Acaba de sair o livro impresso Memorial
do Seminarista (3). Coordenado por João Barroso da Fonte, teve a
colaboração de Abel Moutinho, Alfredo Costa, António Dinis do Vale, António
Mosca, Dias Baptista, Dias Vieira, Henrique Ferrador, Manuel Fernando de Sousa,
Mário Rodrigues Mário Telmo e Serafim de Sousa.
Foi editado pela Editora Cidade Berço (Guimarães). Sita: Apartado 108 - 4801-910 - Guimarães. Tel: 253 412319 / tele; 91 9632633. Email:barrosodafonte@gmail.com
Os antigos alunos do Seminário de Vila
Real, que funcionou entre 1930 e 2005, estão ali retratados. “Esta Instituição foi a primeira a abarcar os
vários graus do ensino: primário, secundário e superior no distrito de Vila
Real. Nos 75 anos de atividade passaram por aqui 3072 alunos, incluindo
praticamente todos aqueles que vieram a ser professores nesse mesmo
estabelecimento de ensino. Até aí a diocese de Vila Real estava na dependência
de Braga que, em 1921 abriu, em Gralhas, concelho de Montalegre, um
mini-seminário”.
Este forneceu esses primeiros docentes e
também os alunos iniciais, que estavam na dependência de Braga. O edifício fora
ofertado à diocese Bracarense pelo padre João Álvares de Moura, sobrinho de D.
Joaquim da Boa Morte, que lhe legou a Biblioteca e tudo o mais que reforçou o
estatuto de Casa do Conhecimento. Mas dois anos depois, Braga reclamou a
propriedade e quer os alunos, quer os professores foram transferidos para
Poiares da Régua. Nesse meio tempo o Convento de Santa Clara, em Vila Real, foi
reestruturado para Escola de formação, desde os primeiros anos até ao fim das
suas vidas.
Em 3/10/1986, onze antigos alunos
celebraram, no Cartório Notarial de Vila Real, a escritura da AAASVR
(Associação dos Antigos Alunos do Seminário de Vila Real). Mas somente em 2004
a publicação se fez no Diário da República, III série, nº 51 de 1 de Março
desse ano. A 1ª eleição para o mandato de 3 anos (1997-2001) teve como
presidente Saavedra da Costa. E, dali em diante, sempre se realizaram eleições,
passando a considerar-se marco anual, para confraternização, o dia 18 de Maio
de cada ano. Paralelamente os alunos da década de 1950/1960 passaram a criar
outro convívio, mais restrito. E, já depois disso, criou-se uma terceira via de
confraternização, a pretexto do S. Martinho” (Barroso da Fonte).
A pandemia prejudicou esses convívios
que, em 25 de Setembro, retomaram a normalidade, em Castro Daire, pelo facto de
o organizador do Encontro deste ano, José Henrique Ferrador, ali ter fixado
residência.

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