sábado, 4 de setembro de 2021

“Congressos Transmontanos 1920-2020 – um tempo do passado, presente e do futuro”

 

Daqui, retira-se:

Barroso da Fonte
“Em 1920, por iniciativa da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, realizou-se o I Congresso Transmontano.

Em 1941, entre 6 e 13 de setembro, teve lugar o II. Em 2002, 61 anos depois, decorreu o III e, em 2002, numa espécie de requiem, a Casa regional que teve a ideia acabou por fechar, à imagem dos funerais de quem morre com Covid-19, a série dessas movimentações regionalistas.

Incrivelmente não houve alma viva que em 2020 tivesse a ideia de invocar essa efeméride secular. Esperei até à última semana do ano, para louvar quem fizesse a diferença, numa espécie de bairrismo por Trás-os-Montes e Alto Douro. Essas quatro gerações que levaram a bom termo os quatro congressos, prepararam o terreno para os atuais autarcas, políticos, deputados e dirigentes partidários terem melhores condições. Estes políticos que temos, gerados na confusão concorrencial de ver quem mais alto sobe, não tiveram coragem, nem a dignidade, de invocar nomes de quem sonhou essas manifestações. Possivelmente não têm nas bibliotecas os livros, as monografias e as fotos desses antepassados, que tanto fizeram pela Região. A ignorância histórica anda arredada do passado, como se fosse o “Covid-1920 a 2020”. Ferreira Deusdado, Miguel Torga, António Jorge Nunes (este ainda vivo, mas o «maior» do III congresso) foram nomes corajosos, símbolos vivos dessas gerações. A Casa Regional de Lisboa – a Mãe de todas as «Transmontanas» da Lusofonia, sempre deu aos residentes, exemplos de como todos devemos pressionar o poder absoluto do Terreiro Paço, para dar aos «provincianos» aquilo que lhes pertence. 

Hirondino Isaías

O atual presidente teve a coragem de lançar a ideia de realizar o IV congresso, o que conseguiu, em tempo e com meios limitados. Valeu a intenção e a persistência que prolongou até perfazer o século que agora se cumpre”.

                                                                

                                                                              


A que propósito vem este texto de João Barroso da Fonte?

Tivemos a grata satisfação, hoje, de saber queAntónio Jorge Nunes (este ainda vivo, mas o «maior» do III congresso)”, está a preparar um volume sobre os quatro Congressos transmontanos. Que se vai intitular “Congressos Transmontanos 1920-2020 – um tempo do passado, presente e do futuro”.

O último livro publicado pelo autor, AQUI                                           

António Jorge Nunes

Cá esperamos pelo livro, sem dúvida um documento apreciável.


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