1/7/21
“É preciso que se saiba
por que morro
É preciso que se saiba
quem me mata
É preciso que se saiba
que, no forro
Desta angústia, é da
Pátria tão – somente que se trata”.
Rodrigo Emílio, “Reunião
de Ruínas”, 1977.
A vaga de migrações que
por aí vai – leia-se fluxo de pessoas constante de países na maioria pobres,
viciosos, corruptos, em violência política e social, agora com predominância de
religião islâmica e hindu – à excepção da América Central e do Sul, que são
católicos, para a Europa, EUA, Canadá e Austrália e apenas estes (já que os japoneses,
até ver, não os deixam entrar) tem sido uma das bandeiras da nova esquerda
marxista (acompanhada de uma boa parte do capitalismo selvagem); da escandalosa
manipulação e lavagem ao cérebro dos “média – seguramente a actividade
profissional menos provida de comportamentos éticos, à face da terra – que
passou a ser patrocinada pela babilónica ONU, como uma “causa”, a que o
respectivo Secretário-Geral, empresta todo o seu carinho (correspondido pelos
seus amigos em Lisboa) e que teve o seu cúmulo no pouco noticiado e menos
discutido, Pacto Global das Migrações, assinado em Marraquexe, por cerca de 150
países, em 10 de Dezembro de 2018. Um Secretário-Geral aparentemente cheio de
ideias “boazinhas”, mas na maioria idiotas e fora da realidade das coisas e dos
homens.
Por isso estamos a
assistir há bastos anos, a uma movimentação de pessoas completamente
desregulada e anárquica, fomentado por não se sabe dizer quem (sem rosto),
apoiado por “ONGs” (organizações não governamentais), num negócio ideológico que
movimenta muitos milhões e acarreta sofrimentos incomensuráveis para as suas
vítimas e posto em marcha acelerada depois das chamadas “primaveras árabes”
(outro caso mal contado) e do início da guerra civil na Síria, outra cena ainda
pior relatada.
A capa filantrópica
(existe sempre uma capa filantrópica, cheia de boas intenções – de que está o
inferno cheio) é a ajuda humanitária às pessoas que, por via de guerras ou
perseguições políticas, fogem dos territórios onde essas acções decorrem e as
mesmas são vítimas colaterais das mesmas, para as quais não têm, obviamente,
qualquer responsabilidade. Também não existem certezas sobre quem, e com que
critério se decide da justiça de uns e de outros.
Aparentemente o Direito
Internacional foi ultrapassado e assoberbado por toda esta vaga, que já vai na
simples alusão à falta de condições de vida para justificar um “asilo”.
Ora tudo isto é uma
insanidade, para além de uma injustiça e uma falsidade.
É uma insanidade, pois
vai criar mais problemas, em mais locais, e não vai resolver nenhum dos
existentes; é uma injustiça para as populações dos países de acolhimento que
não tenham culpa nenhuma no que se passa nos locais mais remotos da Terra, mas
vão ver toda a sua vida perturbada, por vezes violentamente. E antagonismos de
séculos não desaparecem de uma década para a outra.
Finalmente é uma
falsidade pois o que está por detrás de tudo isto, nada tem de humanitarismo e
filantropismo.
É como a luta contra o
“Colonialismo” (que confundiram propositadamente com “Colonização”, sendo
coisas diferentes), quando “inventaram” a seguir à II Guerra Mundial o direito
à autodeterminação dos povos”, sendo o que esteve por detrás foi a Guerra-Fria,
o acesso a matérias - primas, a cooptação de pontos estratégicos importantes e
a substituição de soberanias.
Agora, com esta coisa
infame das migrações o que se pretende é a substituição de populações; a
mistura das raças (visando o seu fim, sobretudo a dos caucasianos), o fim das
nações (do nacionalismo) e das fronteiras, logo dos países. No limite,
amalgamar tudo, visando uma governação global. É uma questão geopolítica.
Numa palavra, tal visa
objectivos de “Poder”, servindo derivas ideológicas.
O originador destas ideias na Europa foi o aristocrata (mestiço) Conde Coundenhove Kallergi (1894-1972) (nascido em Viena já no estertor do Império Austro-Húngaro que, a partir de 1922, fundou o “Movimento Pan - Europeu”), que já sonhava se expandisse de Vladivostok a S. Francisco, e incentivava a importação para a Europa de milhões de africanos e asiáticos. Parece que lhe deram agora ouvidos.
