terça-feira, 7 de setembro de 2021

O Afeganistão e a Nova Rota da Seda Chinesa

 

A Aliança do Norte, o último recurso de resistência dos afegãos que se recusaram vergar aos terroristas (ministro do Interior dos talibãs, Sirajuddin Haqqani,  é procurado pelo FBI) talibãs, o último folgo de esperança, sucumbiu ontem (mas apenas ontem, porque desde Sexta-feira os talibãs levaram porrada a sério). O Diário de Notícias e o Público, relatam hoje o acontecimento. E as televisões indianas também. Ahmad Massoud enviou uma mensagem radiofónica aos afegãos.
O Irão criticou a investida ao Panshir.

Na investida de ontem estiveram os drones das Forças secretas do Paquistão (ISI) e os próprios comandos paquistaneses. Os talibãs sozinhos não tinham conseguido desalojar as centenas de Mujahidin. E claro, porque, neste momento, as atenções do Ocidente estão viradas para a crise humanitária e para o resgate dos seus colaboradores. A Resistência, neste momento, terá que se manter na clandestinidade até que surja a oportunidade – que não tarda.

Hoje, em Cabul centenas de Afegãos (com centenas de mulheres), sem medo, saíram às ruas, com frases de ordem contra os talibãs e contra o Paquistão. Mas as mulheres foram agredidas por esses bandidos. O vídeo é explicito.

Porque será que o Paquistão interveio directamente com as suas forças militares no terreno (transportadas de helicóptero?

1 – O Paquistão quer Caxemira e tem nos Talibã, a partir de agora, um apoio – já declarado. Mas que irá ter a resistência da India em força, como já anunciaram as televisões indianas.

2 –Os EUA (e as forças da coligação) ao abandonarem o terreno, o Paquistão está à vontade porque tem as costas quentes com a China.

Á China, neste conflito, interessa duas coisas essenciais:

1 – A questão dos  Uigures

2- O projecto da Nova Rota da Seda

Nesse projecto da Nova Rota da Seda, que consiste num conjunto de infraestruturas gigantescas na Ásia Central, a China está a patrocinar por completo um projecto gigantesco, com somas astronómicas no Paquistão (o eixo geoestratégico do corredor econômico China-Paquistão).


E aqui o Afeganistão tem um papel estratégico importante, cujas infraestruturas irá pagar com o rico minério do Panshir. Mas vai pagá-lo até ao tutano. O Afeganistão e quem fizer negócios com a China.

Angola, por exemplo, no tempo da bandidagem de dos Santos agradeceu à China por ter refeito as estradas que se mantinham do tempo da Antiga África Portuguesa. Passados três anos, com a aldrabice da construção chinesa, estavam piores do que as antigas com 40 anos! E isto passou-se em todo o território africano por onde passaram os chineses.

Nada nos move contra os chineses, bem pelo contrário. Na nossa biblioteca pessoal temos os volumes essenciais do pensamento chinês. O que nos move, neste caso, é a denuncia da aldrabice.


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