Segunda-feira próxima assinalam-se 60 anos sobre os massacres de 15 de Março (1961), em Angola.
Cronologia de 1961
Mais de 4000
guerrilheiros da UPA, União dos Povos de Angola, espalham o terror no Norte de
Angola, na região do DEMBOS. São mortos barbaramente cerca de 1000 portugueses
brancos e cerca de 10.000 pretos empregados nas fazendas de café,
maioritariamente bailundos, povo do sul angolano. São decapitados e mutilados
os cadáveres. A esta acção bárbara não escaparam mulheres e bebés, cujas
cabeças foram atiradas contra as paredes!
Abril
O Doutor Salazar
reage, como se esperava de um verdadeiro chefe da Nação. E manda avançar
rapidamente e em força para Angola.
Maio
Os primeiros
contingentes militares desembarcam em Luanda no navio “Niassa”, e são
recebidos, como era óbvio, como salvadores da Pátria, com a missão de
restabelecer a ordem no Norte (DEMBOS).
Junho – A grande fuga
60 estudantes (cujos
estudos eram pagos pelo então Governo de Portugal) das províncias ultramarinas
fogem de Portugal para se juntarem aos revoltosos. Entre eles estão os futuros
presidentes das nações independentes.
Julho e Agosto
Dá-se inicio à operação
Viriato, destinada a assumir o controlo do Norte de Angola- Os DEMBOS. A vila
de Nanbuangongo, o último reduto, e quartel-general dos revoltosos
(terroristas) é reconquistada pelas tropas portuguesas.
Outubro e Novembro –
Refugiados
Caiongo, o último posto
abandonado pela UPA, é reconquistado pelas tropas portuguesas, marcando o fim
da primeira operação militar no Norte. Esta acção provocou cerca de 300 mil
refugiados escondidos nas florestas ou no Congo.
A revista Sábado publicou
esta semana um trabalho sobre o assunto



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