Uma nota
O que Nuno Palma disse no colóquio
do MEL foi pouco. Mas o pouco que disse foi verdadeiramente muito. Disse três
ou quatro verdades que há muito sabemos. Nós e outro tipo de gente sensata que
tem dedicado o tempo ao estudo. Estas verdades só não são aceites há quase meio
século por aquele tipo de gente que tem imbecilizado o POVO (como o fizeram os
seus antepassados da I República que Guerra Junqueiro bem ilustra no seu
“Balanço Patriótico” da Pátria, aquela peça sublime!) pagando
uns miseráveis 600 euros mensais a quem trabalha e se esfola todos os dias, neste
país falhado e em BANCARROTA há vários anos!

Este artigo de JMT merecia
comentário profundo. O nosso tempo não é o mesmo desses Komentadores. Temos que
trabalhar para comer. Mas mesmo assim fomos ao baú buscar alguns elementos:
“O que sabemos é que a desordem e
imoralidade políticas têm um efeito corrosivo na alma das nações” (Salazar, O
ágio do ouro, p.79).
“Porque ao lado da enorme maioria
que pelo trabalho tratava da vida, as camarilhas politicas também NA POLITICA
TRATAVAM DA SUA, E É PROVÁVEL, SENÃO MESMO MUITO CERTO, QUE OS INTERESSES DOS
PARTIDOS SE DISTINGUIAM BEM DOS SUPERIORES INTERESSES DO PAÍS” (idem, p. 78).
No seu discurso “Politica de
verdade” disse: “ A falta …entre a lei e a sua execução, fez da vida
administrativa do País uma mentira colossal”.
“ Se temos um vencimento e ao lado a
acumulação ou o cofre de emolumentos, temos a mentira dos ordenados”.
Em Futuro Presente, António Marques Bessa escreve o que estas
camarilhas não querem ouvir.
Os dados que Nuno Palma deveria ter
posto na mesa do MEL eram estes:
Na década de 60 do século passado, apesar do
sustento de uma guerra em três frentes, a economia metropolitana (PIB) cresceu
a uma taxa média de 6,4% ao ano, superior em 2% à taxa de crescimento média da
CEE, sendo até agora (ressalvando o período do então primeiro-ministro Cavaco Silva), a
única época com que a economia europeia de Portugal se aproximou
sustentadamente da média comunitária. Talvez assim os Kamaradas do regime
piassem fino!
E para terminar um estudo que
levaria meses, lembramos o célebre artigo de António José Saraiva no Expresso,
que disse isto e muito mais. Por isso os Kamaradas lhe deram que fazer! …
Em relação à questão da educação nem nos pronunciamos, porque o que Nuno Palma denunciou é muito pouco, mas já é bastante para um estado nepotista!




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