CHEIRA A CASTANHAS ASSADAS
Cheira a castanhas assadas
Pelas ruas da cidade
Vamos todos de mãos dadas
Reviver a mocidade
Em tempos que já lá vão
Lá longe, na minha aldeia
Comíamos castanhas com pão
Assadas à luz da candeia
E quando chegavam os Santos,
Íamos para o Picotino festejar
Éramos muitos, não sei quantos
Quem ler, vai recordar
Fazíamos grandes magustos
Bebíamos vinho e aguardente
Alguns, apanhavam sustos
Mas todos ficavam contentes
Comíamos pão com chouriça
Azeitonas, queijo e toucinho
Para comer não há preguiça
Para beber haja bom vinho
É tarde, estamos cansados
As taleigas estão vazias
E os lumes estão apagados
Os sinos, tocam para Avé Marias.
Elmiro Barbeiro, in: Fragmentos de Vida - Poemas (no prelo)

É sempre bom recordar, mas recordar em forma de poema é ainda melhor. Uma boa maneira de manter as recordaçoes vivas.
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