E não deixa de ser
curioso recordar que, quem Kallergi (que pertenceu a várias lojas da Maçonaria,
teve quatro nacionalidades e foi casado três vezes, sendo duas das suas
mulheres judias) entendia que melhor estaria à altura, para dirigir tudo isto,
seriam os judeus (leia-se, judeus “ashkenazim”), enfim, com o que restasse da
aristocracia europeia de antanho, entretanto quase desaparecida.
Estas são as origens mais
remotas da União Europeia, mas o vulgo só se lembra do que se passou a seguir á
II Guerra Mundial, até porque estas coisas raramente são referidas.
É bom ainda recordar, que
depois daquela data, os europeus foram escorraçados politicamente de África e
da Ásia (das Américas já o tinham sido no século XIX), mas agora podem vir
hordas de asiáticos, islâmicos e negros, para a Europa e passarem a ter todos
os direitos políticos…
Em Portugal, só
aparentemente (pois a realidade é escamoteada) a situação não é encarada como
catastrófica.
A “inauguração” da nova
rota do norte de África para o Algarve, de tráfico de migrantes e o surto de
COVID19, na zona de Odemira – e as inacreditáveis trapalhadas governamentais em
lidar com o problema), vieram finalmente, começar a destapar a ponta do véu.
Mas a população ainda não
se apercebeu das terríveis implicações disto tudo, anestesiados que andam pela
Comunicação Social – que frita os miolos às pessoas, sobretudo as televisões –
e a cobardia, quando não a falta à verdade de políticos e comentadores. É mais
uma delirante desgraça do politicamente correcto.
A situação é catastrófica
por um conjunto alargado de razões, que se ligam entre si.
Em primeiro lugar a demografia negativa dos nacionais; por razões várias, todas elas pouco abonatórias, a população mais jovem portuguesa em idade de procriar, deixou de querer ter filhos, o que resulta na impossibilidade das gerações se substituírem, havendo uma regressão na população original, que se vai reflectir nas próximas décadas…[1]
Os governos fazem por
ignorar esta triste realidade, mentem sobre as causas da mesma e só estão
preocupados com a sustentação da Segurança Social. No mais, importa toda a
casta de gente que aparece nas fronteiras. Já ultrapassa o meio milhão.
Mas não só, numa
tentativa frenética de suicidar a Pátria, naturalizam a esmo toda esta
rapaziada, ou dão-lhe o estatuto de refugiados com as consequências monetárias,
administrativas e sociais que tal acarreta e que em breve, vai esgotar as
nossas capacidades financeiras ou aumentar a dívida. Num país já falido a todos
os níveis.
O ritmo da criminosa
atribuição da nacionalidade (uma autêntica prostituição da mesma, agravada
pelos “vistos gold”) atingiu já uma média de cerca de 80.000 pessoas, por ano,
na última década (sempre a subir). A maioria desta gente não tem nada a ver com
a Pátria Portuguesa, a começar pela “vigarice” dos nacionalizados “à força”
para virarem atletas de alta competição!
E nada lhes é exigido.
Usa-se e abusa-se do
termo “inclusão”. Ora eu não quero ser inclusivo eu quero exclusividade, e a
nacionalidade é um valor a preservar, não um produto negociável, no escambo de
uma qualquer “Bolsa de Valores”.
Mas, ao mesmo tempo que
não nascem portugueses (e uma percentagem elevada dos que nasceram portugueses
– dado que vigora automaticamente o “jus soli” – são paridos por estranhos que
por cá habitam), os que já existem debandam do país em percentagens que igualam
os piores números dos anos sessenta (por causa da “longa noite fascista”,
lembram-se? Agora porque será?), com a agravante de que são mais qualificados
(pelo menos encartados). Ou seja andamos a pagar cursos superiores para se ir
oferecer a outrem!
A insanidade não tem
limites e passou a ser moda emigrar, mesmo que se viva pior no sítio para onde
se vai.
Programas como o
“Erasmus” (e outros), manhosamente orquestrados, favorecem tudo isto. Há que
amalgamar tudo com vista à Paz Universal…
Mas outras ideias
diabólicas, consubstanciadas na chamada “cultura da morte” – direito ao aborto;
homossexualidade (LGBT+) e respectiva subversão das leis da Natureza;
pedofilia, magia negra, eutanásia, feminismo e outros “ismos” – passaram a ter
uma influência extremamente negativa na natalidade (já quase destruíram a
Família), sobretudo nos povos de matriz cristã, já que aqueles cuja matriz é
baseada noutra religião (sobretudo a islâmica) e nos animistas, tais conceitos
têm tido pouca aceitação (ou a propaganda ainda não foi suficientemente
atiçada). Curiosamente são essas populações que deviam dispôr de um controlo de
natalidade saudável pois os recursos disponíveis (e sua organização) não
conseguem sustentar harmoniosamente, tal crescimento.
