Todos nós sabemos porque é que a maioria dos sindicatos, directores, associações disto e daquilo, etc. concordam com as apreciações do ministro e do secretário de estado da educação; todos nós sabemos porque é que o ministro da educação e o seu secretário de estado tecem aquelas considerações sobre os rankings das escolas; porque todos nós sabemos como disse Luísa Costa Gomes recentemente ao jornal i que “O trabalho intelectual hoje vale menos do que britar pedra” e que “O professor, que era o que formava o espirito, é hoje a pessoa a quem os pais dos alunos brutalizam” .
E todos nós sabemos porquê.
Porque todos nós sabemos que se inverteram os papéis; todos os dias se criavam leis no tempo da dona Lurdes (a senhora reitora) para brutalizar professores e funcionários; se criaram “leis” para promover os menos qualificados em prejuízo dos mais qualificados; se promoveram “leis” para criar um corpo de directores submissos ao poder; se promoveram “leis” para manter os cargos nas mãos dos mesmos durante décadas; se criaram condicionalismos à liberdade de ensinar, num sistema totalitário e perverso; se criaram subterfúgios obscuros para colegas prejudicarem os próprios colegas; se proporcionaram situações de vigarice, corrupção e gatunagem no sistema de ensino; se embeveceu o espirito dos idiotas com o “aprender a aprender”; se institucionalizou a imbecilidade, em vez do mérito, do trabalho e do esforço. Tudo isto foi, tem sido, e é legal. Como diz o velho ditado latino: “ Inventa lege, inventa fraude” (Feita a lei, feita a fraude).
E como inventaram a fraude, não se admirem que nas primeiras 50
escolas estejam escolas do ensino privado, quando o ensino público português
era um dos melhores do mundo há quatro décadas!

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