terça-feira, 28 de setembro de 2021

CHEIRA A CASTANHAS ASSADAS


 

CHEIRA A CASTANHAS ASSADAS

 

 

Cheira a castanhas assadas

Pelas ruas da cidade

Vamos todos de mãos dadas

Reviver a mocidade

 

Em tempos que já lá vão

Lá longe, na minha aldeia

Comíamos castanhas com pão

Assadas à luz da candeia

 

E quando chegavam os Santos,

Íamos para o Picotino festejar

Éramos muitos, não sei quantos

Quem ler, vai recordar

 

Fazíamos grandes magustos

Bebíamos vinho e aguardente

Alguns, apanhavam sustos

Mas todos ficavam contentes

 

Comíamos pão com chouriça

Azeitonas, queijo e toucinho

Para comer não há preguiça

Para beber haja bom vinho

 

 

É tarde, estamos cansados

As taleigas estão vazias

E os lumes estão apagados

Os sinos, tocam para Avé Marias.


Elmiro Barbeiro, in: Fragmentos de Vida - Poemas (no prelo)



1 comentário:

  1. É sempre bom recordar, mas recordar em forma de poema é ainda melhor. Uma boa maneira de manter as recordaçoes vivas.

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