A insanidade é total.
Deste modo os movimentos
migratórios têm de ser parados e a emigração tem de ser regulada, senão iremos
assistir a convulsões sociais, fora de controlo, com a animalidade humana a vir
ao de cima. O racismo em vez de diminuir vai explodir bem como a discriminação.
A luta pelos postos de trabalho, pela água e pela terra, vai tornar-se
violenta.
A guerra é de todos os tempos e a única coisa que a tem parado é a dissuasão. Não se encontrou até hoje, outra solução. Quem não perceber isto é tolo, vive a 30 cm do solo, ou é suicida.
Os problemas devem ser
resolvidos onde existem, não devem ser exportados. Povo e seus dirigentes que
não se entendam e não se saibam organizar, criar riqueza ou exercer Justiça,
têm que sofrer as consequências e assumir a responsabilidade por tal.
Também não há saltos
civilizacionais.
A boa vizinhança e
cooperação entre fronteiras deve ser o móbil das pessoas de bem, não a abolição
das mesmas ou a sua violação ilegal ou violenta. [2]
A prioridade do combate
deve ser contra as máfias criminosas que lucram com a migração ou imigração
ilegal ou inventada (e outros tráficos), não o dispêndio de recursos visando o
salvamento das vidas daqueles que se aventuram na ilegalidade. A ser assim – e
já o é – os primeiros agradecem e os outros continuarão a vir e a morrer em
grande número…
Os naturais de cada país
devem ser incentivados a trabalhar – falo agora de Portugal – não a viverem do
subsídio de desemprego ou do Rendimento Social de Inserção; devem ser levados a
ter uma mais - valia profissional e não apenas “cursos superiores”; os que não
querem ou não têm capacidade para tal, devem chumbar e sofrerem as
consequências de tal em vez de andarem a ser “passados” artificialmente com
destino ao desastre, ou para os ministros ficarem bem nas “estatísticas”.
Não há boas nem más
profissões, há é bons e maus profissionais, por isso têm que deixar de haver
“tugas” que não queiram trabalhar nas obras ou a apanhar morangos e, por isso,
ter-se de ir contratar mão – de - obra escrava no outro lado do mundo.
Tudo isto é uma
insanidade.
Como é insanidade
dizer-se que ao sermos um país de emigração, o que acontecerá aos nossos
emigrantes, acaso se ponham restrições à imigração para o nosso país?
Pois fomos um país de
emigração, mas nunca criámos problemas em lado nenhum. E durante séculos, ia-se
trabalhar para territórios que eram ou foram nossos, como é o caso do Brasil.
De qualquer modo o problema (a haver) é de quem vai e de quem recebe e tal não
põe em causa o que aqui se passa.
Ora neste momento
Portugal e os portugueses estão a desaparecer. O Algarve já tem mais população
residente estrangeira do que portuguesa; andam a espalhar Sírios, Eritreus,
nigerianos e paquistaneses, pelas nossas aldeias despovoadas; os europeus do
centro e norte da Europa estão a migrar para cá em força, porque temos bom
clima, boa comida, tratamo-los bem (às vezes com subserviência) e eles estão a
fugir da invasão de migrantes que há nos seus países e não estão para aturar
isso… Outros por causa de benefícios fiscais.
A imigração desregulada
foi a causa derradeira do “Brexit”…
Acontece que cada vez
mais o país é vendido, nomeadamente a terra (já nem falo das empresas e
recursos estratégicos), sem qualquer medida de contenção e precaução. Um dia
destes nenhum português terá um m2 de terreno em sua posse. E a quantidade de
gente estranha vai absorver-nos, não vamos ser nós a integrá-los. A matriz
cultural será irreversivelmente afectada e iremos desaparecer devagar e depois
a ritmo geométrico.
Estas preocupações não
são, em concreto, contra ninguém são, simplesmente, a favor de nós próprios.
Também temos esse
Direito, que começa por ser um Dever.
Estamos perante a maior
ameaça à Nação dos Portugueses e do Estado que a deve representar e enquadrar
(e que tão mal o tem feito), desde o nosso Pai, Afonso Henriques.
Convinha abrir a pestana.
João José Brandão
Ferreira
Oficial Piloto Aviador (Ref.)


Sem comentários:
Enviar um comentário