Desde 2005 que o jornal Público é o porto de abrigo de certos
esquerdóides, promovendo aquilo que Gramschi havia programado para a revolução
do Ocidente: Ocupar as instituições do ensino, da cultura e da informação. A dado passo foi lá colocada uma Reis (do
Bloco) como directora. E logo a seguir, o Carvalho, também ele esquerdóide a todo o vapor.
Ler o Público hoje é ler muito lixo como aquilo que estes
esquerdóides escrevem. Ainda ontem Isabel do Carmo, escreveu sobre Salazar e o
Estado Novo. Sem nexo. Todo o escrito é facilmente rebatido, como por exemplo
os cerca de 30 mil prisioneiros (do Tarrafal e de outros sítios). Por acaso
esta antiga revolucionária adepta de actividades terroristas esquece-se dos milhões
de prisioneiros (por exemplo os cerca de 40 milhões da antiga URSS, e os cerca
de 60 milhões da China maoista) dos regimes que ela tanto defendeu. Mas sobre
esta senhora pode -se ler AQUI.
Para este comentário o que interessa é o que o historiador
Loff escreveu hoje, para defender o indefensável, manipulando os ignorantes.
O artigo do dr. Loff resume-se a uma aldrabice que pretende
impor aos ignorantes, sobre o inicio da guerra nas antigas províncias
ultramarinas: “… como se tivessem sido os independentistas a começar a guerra”.
Como os argumentos sobre Salazar e o Estado Novo se
esvaneceram depois da polémica, levantados por
Nuno Palma (que disse umas verdades), corroborada por gente de esquerda,
viram-se agora para a questão colonial. Mas sempre com as mesmas manipulações e
os mesmos métodos da aldrabice.
No inicio do artigo o dr. Loff começa logo pela condenação da
ONU, em 1961, a Portugal por causa da
Guerra Colonial. Ora sobre esta questão o que a ONU fez foi exigir a Portugal o
cumprimento do artigo 73 da Carta da ONU no que respeitasse à constituição de
um governo próprio nos seus territórios ultramarinos (NUNES: 24-25, 2005).
A seguir vem com aquela conversa fiada das repressões, e
disto e daquilo. Ora sobre isto já escrevemos neste blogue várias vezes, mas…
então aqui vai. A pedido da Libéria, para se analizar a situação de Angola e
depois do Ghana que apresentou uma queixa á OIT onde acusava o governo
português de não garantir eficazmente a observância de uma convenção sobre o
trabalho forçado nos territórios de Angola, Moçambique e Guiné, foi constituída
uma comissão internacional insuspeita (Suiça, Uruguai e Senegal) que percorreu
livre e demoradamente os três territórios, provando que a queixa não tinha
fundamento.
A comissão foi constituída a 19 de Junho de 1961 (será que
Loof se refere a esta data quando indica 9 de Junho?). Esteve em Angola de 3 a
10 de Dezembro e, em Moçambique de 10 a 16 desse mês, tendo percorrido mais de
8700 Km e visitado livremente todos os
locais que entendeu e sobre os quais havia denúncias. No final elaborou um minucioso
relatório onde se negava provimento á queixa do Ghana e se declarava: (…) A
comissão está plenamente convencida da boa fé com que estas modificações de
politica, de legislação e de prática foram efectuadas e rejeita, como
inteiramente desprovida, a alegação feita em apoio da queixa de que Portugal
ratificara a convenção apenas como disfarce para continuar as suas brutais
politicas de trabalho” (…).
Quanto a este aspecto, o dr. Loff deve consultar as fontes em
vez de divagar sobre o que não sabe.
Quanto á questão de 4 e 11 de Fevereiro, também sabe pouco.
Daria “pano para mangas”, mas o nosso tempo não é o do dr. Loff. Sobre esta
questão diremos apenas que um historiador sério iria às fontes e procuraria
fazer o seguinte:
1 – indagar sobre as diversas versões sobre o acontecimento
a)
A
versão que se diz colonialista.
b)
A
versão resultante de um processo erradamente atribuído ao cónego Manuel das
Neves.
c)
A versão
de Holden Roberto.
d) A versão de Manuel Pedro Pacavira, autor do único livro conhecido sobre o tema.
Se Loff assim fizesse, verificaria logo que quem começou a guerra foram os independentistas. Ou será que para Loff o MPLA não era uma força política independentista? Se não era, então o que era? Uma força colonialista? De facto, foi-o, mas no tempo em que já lá não estavam os portugueses.
Quanto aos casos de barbárie provocados pelos colonos nos
musseques também seria de bom tom que Loff fosse honesto (como pessoa e como
historiador). Poderia ter contado a coisa com algum ponto de verdade,
analisando os dois casos: o colonial e o dos independentistas.
É certo que o que Loff
diz sobre esses massacres da parte dos brancos é verdade. Mas Loff tem que
contar a verdade toda e não apenas uma parte. Esses massacres dos brancos
surgiram para se defenderem dos massacres dos pretos. Ou Loff não conhece, por
exemplo, aquele caso daquele grupo constituído por um capitão, um tenente, dois
soldados e um sipaio?
Apanhados numa emboscada
em Aldeia Viçosa, cortaram-lhes os
dedos e os testículos (as matubas), colocando-os a curtir, espetados num pau, e
comeram-nos depois de cozinhados. Este episódio macabro é contado (entre
outros) por Carlos Ganhão no seu
romance, na página 32. Mas sobre esta questão há uma miríade de volumes que a
ela se dedicaram. Dois clássicos, contudo, são Os Dias do Desespero e Sangue
no Capim. Relatos reais, porque os seus autores presenciaram-nos como
jornalistas.
E para finalizarmos
recomendamos Loff a escrever sobre o que conhece. Ora se pretende que a guerra
ultramarina tenha começado a 4 de Fevereiro e não a 15 de Março, sabe muito
pouco da coisa. Nesse caso terá de recuar a 11 de Janeiro (á sublevação da
Baixa do Cassange) e a 22 do mesmo mês (em Tembo Aluma), mas onde não houve violência.
Loff, para se inteirar da situação, aconselhamos-lhe duas
leituras além de Pires Nunes: Dalila Cabrita Mateus / Álvaro Mateus e Franco
Nogueira ( que continua a ser a melhor síntese dos factos do 15 de Março). Claro que Franco
Nogueira para Loff é um Fascista!
Voltaremos ao assunto quando o tempo nos permitir, para dizermos a Loff (com factos e não com conversa fiada) que quem começou a coisa a 4 de Fevereiro foram os independentistas. Loff pertence ao grupo esquerdóide que pretende aldrabar a História, como fez, por exemplo, um dos seus mestres - Estaline.

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