que tem deixado a porta
aberta a uma candidatura à liderança do PSD, não disse uma palavra sobre o
tema.
"Eu venho a um ato cultural, que é uma coisa que faço frequentemente", afirmou, limitando-se a confirmar que estará presente no Conselho Nacional do PSD de quinta-feira, como é "sua obrigação".
Questionado se são necessários novos protagonistas na política - como defende o vice-presidente da Câmara de Cascais no livro "Voltar a acreditar na política" -, o eurodeputado admitiu que todos concordam com essa afirmação, embora sem lhe atribuir um significado político.
"É sempre preciso atrair jovens para a
política", afirmou.
Já Passos Coelho escusou-se a prestar declarações -
"não vim aqui para falar" -, ao contrário e Carlos Moedas, que disse
ter vindo dar "um abraço e pedir um autógrafo" a Miguel Pinto Luz.
Questionado se o PSD precisa de novos protagonistas, o
novo autarca da capital admitiu que "a política precisa sempre de novos
protagonistas, que olhem e pensem a política de forma diferente", como
considera ser o seu caso.
Já sobre a vida interna do PSD, Moedas disse que não
irá pronunciar-se sobre o tema, uma vez que está focado na sua tarefa à frente
da Câmara Municipal de Lisboa.
Ainda assim, questionado sobre o artigo publicado no
sábado no Expresso pelo ex-Presidente da República Cavaco Silva - que faz
fortes críticas ao Governo, mas também classifica a oposição como "débil e
sem rumo" -, Carlos Moedas classificou-o como "um excelente
artigo", que gostou muito de ler.
Questionado sobre o mesmo artigo, o antigo
vice-presidente de Passo Coelho Marco António Costa, que passou pelo evento,
foi um pouco mais longe.
"Julgo que depois de afirmações de um
ex-Presidente da República que sentiu necessidade de vir publicamente dizer que
a oposição estava omissa na sua ação, julgo que este é um livro muito oportuno
de um político moderno", afirmou.
Questionado se Paulo Rangel é o novo protagonista de
que o PSD precisa, o antigo deputado eleito pelo Porto disse ser
"extemporâneo" pronunciar-se sobre nomes, mas apelou a "uma
profunda reflexão" dentro do PSD para "reforçar o seu papel de
oposição".
Também Miguel Relvas - que já declarou apoio a Paulo
Rangel - marcou presença na iniciativa, considerando ser importante
demonstrar que "há militantes e dirigentes do PSD que se preocupam com a
construção de uma alternativa ao atual Governo".
"O PSD não tem sido capaz de se assumir como uma
alternativa ao atual Governo", defendeu.
Na apresentação do livro de Miguel Pinto Luz - numa
sala a abarrotar num espaço no Príncipe Real, em Lisboa -, estiveram outras figuras
do PSD, como os ex-presidentes Luís Filipe Menezes e Pedro Santana Lopes (que
já saiu do PSD), a antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque ou o
antigo secretário-geral Matos Rosa. Do CDS-PP esteve o antigo dirigente Luís
Pedro Mota Soares e também marcaram presença figuras do PS como Rui Paulo
Figueiredo ou José Conde Rodrigues.
O livro de Miguel Pinto Luz 'Voltar a Acreditar na
Política', editado pela Oficina do Livro, foi apresentado em Lisboa pelo
deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, pelo presidente da Câmara de Cascais,
Carlos Carreiras, e por Nuno Sebastião, presidente da FeedZai, uma empresa
portuguesa dedicada à inteligência artificial.
Na obra, o ex-candidato à liderança do PSD Miguel
Pinto Luz defende que são necessários "novos protagonistas para os tempos
de hoje" para que os cidadãos voltem a acreditar na política.
Em entrevista à TVI, logo no dia seguinte às
autárquicas, Carlos Carreiras afirmou que Pinto Luz não disputará desta vez a
presidência do PSD e confirmou existirem "pontes" entre este e Paulo
Rangel.
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