Pinheiros
Passeio, no jardim,
E vejo os pinheiros,
Já foram os
primeiros.
Quem sabe? Irão mais.
Pinheiros doentes, mortais.
Quase me dão pena.
Vi-os crescer, tão
lindos,
Em atitude esbelta,
serena,
Em espaços infindos.
Se erguiam aos céus,
direitos,
Perante meus olhos,
satifeitos.
Agora, ali, no
passeio,
Encontrei alguns,
ressequidos.
Doença estranha,
veio,
E os deixou de ramos
caídos.
Resistirão alguns,
com sorte,
Evitando a sus própria
morte?
Não sei! A doença
avançada
Traça o seu caminho.
E eu vejo, muito mal
parada,
A doença que ataca
cada pinho,
E os priva da sua
verde cor!
Até a mim, me
enchem, de dor!
Plantaremos, talvez,
alguns mais,
Para substituir os
que já morreram,
E ficaram na dor dos
nossos ais,
Quando os meus pés, por
ali correram,
Para louvar, com
eles, o Criador!
Estes pinheiros são
também o meu amor!
Teófilo Minga
Roma, 21 de maio
de 2021

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