Daqui, retira-se:
“Em 1920, por iniciativa da Casa de Trás-os-Montes e
Alto Douro de Lisboa, realizou-se o I Congresso Transmontano.
Barroso da Fonte
Em 1941, entre 6 e 13 de setembro, teve lugar o II. Em
2002, 61 anos depois, decorreu o III e, em 2002, numa espécie de requiem, a
Casa regional que teve a ideia acabou por fechar, à imagem dos funerais de quem
morre com Covid-19, a série dessas movimentações regionalistas.
Incrivelmente não houve alma viva que em 2020 tivesse a ideia de invocar essa efeméride secular. Esperei até à última semana do ano, para louvar quem fizesse a diferença, numa espécie de bairrismo por Trás-os-Montes e Alto Douro. Essas quatro gerações que levaram a bom termo os quatro congressos, prepararam o terreno para os atuais autarcas, políticos, deputados e dirigentes partidários terem melhores condições. Estes políticos que temos, gerados na confusão concorrencial de ver quem mais alto sobe, não tiveram coragem, nem a dignidade, de invocar nomes de quem sonhou essas manifestações. Possivelmente não têm nas bibliotecas os livros, as monografias e as fotos desses antepassados, que tanto fizeram pela Região. A ignorância histórica anda arredada do passado, como se fosse o “Covid-1920 a 2020”. Ferreira Deusdado, Miguel Torga, António Jorge Nunes (este ainda vivo, mas o «maior» do III congresso) foram nomes corajosos, símbolos vivos dessas gerações. A Casa Regional de Lisboa – a Mãe de todas as «Transmontanas» da Lusofonia, sempre deu aos residentes, exemplos de como todos devemos pressionar o poder absoluto do Terreiro Paço, para dar aos «provincianos» aquilo que lhes pertence.
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| Hirondino Isaías |
O atual presidente teve a coragem de lançar a ideia de realizar o IV
congresso, o que conseguiu, em tempo e com meios limitados. Valeu a intenção e
a persistência que prolongou até perfazer o século que agora se cumpre”.
A que propósito vem este texto de João Barroso da
Fonte?
Tivemos a grata satisfação, hoje, de saber que “António Jorge Nunes (este ainda vivo, mas o «maior» do III congresso)”, está a preparar um volume sobre os quatro Congressos transmontanos. Que se vai intitular “Congressos Transmontanos 1920-2020 – um tempo do passado, presente e do futuro”.
O último livro publicado pelo autor, AQUI
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| António Jorge Nunes |




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