Xinjiang é uma província chinesa, autónoma, situada a noroeste do país. Uma vasta
região de desertos e montanhas, por onde passava a remota rota comercial da
seda. É habitada por numerosos grupos étnicos, entre eles os Uigures que
professam a religião muçulmana.
Em finais de 2019, os “China Cables”, expuseram ao mundo uma realidade até então desconhecida pelo vulgo. Centenas de milhares de cidadãos dessas minorias étnicas, sobretudo Uigures, estavam detidos em campos de reeducação, produzindo trabalho forçado – neste caso, escravo! Esses papéis divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, expunham inclusive, as diretivas emanadas por altos dirigentes do Partido Comunista daquela região sobre a gestão dos campos, a disciplina e punição dos detidos.
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Claro que o governo chinês negou tudo, como sempre negou os campos de concentração maoistas no deserto de Gobi. Mas a verdade é que os Uigures continuam retidos nesses campos de concentração, e há já quem afirme que o caso está dentro das características de genocídio!
Além de todo o projecto que a China tem
de infraestruturas para a Ásia Central (do tipo praticado em África), tem ainda
este problema dos Uigures na vizinhança do Afeganistão. A província de Xinjiang, é fronteiriça com a província do Badaquistão afegã. Cerca de 80
Km.
Convém-lhe, portanto, manter os talibãs sossegados.


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