sábado, 22 de maio de 2021

Pinheiros


Pinheiros


Passeio, no jardim,

E vejo os pinheiros,

Que morrem, assim…

Já foram os primeiros.

Quem sabe? Irão mais.

Pinheiros doentes, mortais.

 

Quase me dão pena.

Vi-os crescer, tão lindos,

Em atitude esbelta, serena,

Em espaços infindos.

Se erguiam aos céus, direitos,

Perante meus olhos, satifeitos.

 

Agora, ali, no passeio,

Encontrei alguns, ressequidos.

Doença estranha, veio,

E os deixou de ramos caídos.

Resistirão alguns, com sorte,

Evitando a sus própria morte?

 

Não sei! A doença avançada

Traça o seu caminho.

E eu vejo, muito mal parada,

A doença que ataca cada pinho,

E os priva da sua verde cor!

Até a mim, me enchem, de dor!

 

Plantaremos, talvez, alguns mais,

Para substituir os que já morreram,

E ficaram na dor dos nossos ais,

Quando os meus pés, por ali correram,

Para louvar, com eles, o Criador!

Estes pinheiros são também o meu amor!

 

Teófilo Minga

Roma, 21 de maio de 2021

 

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