sábado, 13 de março de 2021

Há 60 anos Angola foi assolada por uma vaga de terror

 

Segunda-feira próxima assinalam-se 60 anos sobre os massacres de 15 de Março (1961), em Angola.


Cronologia de 1961



15 de Março e os dias de terror

Mais de 4000 guerrilheiros da UPA, União dos Povos de Angola, espalham o terror no Norte de Angola, na região do DEMBOS. São mortos barbaramente cerca de 1000 portugueses brancos e cerca de 10.000 pretos empregados nas fazendas de café, maioritariamente bailundos, povo do sul angolano. São decapitados e mutilados os cadáveres. A esta acção bárbara não escaparam mulheres e bebés, cujas cabeças foram atiradas contra as paredes!

 

Abril

O Doutor Salazar reage, como se esperava de um verdadeiro chefe da Nação. E manda avançar rapidamente e em força para Angola.

 

Maio

Os primeiros contingentes militares desembarcam em Luanda no navio “Niassa”, e são recebidos, como era óbvio, como salvadores da Pátria, com a missão de restabelecer a ordem no Norte (DEMBOS).


Junho – A grande fuga

60 estudantes (cujos estudos eram pagos pelo então Governo de Portugal) das províncias ultramarinas fogem de Portugal para se juntarem aos revoltosos. Entre eles estão os futuros presidentes das nações independentes.

 

Julho e Agosto

Dá-se inicio à operação Viriato, destinada a assumir o controlo do Norte de Angola- Os DEMBOS. A vila de Nanbuangongo, o último reduto, e quartel-general dos revoltosos (terroristas) é reconquistada pelas tropas portuguesas.

 

Outubro e Novembro – Refugiados

Caiongo, o último posto abandonado pela UPA, é reconquistado pelas tropas portuguesas, marcando o fim da primeira operação militar no Norte. Esta acção provocou cerca de 300 mil refugiados escondidos nas florestas ou no Congo.

 

A revista Sábado publicou esta semana um trabalho sobre o assunto

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